The Sisters Of Mercy – Live São Paulo

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Por Bruno Nascimento

Assistir ao show do Sisters Of Mercy tem uma carga emocional para mim. Quando criança, lembro do meu pai ouvindo seus discos nas manhãs de domingo, entre esses discos, Some Girls Wander by Mistake (uma compilação com as músicas do começo da década de 80), sempre me chamou atenção, pela capa simples, preta com o logo da banda, e pela música pulsante e soturna.

Nos arredores do Tom Brasil, uma multidão predominantemente vestida de preto, esperava para entrar na casa. Lá dentro, o lugar já estava bastante movimentado. Era dia de show lotado (assim que é bom).

Não demorou muito para a banda subir ao palco, os 4 músicos da banda (que além do vocalista Andrew Eldrich, conta com dois guitarristas e um Dj), também vestidos de preto, usando óculos que refletiam as luzes e a fumaça do palco. Fumaça, que, nesta turnê, é bem menor em relação à outras, o que beneficia o público em ter uma visão mais completa da banda toda, inclusive do vocalista Andrew Eldrich, que se movimenta muito, para os lados e para trás do palco.

Logo de cara, mandaram “More”, um dos grandes clássicos da banda, como uma forma de agitar o show desde o início com seu refrão em coro inesquecível ‘’ and i need all the love i can get / I want more”. Essa frase é o suficiente pra levantar até o mais introspectivo dos fãs.

O show seguiu, sempre com os hits oitentistas, como é de se esperar do Sisters Of Mercy, uma banda que marcou muito a sua época. Ribbons, Crash and Burn, Doctor Jeep, Detonation Boulevard – “Vision Thing” se fez bastante presente, o último disco de estúdio lançados pelos ingleses, ainda em 1990.

Depois, a banda continuou o set, mesclando músicas do outros discos, com alguns singles importantes Marian e Mother Russia foram duas das mais celebradas pelo público. Olhando para o palco é possível observar um grupo entrosado, a química entre os dois guitarristas Ben Christo e Dylan Smith é algo muito natural, Bem é o cara do solos, portanto, se destaca mais, porém, Dyland é muito conciso nas bases acompanhando as batidas eletrônicas. Tudo isso como base para a voz característica de Andrew brilhar.

Depois de uma breve pausa, o grupo subiu ao palco novamente com Lucretia My Reflexion, e novamente, fez quase a plateia inteira dançar. Depois seguiram com Vison Thing, uma das mais pesadas, principalmente pelas guitarras ao vivo, até terminaram com Temple Of Love e This Corrosion, que é, talvez o maior clássico do Sisters.

Pouca, ou nenhuma comunicação, além da música, é estabelecida entre a banda para com o público. Isso acaba deixando a apresentação muito reta, e mais acelerada, porém instaura um clima mais sombrio, bastante apropriado para a música do grupo.

O Fato é que show foi bem curto, o que não me incomodou, já que tocaram todos os hits, mas alguns fãs se mostraram meio aborrecidos no final. O saldo da noite foi mais do que positivo, poder ver e ouvir ao vivo, uma das vozes que mais marcaram a minha infância, lá naquelas manhãs de domingo junto com o meu pai.

SETLIST:

More

Ribbons

Crash and Burn

Doctor Jeep / Detonation Boulevard

No Time to Cry

Alice

Show Me

Dominion/Mother Russia

Marian

Better Reptile

First and Last and Always

Instrumental

Something Fast

I Was Wrong

Flood II

Lucretia My Reflection

Vision Thing

Temple of Love

This Corrosion

2
Matéria enviada por Lucas Amorim