Steve Rothery Band – Live Rio de Janeiro

Texto e fotos por Luis “Carlinhos” Carlos

 

Quando se fala em Rock Progressivo, o que vem a cabeça são aquelas maravilhosas bandas da década de 70 como Yes, Rush, ELP, Jethro Tull, Pink Floyd, entre outras. Grupos que faziam Rock, mas com um virtuosismo impecável por parte dos músicos e onde muitos deles eram inclusive criticados por fazerem um estilo musical muito complexo, principalmente, por quem era fã de músicas digamos mais diretas, caso do Punk Rock.

 

 

Steve Rothery é fundador do Marillion, grupo que surgiu em 1979 e ainda batizado de Silmarillion, nome inspirado em um livro de J.R.R. Tolkien. Nesse ano, bandas mais antigas do estilo já começavam se enveredar pelo Pop, como aconteceu mais descaradamente com bandas como o Genesis e o Yes. O Marillion veio de uma segunda geração, batizada de Neo-Progressivo e tida como um dos precursores do estilo ao lado do Saga e do Pendragon, mas, que certamente é a mais popular de todas. O grupo só lançou seu primeiro disco, “Script for a Jester’s Tear”, quatro anos depois e daí não parou mais, lançando discos bons atrás do outro, e assim, uma infinidade de clássicos, porém, sua fase mais cultuada ficou com o seu primeiro vocalista Fish, fase essa que durou até 1987 quando ele resolveu sair do grupo. Rothery veio ao Brasil para tocar músicas do seu trabalho solo, “”Ghosts of Pripyat”, disco lançado em 2014, e claro, tocar músicas clássicas de sua banda. Rothery entrou no palco precisamente as 21 horas. As cinco primeiras músicas do set foram de seu disco solo, um primor de música, diga-se de passagem, com um instrumental belíssimo liderado pela guitarra maravilhosa de Rothery. “Kendris” e “White Pass” foram os “pontos altos” de primeira parte de uma apresentação que apenas era o começo do melhor que ainda viria acontecer e deixaria os faz ainda mais exaltados. Fãs esse, que infelizmente foram poucos, creio que em torno de 150 pessoas, mas onde a animação era tanto que pareciam 500 pessoas presentes. Um público adulto, parte deles de cinquentões e sessentões animados como adolescentes que cantavam para o alto e pulavam em êxtase.

 

 

Assim que começou o set só com músicas do Marillion, Rothery e banda dominaram o público de vez, aliás, o guitarrista é um cara muito divertido e no intervalo de algumas músicas sempre contava alguma coisa fazendo com o público desse risadas, e assim, foi tocando um clássico atrás do outro e a medida que o set era tocado a sensação era de que o show conseguia ficar cada vez melhor. Discos como “Fugazi”, “Clutching at Straws”, “Script for a Jester`s Tear” e o meu preferido “Misplaced Childhood” foram condensados em algumas maravilhosas canções como “Cinderella Search”, “Incubus”, “Fugazi”, “White Russian”, lembrando ainda, que foi tocada “Afradi to Sunlight”, música que dá nome ao oitavo disco do Marillion e que conta com o vocalista Steve Hogarth. Lembra que eu comentei que o show ficava cada vez melhor? Pois bem, assim que o grupo voltou do seu segundo intervalo, eles entraram de cara com Kayleigh”, a música mais popular do grupo, canção daquelas que até nossos pais gostam. A seguir veio outra linda balada, que assim como “Kayleigh” faz parte do disco “Misplaced…”, e se chama “Heart of Lothian”, que levantou o público de vez mostrando que eles estavam ali encantados com a apresentação e apresentando nenhum cansaço. Ainda tocaram “Sugar Mice” para encerrar a “sessão Marillion” e tocarem uma canção do Pink Floyd, grupo de David Gilmour, músico que Rothery tem profunda admiração.

 

 

Que noite maravilhosa para aqueles que apreciam a boa música, Rock progressivo bem tocado e virtuoso em boas doses, sem exageros quilométricos e com o único intuito de fazer com que uma música pode ser longa e boa sem soar maçante aos ouvintes, não é música para músicos, mas música para quem aprecia a boa música e isso Steve Rothery sabe de cor. A produção foi excelente, aliás, a Overload tem se destacado por apoiar o Rock Progressivo trazendo excelentes artistas para o Brasil. Estão todos de parabéns !!!

 

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Matéria enviada por Aline Narducci

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