Watain: Live São Paulo

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A polêmica banda sueca Watain, desembarcou em São Paulo, para seu único show no Brasil. O Palco do Carioca Club foi o lugar escolhido para receber o poderoso black metal do grupo. 

A “Furor Diabolicus Latin American tour”, que começou aqui em São Paulo, também vai percorrer outros países como: Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala e México. 

Antes de qualquer coisa, é necessário ressaltar o apelo visual que possui uma apresentação do Watain. Shows mundo afora, a banda abusa de pirotecnia, sangue, velas, e muitos outros símbolos no palco, além da performance macabra dos integrantes, mais especificamente do vocalista, Erik Danielsson, que entoa todas as músicas com muita vontade. 

Para esta apresentação, foram dispensadas o uso de sangue e fogo. Mesmo assim o palco estava devidamente decorado por velas, backdrops, tridentes, e duas cruzes invertidas, mais evidentes, quase que no centro do palco. 

Visual à parte, a banda entregou um belo show (dentro do que belo posso significar para uma banda de black metal). Além do mencionado vocalista, a formação que veio para a América Latina ainda contou com o baterista Emil Svensson, o baixista Alvaro Lillo, e os guitarristas Pelle Forsberg e Hampus Eriksson. Esses caras fizeram um barulho infernal durante todo o show. 

É algo a se destacar, o som ajustadíssimo, todos blast-beats, e acordes eram perfeitamente audíveis, apesar do som sujo, característico e necessário de uma banda de black metal. Logo de cara isso se confirmou com a sequência Storm Of The Antichrist e Nuclear Alchemy. 

Nesse momento o clima instaurado era de tormento, e desgraça, os fãs saberiam que o resto do show seria certeiro só pela entrada triunfal. Num determinado momento, Danielsson “acendeu” o público esbravejando algo como: “Ei São Paulo! Agora vamos ver se vocês conseguem fazer algo além de usarem seus smartphones”. Bingo! Foi a partir daí que a plateia foi ficando cada vez mais insana. 

Após a primeira metade do show, a banda começou a soltar mais algumas músicas empolgantes, Sacred Damnation e Underneath the Cenotaph ganham muitos detalhes ao vivo, as duas guitarras se distribuem muito bem, enquanto o contorno é conduzido com maestria pelos trabalhos de baixo e bateria. Pra mim, a melhor parte do Watain é quando eles conseguem mesclar seu som sujo com a notável influência oitentista em algumas de suas melodias. Malfeitor, o grande clássico do grupo, trabalha muito bem essa questão. São duas guitarras bem estruturadas, além de um vocal insano num refrão marcante, sem dúvidas o grande momento da noite. 

 

Depois, Towards the Sanctuary, Sworn to the Dark e The Serpent’s Chalice formaram a trinca dos últimos minutos antes do fim do show. Após “Chalice”, os músicos se retiravam do palco enquanto uma canção épica era tocada ao fundo. Muitos fãs esperavam por algum bis, mas não aconteceu. Watain tocou 1 hora, num show honesto, visualmente atrativo e de muito peso. Ouvir Malfeitor ao vivo já vale qualquer investimento. 

 

SETLIST 

  • Storm Of The Antichrist
  • Nuclear Alchemy
  • The Child Must Die
  • Puzzles Ov Flesh
  • Furor Diabolicus
  • Sacred Damnation
  • Underneath The Cenopath
  • Malfeitor
  • Towards The Sanctuary

10-Sworn To The Dark

11 – The Serpent’s Chalice

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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