Rotting Christ – O Poder dos Gregos

Texto – Vinicius Coimbra

Fotos – Leandro Almeida

 

O Hangar 110, uma das casas de show mais conhecidas pelos paulistas recebeu um dos shows mais pesados do ano, e é claro que o Heavy World estava lá pra conferir mais uma porrada, dessa vez para conferir os gregos do Rotting Christ promovendo seu mais recente disco “Rituals”.

A abertura do show ficou responsável pelas bandas Desdominus e a veterana Genocídio, incendiando a galera mostrando o peso e a qualidade das bandas nacionais, preparando o público para o que estava por vir.

Eram quase 21:00 hrs e já era possível escutar os sons das vozes ecoando pelos alto falantes e as cortinas se abriram, e aos poucos a banda foi subindo ao palco para abrir o show com os riffs lentos, pesados e sombrios de “Ze Nigmar”.

A casa estava cheia e a galera estava muito empolgada, ficaram ainda mais quando Sakis Tolis ( Vocal ) iniciou os riffs da clássica “Kata Ton Demona Eatou”, dessa vez com riffs rápidos incendiando a galera logo de início.

 

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A banda já se mostrava bem a vontade no palco e também empolgada com o público, Sakis Tolis interage com a galera e até arriscou contando os números em português (“um, dois, três, quatro”, antes de iniciar as músicas ) para a galera, e em seguida anunciam “Apage Satana” do mais recente disco “Rituals”, a música parece mais uma marcha, dando uma pegada bem legal e diferente no momento do show.

Os caras seguiram com “Sanctus Diavolos” e depois “Societas Satanas” e foi muito bem cantada, ou melhor, gritada pela galera no local. Em seguida Sakis Tolis troca mais algumas palavras com o público para anunciar “Grandis Spiritus Diavolos”, particularmente a música que eu mais queria ver no show, e foi muito bem tocada e bem sincronizada as duas guitarras juntamente com a voz da galera cantando o refrão.

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Após a execução de “Grandis Spiritus Diavolos” a banda faz uma pequena pausa para voltar ao palco e distruir com “666” e pra botar fogo de vez na galera pra finalizar o show encerraram com “Non Serviam”.

Particularmente achei o setlist curto, afinal foram 8 músicas, porém vale ressaltar que são 8 músicas cumpridas e também 3 bandas se apresentaram no local. Chamo atenção também nos ótimos horários que as bandas entraram, o show acabou e um horário totalmente acessível, afinal pra um domingo a noite já ajuda bastante. Mesmo que tenha sido um setlist curto do Rotting Christ foi mais que suficiente para mostrar o verdadeiro peso de um Black Metal muito bem tocado fazendo ser um dos melhores shows extremos do ano!

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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