Venom – Live São Paulo

Uma noite de muito peso ocorreu no último domingo na cidade de São Paulo com duas lendas do Metal Extremo. De uma lado os Brasileiros do Vulcano e toda a sua experiência e anos de estrada e do outro, a lenda Venom, com toda a sua bagagem e influência que moldou, influenciou e influência até hoje, inúmeros artistas.

A apresentação ocorreu no já conhecido Carioca Club Pinheiros, e com movimentação intensa no lado de fora, já dava pra saber que a noite iria ter casa cheia em ambas as apresentações. E sem delongas pontualmente às 19:30 o Vulcano ingressa ao palco com o sua já conhecida frase de abertura “Os Portais do Inferno se Abrem” mandando a clássica Witch Sabbath do Épico Live, colocando fogo no Carioca Club, e sem demoras já dizem ao público que a noite iria ser de clássicos dos anos 80.

E foi isso que a banda fez, tocando músicas apenas do Live, Bloody Vengeance e Anthropophagy ou seja, só a nata para delírio da galera que matou a vontade de clássicos do Vulcano, fazendo todo mundo ali voltar um pouquinho no tempo. Claro que não estamos falando do mesmo Vulcano que abriu aquele show do Venom há 31 anos atrás, porém uma participação especial, do ex vocalista Angel deu um toque a mais de nostalgia mandando alguns sons de sua época, como Destruição Total, Guerreiros de Satã levando todo mundo a Êxtase.

Um belo show que voltou literalmente as raizes da banda, que agradeceu muito a oportunidade e fez um excelente show, e soube aproveitar o tempo para tocar exatamente o que o público queria, clássicos em cima de clássicos e o resultado foi óbvio, satisfação total do público presente.

Na sequência era a hora do Venom que não pisava em terras brasileiras desde 2009, e dessa vez a banda não queria deixar por menos e prometia um grande show, e pontualmente às 20:00 como prometido, as luzes se apagam e o show se inicia com muito fervor por parte do público.

E os caras começam o show com Long Haired Punks e The Death of Rock ‘n’ Roll, o som estava muito bom e o vocal do Cronos estava tinindo sem nenhuma falha, um começo que embora não seja com clássicos empolgou muito, pois as músicas são muito boas, em seguida era a hora do primeiro petardo da noite Bloodlust que colocou todo mundo para cantar junto no Carioca, esse som com toda certeza dispensa comentários, pois é um clássico.

Um som que me chamou muito atenção da fase mais nova e que provou funcionar muito bem ao vivo foi Pedal to the Metal, um porrada que abriu um grande mosh na pista do Carioca Club, que foi seguida de Grinding Teeth, e nessa hora eu prestei muita atenção no La Rage, e falem o que quiserem, mas ele manda muito bem sim, com uma mão firme e tocando muito pesado.

Mas a galera queria clássicos e um dos momentos mais aguardados chega com Buried Alive, muito agitada por todos, exaltando o grande Álbum Black Metal, não faltaram também musicas de outros álbuns menos aclamados, tal como o Ressurection, da qual a banda tocou Pandemonium e o injustiçado Cast in Stone, que teve The Evil One executada.

No fim uma sequência matadora de clássicos começando com Welcome to Hell em uma versão mais lenta, porém não menos interessante, seguida de Countess Bathory, que foi muito ovacionada, e Warhead com aquele vocal sinistro que todo mundo se arrepia e para finalizar a noite Rise.

Mas o público queria mais, e pediu Bis, e ele veio com o hino Black Metal e a saideira da noite Witching Hour, fechando com chave de ouro a apresentação. Muita gente reclamou que foi curto, muita gente criticou que poderia ter sido maior, muita gente ficou pedindo mais músicas, porém acabou ali mesmo, curto ou não, o show foi sensacional e provou que o Cronos ainda tem uma voz marcante e por mais que digam que o Venom acabou ainda vale a viagem ver os caras, e vale muito a pena mesmo.

 

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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