Open The Road Fest III – Live São Paulo – 24/05/2015

Lucas Amorim

Fotos –  Fernando Martins e Gil Oliveira

 

O último dia 24/05/2015, foi uma data muito especial para os fãs de Heavy e Death Metal, pois dois grande ícones da musica mundial dividiram o palco com outras ótimas bandas Nacionais, dando vida ao terceiro Open The Road Fest, que contou com Satan, Nile, Deranged Insane e Cemitério.

 

Cemiterio                                                                Fernando Martins

Cemitério

Os Shows se iniciaram no ínicio da noite com a estreia da banda Cemitério, no evento e nos palcos, os caras estavam fazendo o primeiro show da carreira no festival e com certeza agradaram muito o público, a banda fundada por Hugo Golon, agradou a todos os presentes que aplaudiram muito as composições executadas.

Tratam-se de letras inspiradas em filmes de terror como Sexta Feira 13, A Volta dos Mortos Vivos, Holocausto Canibal, entre outros sons que animaram toda galera em todos os  momentos, a banda tem uma pegada rápida que me lembrou e muito o Pestilence em seus bons tempos, uma ótima banda que mereceu todos os aplausos.

Destaque para as músicas Pague Para Entrar e Reze Pra Sair e o Dia de Satã, músicas muito cativantes que com toda certeza possuem elementos para entreter o público e fazer com que a banda se sinta à vontade no palco, começaram com o pé direito, pois a apresentação foi muito boa.

 

Derrage                                                     Fernando Martins

 

Deranged Insane

Alguns ajustes depois, era hora dos caras do Deranged Insane, com um Grindcore de primeira qualidade, banda muito boa mesmo, formada por Kid vocal, Tiago baixo, Gustavo guitarra e kiko nas baquetas, o som dos caras é um Grindnoize que da vontade de sair esmurrando tudo pela sua frente, pois é muito cru, com passagens absurdamente pesadas e com um efeito excepcional no vocal de Kid.

Os caras atraíram a atenção de todo o público enquanto desciam a a porrada lá de cima do palco, o som é sem frescuras ou firulas, é devastador, porém técnico e trabalhado, uma coisa linda para quem é apeciador do verdadeiro barulho descontrolado, eu particularmente fiquei muito satisfeito com a apresentação dessa ótima banda e creio que o público também, pois este saudou a banda com muitas palmas.

 

Nile                                                       Gil Oliveira

 

Nile

Com uma inversão de bandas assim em cima da hora todos se assustaram quando já viram o logo do Nile entoar nos telões da Clash Club, porém ninguém ficou bravo e sim eufóricos para ver uma das bandas mais respeitadas do Metal Extremo na atualidade e o Nile não decepcionou não.

O set foi curto, 10 músicas, porém o barulho compensou, os caras começam a apresentação com um hino Sacrifice Unto Sebek, do maravilhoso e na minha opinião obra prima do Nile, Annihilation of the Wicked e você pergunta por que hino ? Porque é uma paulada na sua orelha sem dó e sem piedade, é guitarra zunindo, baixo estalando, vocal gutural e bateria meu amigo, essa até vou mudar de parágrafo pra falar.

Nas baquetas nada mais nada menos que o George Kollias, uma máquina de ódio, e um dos melhores bateras que já passaram na terra, o cara é um polvo, não dá para acompanhar a evolução dele ao vivo, escute Kafir!, ou Supreme Humanism of Megalomania e tente não se impressionar com a velocidade e técnica desse cidadão grego.

No palco a galera pirava e agitava mais pancadas como The Inevitable Degradation of Flesh, que foi emendada com uma das minhas prediletas atualmente Sarcophagus, onde Karl Sanders coloca todo seu talento nas cordas e comprova porque é tão renomado mundialmente quando se trata de fazer barulho de verdade.

No fim ficou o melhor outro petardo Lashed to the Slave Stick esse som, acho que dispensa comentários, foi ele que me fez se apaixonar ainda mais pelo Nile, a perfeição do que se enquadra a palavra Brutal Death Metal, seguida com o derradeiro som da noite, Black Seeds of Vengeance do homônimo álbum de 2000, com uma surpresa especial, uma palhinha de Max Koslene do Krisiun, que deu ainda mais energia para galera.

Um set curto, porém devastador, o Nile é uma banda excepcional, com músicos ainda mais excepcionais, que balançaram o público da Clash Club, deixando todos com os ouvidos zunindo, a produção acertou na mosca com o Nile, pois os caras nunca desapontam.

 

Satan                                                  Fernando Martins

 

Satan

Era a ultima banda da noite, e muito aguardada, finalmente 3 décadas depois o Satan iria tocar no Brasil, e com uma formação clássica, era a nossa vez, eu me lembro muito bem de quando era criança e comprei o vinil do Court in the Act e ficava viajando naquelas belas composições, e aquela hora seria a minha vez, a nossa vez de ver essas lendas.

Sob muitos aplausos, os caras já entram com a Into the Fire, seguida da ótima e rápida Trial by Fire e fechando a trinca Blades of Steel, o vocalista Steve Ramsey, conversou muito com a galera, disse que era ótimo estar no Brasil depois de tantos anos, e que finalmente o Satan estava se apresentando ali e isso era muito bom.

A banda toda estava muito empolgada, e isso claro, foi bom pois podemos ver grandes clássicos como The Ritual, tocadas com muita emoção, foi muito legal, ver várias gerações ali curtindo uma única banda, não tem essa de idade, era todo mundo agitando e confraternizando, e essas coisas amigo, só Heavy Metal proporciona.

Imagina 3 gerações ali juntas para contemplar uma grande banda que se apresentava pela primeira vez em terras Tupiniquins ? No fim, depois de mais algumas palavras de Steve e Cia, mandam os derradeiros sons da noite com Incantations, Testimony e o som mais pedido da noite a maravilhosa Alone in the Dock, se retiram do palco sob muitos aplausos, mas é claro que eles iriam voltar para o Bis.

E o Bis foi festejado pela galera que queria mais música, queriam mais show, e o choro valeu mais uma canção na noite Kiss of Death, selando a primeira passagen do satan no Brasil, depois de 30 aninhos de carreira, uma grande apresentação, valeu muito a pena, foi tudo que todo mundo esperou, ver esses gigantes veteranos tocando como meninos, isso não tem preço.

Agradecimentos especiais a Open The Road e Luciano Piantonni pelo credenciamento do Heavy World, e parabéns pela escolha do Cast, eu realizei meu sonho de ver o Satan no palco e sai com um sorriso de orelha a orelha, precisamos de mais agências assim que apostem nessas bandas lendárias, e que possuem poucas chances de de vir até o nosso País, parabéns Open The Road, vocês fizeram muita gente feliz.

 

 

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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