TURBONEGRO – Live São Paulo

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Por Bruno Nascimento – Foto Flavio Santiago

Finalmente, o sexteto norueguês de punk rock (ou deathpunk, como eles gostam de se definir) chegou ao Brasil. Pela primeira vez em 30 anos de carreira, o grupo enfim fez sua estreia no território latino-americano. A curta turnê começou no México, depois passou por Chile e Argentina, antes de acabar com um show histórico no Carioca Club em São Paulo.

Logo que cheguei ao Carioca, vi um público muito menor do que o habitual nos shows por lá. Felizmente, o público foi aparecendo aos poucos, e depois da apresentação da banda de abertura, o lugar estava bem ocupado, não cheio como foi o Setembro Negro na semana passada, mas com uma quantidade razoável de público.

A primeira banda a se apresentar foi o quarteto Corazones Muertos, comandado pelo argentino Joe Klenner – também conhecido por ser o dono do saudoso Inferno Club. O grupo fez uma apresentação com o público ainda chegando, portanto, aquela troca entre artista e plateia quase não aconteceu, com exceção de alguns fãs que cantavam as músicas em voz alta.

Apesar de tudo, o quarteto fez uma apresentação muito digna, com bastante presença de palco e instrumentos bem regulados. As duas guitarras abusaram da distorção, o baixo audível dá ainda mais peso às cordas. No fim, Joe agradeceu a oportunidade de abrir para o Turbonegro, finalizando um show com bastante energia.

Depois do Corazones Muertos, as cortinas se fecharam para os últimos detalhes antes do próximo show. Mesmo assim, era possível ver alguns integrantes do Turbonegro pelas frestas deixadas. Sempre que aparecia alguém, o público (dessa vez numeroso) vibrava e cantava o refrão de “I Got Erection”, um dos hits do grupo norueguês.

Quando subiram ao palco, já mandaram logo de cara um clássico “The Age of Pamparius”, do aclamado disco Apocalypse Dudes, de 1998, que até hoje é o disco mais tocado ao vivo. Em seguida, veio uma sequência de quatro músicas do mais recente álbum, intitulado RockNRoll Machine. O mais interessante é o fato dessa ser uma das únicas vezes que eu não reclamei de uma banda tocando uma avalanche de músicas novas no show, isso se deve pelo fato de Rock N Roll Machine ser um dos grandes discos da carreira do grupo (o melhor com o vocalista Tony Sylvester). Falando em Tony, é inegável o carisma dele, usa muito bem o palco, corre, pula, interage com os outros integrantes e com a plateia. Pode não ser tão icônico quanto Hank Von Hell foi, mas ao vivo, é um tornado.

O setlist, apesar de ser o mesmo durante todos os outros shows desta turnê, marcou algumas pequenas surpresas, como um cover reduzido de “Bohemian Rhapsody” do Queen e “(You Gotta) Fight for Your Right (To Party!)” dos Bestie Boys. Outros momentos bem característicos da banda foram durante algumas pausas, em que Tony fez algumas inofensivas piadas sobre a selva brasileira e coisas nesse sentido.

O show acabou sendo tudo o que eu esperava, enérgico do começo ao fim, impossível ser diferente, já que a banda usa o que tem de melhor no punk e no hard rock para criar um som intenso e bem humorado. Turbonegro meus senhores, um dos melhores do ano!

SETLIST:

The Age of Pamparius

Part II: Well Hello

Part III: Rock N Roll Machine

Hurry Up & Die

Back to Dungaree High

Bohemian Rhapsody

City of Satan

Blow Me (Like the Wind)

Hot for Nietzsche

All My Friends Are Dead

Are You Ready (for Some Darkness)

Fist City

Wasted Again

Sell Your Body (to the Night)

Denim Demon

Get It On

Selfdestructo Bust

Special Education

Prince of the Rodeo

(You Gotta) Fight for Your Right (To Party!)

I Got Erection

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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