Therion – A Supremacia em Coro e Cordas

Texto: Lucas Amorim

Fotos: Aline Narducci

O Therion surpreendeu os fãs com uma notícia que passaria pelo Brasil para duas datas acústicas, relembrando seus clássicos, isso causou muita especulação de como seria o show da banda nesse formato, e no ultimo dia 29/11/2015, chegou o esperado dia de São Paulo, finalmente conhecer e tirar as dúvidas dessa esperada apresentação, e o local seria a Clash Club, e o Heavy World compareceu nesse espetáculo e te conta tudo.

A casa não estava muito cheia, uma pena, pois o show prometia, mas os Fãs que compareceram, mostravam animação e ansiedade pela apresentação, não houve banda de abertura e quando as luzes se apagam na plateia, elas se ascendem no palco, e a banda entra, com uma arrumação de músicos na parte de trás e vocais na parte da frente, a banda é muito aplaudida  e com um clima intimista todos acenam para a platéia e iniciam a apresentação já com a ótima Son of the Sun, que ficou muito bela em versão acústica, o Theron tem uma magia, uma coisa que consegue transformar músicas em obras de arte e aqueles três vocais, fazem milagre, eles parecem um coro de cem pessoas Thomas Vikström e Chiara Malvestiti estão entrosadíssimos, e parece que tocam a anos e anos juntos, e o exemplo disso ficou claro em Ljusalfheim a canção seguinte.

 

Therion

E para surpresa de todos, a banda  já emenda outra do ótimo Secret Of The Runes, que por mim poderia ser tocado inteiro, dessa vez Vanaheim, com um arranjo de cair o queixo, aliás o que o Christofer Johnsson não faz perfeitamente não é ? Ele é um gênio e dele não podemos esperar nada menos do que excepcional, e por falar nele, ele fica ali na dele, dedilhando, sentindo cada acorde e conduzindo o excepcional espectáculo.

A banda estava muito animada, brindaram com a galera, deram cerveja, água, e embora o show fosse acústico, cada vocalista, teve o seu momento em pé para interagir com a galera, e isso animou muito mais o público presente, mas vamos voltar ao set, pois percebi que a coisa ali seria especial mesmo quando a banda inicia Nifelheim, essa realmente me surpreendeu, pois não imaginava que os caras fossem tocar essa. Mas o o melhor é que na versão acústica esse som ficou mais intimista, mais teatral, mais artístico e com uma Feeling muito positivo.

 

Therion 2

Mais algumas palavras de carinho da banda que elogiou o público paulista, dizendo que somos muito bons, coisa que arrancou aplausos da galera, e nessa hora eu percebi até que uma sinceridade da banda, pois uma vez que o público como havia dito acima era modesto, os presentes ali eram apaixonados pela banda mesmo e isso era transpassado, para o palco, e isso deixou o clima ainda mais intimista na Clash, contagiando a banda com essa energia positiva já relatada.

Voltando ao set list, mais uma que me agradou demais na versão acústica, Abraxas que mesmo sem aquelas bases pesadas de guitarra, ficou espetacular com a levada do violão, seguida de uma das minhas canções prediletas da banda, que fez eu ter a certeza definitiva de que o Christofer é um gênio contemporâneo, a perfeita The Siren of the Woods, essa música é uma explosão de sentimentos é impossível não reagir a ela com um sorriso.

 

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Mas as surpresas não param por aí e uma das antigas veio no set para deixar a apresentação muito mais especial, direto do túnel do tempo a banda manda  Draconian Trilogy, lá do Vovin de 1998 e aí é festa né amiguinhos ? Música perfeita, set perfeito, local intimista, está aí uma receita do show mais que perfeito pro público, mas o que era bom ficou ainda melhor quando a banda manda The Dreams of Swedenborg com o  Thomas cantando tudo que sabe ali, e aquele refrão ? É de chorar não é ?

Mas infelizmente o que é bom dura pouco e era hora da trinca final e do Karaokê da noite e sempre com ela,  a espetacular Lemuria e toda a sua perfeição, para quem não sabe Lemúria é o nome de um suposto continente perdido, localizado no Oceano Índico ou no Oceano Pacífico. A idéia teve origem no século XIX, pela teoria geológica do Catastrofismo, mas desde então tem vindo a ser adotada por escritores do Oculto, assim como pelo povo Tâmil, da Índia. Relatos sobre a Lemúria diferem quanto à maioria dos pormenores. No entanto, todos partilham a crença comum de que o continente existiu na pré-história mas afundou no oceano devido a alterações geológicas, magnifico não ?

 

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Mas eu dise trinca não foi ?  E  a próxima foi aquela pra todo mundo pular e pular To Mega Therion, aliás eles poderiam tocar o Theli na íntegra também que eu não ligaria, e muita gente ali também não, seguida do último som da noite Quetzalcoatl, uma apresentação curta, porém intensa, adorei o formato, adorei o set, adorei a banda, adorei tudo, e queria mais uma hora de show, mas querer não é poder, mas o pouco que foi valeu cada segundo, provando mais um vez o porque o Therion é foda, é místico, é único, seja em qual formato for.

 

Galeria de Fotos completa abaixo:

Therion - Live Clash Club - 29-11-2015

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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