Pennywise – Definição de Energia no Palco

O último dia 06 de Novembro com certeza não  será esquecido por quem compareceu na Audio Club em São Paulo na Zona Oeste da Cidade, pois uma avalanche sonora passo pro lá aquela noite, uma não duas, os caras do Face To FacePennywise, protagonizaram uma apresentação das mais energéticas do ano, com toda certeza.

O Face To Face começou seu show por volta das 20:30 e mandaram clássicos que definem  os seus mais de 20 anos de carreira, a banda entrou ao palco sorridente, e levou a galera ao delírio com clássicos como Ordinary, Velocity ou na ótima AOK que fez uma gigante roda na pista.

O Show do Face to Face é muto animado, os caras abem entreter a galera, batem papo, fazem piada, dizem que o público é demais, e isso só coloca fogo na platéia para agitar ainda mais musicas como a paulada It’s Not Over e uma das minhas prediletas a melódica Disconnected, uma grande apresentação que colocou a casa la em cima, e esquentou a galera para o show da noite.

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Na sequência os caras do Pennywise, pisaram no palco e o caos foi armado, pra quem não sabe, o Pennywise é uma banda de punk rock californiano/hardcore punk norte-americana formada em 1988 em Hermosa Beach, pequena cidade ao sul de Los Angeles, e teve seu nome inspirado na criatura do livro de horror de Stephen King, It.

Sem falar que são uma das principais bandas da cena punk rock californiana atual, ao lado de nomes como NOFX e Bad Religion, e uma das mais influentes durante a década de 1990. Suas letras politizadas, sempre com protestos, e o som rápido, logo destacaram a banda na cena underground norte-americana.

Os caras já começaram a apresentação passando o carro no público Fight Till You Die, do clássico Full Circle de 1997, tem coisa melhor pra começar, um som rápido, pratico e matador, aquelas guitarras do Fletcher Dragge, parecem ecoar no ouvido cara, aquilo gruda e te hipnotiza, você só enxerga o Riff e mais nada, e aí meu amigo, é mosh pit. Mas aí eu te conto que no show todo mundo na posta tem essa sensação, pois a pista so show do Pennywise não é para qualquer um não, pois ela não para, é cerveja pro alto, copo voando, porrada comendo, muita gente pulando, é o caos, só que do bem, porque todo mundo ali quer brincar.

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My Own Country chega e eu já me recordo dos meus tempos de mais jovem quando não tirava meu Straight Ahead do toca disco, e cantarolava aquele refrão o dia todo, esse disco viciante e esse som ainda mais, e nem deu tempo de achar essa e eu já estava sendo empurrado pra la e pra cá em Perfect People e seu poderoso yaaaaa, yaaaaaa, yaaaaa, e quando sai a paulada sai de baixo, todo mundo quer agitar mesmo, que animação estava ali, muito bom sentir uma energia daquela ao vivo.

 

Mas claro que vou comentar sobre o ponto alto da apresentação, e ela vem em outra do clássico Full Circle, Society, que deixou o que ja estava insano, totalmente sem controle, o próprio Jim Lindberg, ficou impressionado com o tamanho do mosh, com uma cara de que os brasileiros são loucos,e  somos loucos por musica boa não é mesmo ?

O show ainda teve um momento de descontração com Fletcher, cantando um pouquinho de AC/DC em versão Punk Rock, muitos elogios da banda ao público e muita música para ser agitada e Pennywise foi uma das mais agitadas com toda certeza, no fim um cover do Bad Religion com Do What You Want pra agitar ainda mais a noite, seguida por outro cover de Stand by Me do Ben E. King, e finalizando a noite mágica com o hino Bro Hymn e o seu OOOOOO, que show melhor ? Coisa linda demais e depois disso fomos todos felizes para casa, porque não dá pra reclamar né ?

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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