Rockfest Live Allianz Park São Paulo

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Assim como tivemos dois anos atrás o SP Trip em São Paulo, quando temos os shows das bandas que participarão do Rock in Rio por São Paulo e neste 2019, tivemos um dos momentos mais interessantes no quesito de Shows neste ano, ou melhor, desde a última edição do Maximus Festival que não tínhamos esse sentimento.

O Allianz Park foi o local escolhido, e atualmente o melhor lugar com infraestrutura na cidade de São Paulo para acolher eventos com capacidade próxima a 40 mil devido principalmente a sua beleza e facilidade de locomoção, e com o novo nome de Festival, Rockfest, o dia 21 de Setembro foi histórico com shows das bandas Armored Dawn, Europe. Helloween, Whitesnake e Scorpions.

Assim que entramos no estádio, já vimos aqueles backdrops para aquelas fotos de recordações ou para selfies para as redes sociais além de outras ações dos patrocinadores, onde algum poderia ganhar algum brinde e mesmo que simples era bom ver as pessoas felizes, afinal hoje em dia, ganhar algo, parece ser tão diferente da nossa realidade, que a felicidade de muitos era como se ganhassem na loteria, e ali já tínhamos que o que estava para acontecer seria diferenciado, tanto é que os copos , hoje á clássico devido aos mesmo serem colecionáveis, se esgotaram rapidamente.

Uma característica que durou por toda o dia foi a pontualidade dos shows, perfeitos e a primeira banda a subir no palco foram os paulistas do Armored Dawn, que vem a cada dia ganhando mais fãs com seu som mais tradicional, voltado a temática Viking encantou o público que já compareceu em grande público desde a primeira apresentação, e conseguiram tirar lágrimas de muitos presentes ao dedicar a faixa, “Sail Away” a Andre Matos, com a imagem do maestro no telão que nos deixou precocemente em junho último.

Também tivemos a oportunidade de conferir ao vivo o primeiro single do próximo álbum da banda “Ragnarock”, ainda sem previsão de lançamento mas que teve uma resposta bem positiva, principalmente pelo fã clube da banda que compareceu em peso no Festival, e todos com a camisa do clube e com os rostos pintados.

As trocas de palco eram bem rápida então com as cervejas, as filas no banheiro iam aumentando nesse horário e a segunda banda, o experiente grupo de Hard Rock Europe, e, o único do Festival que não tocará no Festival do Rio de Janeiro, apresentou suas excelentes músicas e até surpreendendo muitos devido as novas faixas sendo mais pesadas que as músicas mais conhecidas sendo essas do discos The Final Countdown e Out of this World. O público respondeu melhor claro, os clássicos como “Rock the Night”, “Ready or not”, mas ficando claro, o clima de nostalgia quando a banda executou o mega sucesso “Carrie”, e quem não cantava registrava o momento em seus celulares, ou simplesmente fazia as duas coisas ao mesmo tempo.

Joey Tempest foi o destaque do dia, mostrando carisma e vitalidade deu uma aula de como comandar um show de Rock, e os clássicos como “Supertitious”, “Cherokke”, e a platinada “The Final Countdown”, deram um toque de que o show poderia ser maior, que o público ainda estava com mais sede da banda, e esperamos que a promessa de Joey voltar em breve se concretize logo, para termos uma tempo maior de apresentação vendo a banda tocar ao vivo.

Helloween, a clássica banda voltava a São Paulo com seus Show Pumpkins United, e no curto tempo que tiveram, a banda caprichou em clássicos e era uma verdadeira volta ao tempo ver ambos os vocalistas nos brindados com clássicos como “Eagles Fly Free”, ou, “Perfect Gentleman”, mas a banda também prestou uma homenagem a Dave Mustaine do Megadeth, quando lembraram da condição de saúde dele, pedindo força para que ele se restabelecesse “tipo amanhã” e a poderosa “Power” foi praticamente dedicada ao ícone americano.

Embora o set tenha sido praticamente baseado nos álbuns Keepers of Seven Keys part I e II, também tivemos o momento mais anos 80 quando os vocais ficaram para o guitarrista Kai Hansen e tocou e cantou muito o clássico “Ride the Sky” sendo esse um dos grandes momentos da apresentação dos Alemães. O final não poderia ser melhor com uma das melhores músicas da banda quando a banda deixa o palco pela primeira vez para voltar ao Bis com “Future World ” e “I want out” onde uma infinidade de bexigas com o símbolo da banda passeava pelo estádio com aquele visual que certamente apenas grandes espetáculos podem nos transportar.

Tudo perfeito no decorrer do tempo e horário dos shows, chegava a vez do Whitesnake, subir ao palco, onde uma das vozes mais importantes para o estilo chegava no palco e o dominava como poucos, se Joey Tempest parecia um menino no Palco, Coverdale esbanjou experiência, e começando com clássicos como “Bad Boys” e “Slide it in” soube fazer um set bem coeso repleto de hits, e adicionando as músicas mais novas e que já tem grande sucesso comercial como “Shut up and kiss me”.

As clássicas baladas “Is this love” e “Here I go again” não ficaram de fora, e o veterano baterista Tommy Aldridge deu solo de encher os solos, onde em parte dele até tocou com as mãos,e foi praticamente ovacionado, e ver no final os melhores “rock” da banda como “Give me all your love” e “Still of the Night”, e para os que ainda esperavam algo surpreendente também tiveram, já que a apresentação terminou com o clássico do Deep Purple imortalizado na voz de Coverdale com “Burn”.

Sem dúvida este foi o melhor show da noite, e ainda faltava outra lenda do Hard Rock, Scorpions.

Os Alemães que fecharam a noite em São Paulo, vieram com um repleto de clássicos para os fãs e com uma produção impressionante trouxeram os hit, “Make it Real” e “The Zoo” já no começo da apresentação, sem contar que nos lembraram a excelente instrumental “Coast to Coast”, algo que era mais comum as bandas nos anos 80 terem algo instrumental em seu material que nos foi relembrado, e a banda fez isso muito bem, a fazer um medley com os hits dos álbuns dos anos 70  In your Face/ Take by Force e Virgin killer, onde os fãs mais ardorosos se surpreenderam muito com as performance principalmente dos clássicos “SteamRock Fever” e “Catch your Train”.

O set acústico veio com duas músicas do disco Crazy World com “Send me na Angel” e “Winds of Change” onde o íconico e único vocalista Klaus Meine nos lembrou dos tempos de mudança daquela época e como aguardava que isso se mantivesse nos novos tempos, e este foi aquele momento onde grande parte do estádio registrou as músicas em seus aparelhos e claro também na mente, pois foi quase que único. O baterista Mikkey Dee, que fez parte do Motorhead e atualmente toca com o Scorpions, na verdade desde 2016, também deu um solo espetacular, onde a bateria chegou a subir e ficar nas alturas também foi uma das partes mais legais da noite.

A clássica “Blackout” e o hit “Big City Nights” teve um excelente retorno do público onde todo o estádio cantava junto e aplaudiram demais, já que após os clássicos a banda se retirou do palco, e todo o estádio ficou aguardando o bis que claro que a banda voltou para tocar mais duas músicas.

Klaus pediu que cantássemos juntos a faixa “Still love you” que claro foi bem atendido e ainda junto tivemos um trechinho de “Holiday” , para o final do festival desse porte, com essa qualidade não poderia ser outro hino que não fosse “Rock you like a Huricane, que mesmo com quase 8 horas de show o público ainda tinha energia para agitar… e o Festival ainda teria uma grande surpresa.

Com o público já se dirigindo as saídas tivemos a grata surpresa, e não não era nenhuma movimentação no palco e sim o anuncio no Telão para o Show do Kiss em São Paulo, no mesmo Allianz Park que acontecerá em maio de 2020 e no Rockfest tivemos o anúncio oficial… Simplesmente Sensacional.

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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