Rage – Live São Paulo

Por – Bruno Nascimento

Shows no mês de fevereiro seguem uma mesma cartilha, o calor do verão brasileiro e dividir o espaço nas ruas abarrotadas de gente, que saem em busca dos bloquinhos de carnaval. O domingo não foi diferente, no caminho até o Vic Club no centro de São Paulo me deparei com vários foliões sedentos por carnaval, normal, nada que me amedrontasse a ponto de perder o grande show do Rage em terras tupiniquins.

O retorno da banda alemã era muito aguardado, afinal foram 20 anos sem passar por aqui, desde a turnê com o Grave Digger. Dessa vez São Paulo foi a única cidade a receber o trio. Muitos fãs já pareciam ansiosos mesmo antes de abrir as portas da casa no centro.

Ao entrar na casa fiquei surpreso com a estrutura do lugar, além de ser de fácil acesso, conta com boas instalações, ideal para shows menores, ideal para o Rage.

Antes do show principal, a banda chilena Delta, se encarregou de aquecer os presentes, convidados pelo Rage para participar da turnê na américa latina, o quinteto se mostrou eufórico e entusiasmado com a chance de se apresentar para os brasileiros. A banda soa como um metal progressivo moderno, capitaneado por fortes vocais femininos, a guitarra também demonstrou muita presença no show dos chilenos. Serviu para aquecer os fãs até a atração principal.

Chegava a hora do trio entrar em ação, enquanto as caixas de som do lugar tocavam clássicos do Metallica, a banda ajustava os detalhes. Sem muita enrolação a banda subiu ao palco. Peavy e companhia também pareciam muito entusiasmados por retornar ao Brasil, o público recebeu o trio com saudações e gritos de: “ole, ole, ole, ole – rage, rage”. Desde o princípio já percebia a troca de energia entre público-artista.

O setlist começou forte com dois petardos, ‘’Justify” e “Sent By The Devil”, serviram de amostra para provar a competência dessa nova formção que conta com “Lucky” Maniatopoulos na bateria e Morcos Rodriguez na guitarra. O show seguiu com alguns clássicos misturados com trabalhos mais recentes, “From The Cradle To The Grave”, “Nevermore”, “Don’t fear the winter” mostraram a preocupação da banda em passear por sua extensa discografia.

Talvez o momento épico da apresentação ficou para o final, em “Higher Than the Sky” a banda confirmou o carisma e aquela troca de energia ficou ainda mais evidente. Um coro se formou para entoar esse clássico. Ainda deu tempo para dois covers que originalmente levam a voz de Ronnie James Dio, “Heaven And Hell” e “Holy Diver”, foi uma bonita jam.

Apesar de ter repetido o setlist de algumas apresentações anteriores e da reclamação de alguns fãs ao final, alegando pouco tempo de show, foi uma apresentação sólida e bastante emocional devido a espera por esses caras. Esperamos que não demorem tanto para voltar da próxima vez.

Setlist:

  • Justify
  • Sent By The Devil
  • From The Cradle To The Grave
  • Season Of The Blac
  • Nevermore
  • Deep In The Blackest Hole
  • End Of All Days
  • The Price Of War
  • Blackned Karma
  • Don’t fear The Winter
  • Higher Than The Sky/ Heaven and Hell/ Holy Diver

 

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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