“Opressor”: Um álbum regado de peso e originalidade

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Fiquei lisonjeada ao receber a árdua incumbência de fazer uma resenha sobre um trabalho digno de muito respeito, o álbum “Opressor” da banda de trashcore mineira Uganga.

Tarefa honrosa que espero cumprir devidamente. O álbum foi lançado em 2014, e considerado “Melhor Álbum Nacional de Rock de 2014” em votação realizada entre os leitores do blog Heavynroll. Digno de títulos como: “Melhor trabalho não somente da banda, mas do gênero no Brasil” (Outro Indie); “Elite do Thrashcore nacional” (Som Extremo); “Merece estar cada vez mais no topo do metal nacional” (Mondo Metal); “Bombástico” (Revista Roadie Crew); “Avassalador” (Musikkaos); “Thrashcore de altíssima qualidade” (Delfos).

Considerada uma das bandas mais importantes do atual cenário nacional do metal, o Uganga coleciona motivos de orgulho. São 20 anos de estrada, quatro álbuns de estúdio, um álbum ao vivo, duas turnês européias e incontáveis shows pelo Brasil. Recentemente abriram os shows de Coroner em São Paulo, e Exodus em Curitiba/PR.

A banda é integrada pelo vocalista Manu Joker,  Christian Franco (guitarra), Thiago Soraggi (guitarra), Maurício “Murcego” Pergentino (guitarra), Raphael “Ras” Franco (baixo e vocal) e Marco Henriques (bateria e vocal).

Sem mais, vamos ao álbum. Abrem os trabalhos com a faixa “Guerra”, ao som de um sino e: – “Sabe quem manda lá? Não é polícia, não é delegado, não é político, não é porra nenhuma, é nóis!”, frase com impacto relativo ao que vem pela frente. Som sem frescuras, extremamente raivoso, com um belo vocal do Sr. Joker. Seguem com “O Campo”, ao som de um riff poderoso, uma bateria seguida de um lindo refrão. Uma linda letra reflexiva, inspirada na visita da banda ao campo de concentração de Auschwitz (Polônia). Belo. Então temos “Veredas” e “Opressor”, dois sons poderosos cheios de riffs pesados de guitarra. A faixa que da nome ao álbum tem um quê de hardcore no riff principal, uma linda letra.

A próxima é “Moleque de Pedra”, som mais puxado para o trash, com um vocal matador pesado no drive, uma batera muito forte, acompanhada pelo baixo forte de Raphael. Som bem pesado, muito bom. Seguem com “Casa”, na qual a trupe brinca com diferentes estilos dentro do metal, com muita graça e harmonia, um som pra cima, cheio de riffs diferentes que conversam entre si. Temos agora L.F.T” e “Modus Vivendi”, sons com melodias diferentes, pesadas mas suaves, com uma assinatura mais metal, ainda dentro do peso da Uganga.

            “Nas Estranhas do Sol” começa com um lindo riff, seguido da bateria forte de Marco, segue com cadenciamentos mais lentos na metade, onde Joker chega a mostrar um vocal menos agressivo até, retornando ao peso para finalizar. “Aos Pés da Grande Árvore” se mostra com uma pegada puxada para o doom metal, com riffs de guitarra lentos e poderosos, que logo dá espaço para a pegada pesada dessa galera, achei essa mistura muito interessante. Vem “Noite”, seguida da “Who Are the true” – uma versão da grande banda  Vulcano. Nessa eles contam com as participações de Murilo Leitte (Genocídio) e Ralf Klein (guitarrista do Macbeth, Alemanha). Som podereso, combina muito bem com o álbum, ótima escolha.
Fecham muito bem o belo álbum com a faixa “Guerreiro”, um som mais ousado, por não passar pelo peso tão agressivo da banda, Joker mostra um vocal mais limpo, aparecem violões, em uma linguagem mais acústica, finalizam com o mesmo sino do inicio.

No geral, um trabalho cheio de brasilidade, recheado de muita atitude,  marca registrada  da banda. Regado a diferentes entonações, riffs poderosos, vocal que se encaixa muito bem ao peso. Um trabalho original, harmonioso e feliz pelas escolhas. Parabéns á todos envolvidos.

 

Mais informações:

www.uganga.com.br

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Management, Shows e Informações para a Imprensa: Eliton Tomasi – SOM DO DARMA eliton@somdodarma.com.br www.somdodarma.com.br (15) 3211-1621

 

 

uganga_opressor

 

Line Up:
Manu “Joker” – Vocal
Christian Franco – Guitarra
Thiago Soraggi – Guitarra
Raphael “Ras” Franco – Baixo e Vocal
Marco Henriques – Bateria e Vocal

Tracklist:

13 Faixas – 43:57

1 – Guerra
2 – O Campo
3 – Veredas
4 – Opressor
5 – Moleque de Pedra
6 – Casa
7 – L.F.T
8 – Modus Vivendi
9 – Nas entranhas do Sol
10 – Aos Pés da Grande Árvore
11 – Noite
12 – Who Are the True?
13 – Guerreiro

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Matéria enviada por Paula Alecio

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