Sting – Clássicos aquecem o Allianz Parque

 

Por Bruno Nascimento

Fotos – Flávio Moraes – O Globo

 

Aos 65 anos, Sting mostra que está em forma, em uma apresentação consistente mesclando hits do The Police e canções do seu último disco, “57th & 9th”, lançado em 2016.

Para seu único show no Brasil após 8 anos, o sessentão veio acompanhado por seu filho Joe Sumner e pela banda texana The Last Bandoleros, responsáveis por começar os trabalhos daquele sábado, frio e úmido. O Público compareceu em peso e recepcionou o Sumner muito bem.

Sumner fez um show curto e intimista, apenas voz e guitarra, voz, que se assemelha com a do pai. Em uma das músicas Sting apareceu para ajudar a cantar, gesto que arrancou palmas acaloradas do público. Era só uma amostra do que viria.

Depois, os texanos do Last Bandoleros subiram ao palco trazendo um som que passeia entre o pop e o rock, com claras referências da região sul dos Estados Unidos. A banda formada por integrantes que aparentam pouca idade, conseguiu suportar a pressão da Arena, cheia de fãs do ex-líder do The Police.

 

                   Foto – Flavio Moraes – O Globo

Pouco tempo depois, sem enrolação, Sting aparece, com a banda devidamente colocada no palco e a presença dos Bandoleros nos backings vocals, uma adição de muito bom grado ao show, as vozes jovens casaram muito bem com a maturidade do músico britânico.

O repertório é muito bem pensado ao posicionar duas músicas do Police logo de cara (“Synchronicity II” e “Spirits in the Material World”), são boas injeções de ânimo e nostalgia nos presentes.

A apresentação segue com músicas conhecidas da carreira solo do cantor, como “Englishman in New York” e “Desert Rose”, que se misturam com as canções do disco “57th & 9th”, que também dá nome à turnê.

A cada nota tirada no baixo, Sting mostra muita firmeza com um som alto que pulsa nos alto-falantes em todas as músicas. O cantor ainda mantém a voz limpa, como nos anos 80.

 

                  Foto – Flávio Moraes – O Globo

De volta ao palco, Joe Sumner surpreende ao fazer uma boa versão de “Ashes To Ashes”, originalmente gravada por David Bowie.

Depois, foi só alegria, clássico atrás de clássico, mais cinco músicas do Police foram tocadas até o final, que foi uma dedicatória ao Cacique Raoni, um importante líder indígena, conhecido por sua luta pela preservação da Amazônia e dos povos indígenas.

Rockstar, popstar, não importa. Sting mostrou como fazer um grande show, além de sua relevância para os dias de hoje.

 

Setlist:

Synchronicity II

Spirits in the Material World

Englishman in New York

I Can’t Stop Thinking About You

One Fine Day

She’s Too Good for Me

I Hung My Head

Fields of Gold

Petrol Head
Down, Down, Down
Shape of My Heart
Message in a Bottle
Ashes to Ashes
50,000
Walking on the Moon
So Lonely
Desert Rose
Roxanne / Ain’t no Sunshine
Next to You
Every Breath You Take
Fragile

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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