NAZARETH – LIVE IN SÃO PAULO

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Bruno Nascimento

É inegável, que o Nazareth é uma banda muito popular no Brasil, principalmente entre o público que viveu a “época dourada” das décadas de 70 e 80. O grupo escocês sempre que pode, dá as caras aqui pelo país. Dessa vez o Tom Brasil foi o lugar escolhido para a apresentação dos veteranos.

A abertura ficou por conta da banda de hard rock do ABC paulista, o Emerson Suicide. O sexteto subiu ao palco com a casa ainda bastante vazia, afinal era uma sexta, muitas pessoas ainda estavam presas no trânsito típico do último dia útil da semana.

Caracterizados como integrantes de bandas oitentistas, os caras entraram no palco com bastante energia e vontade de fazer um bom show, apesar de toda a entrega, alguns problemas comprometeram a apresentação do grupo, o som muito baixo em uma das guitarras e nos vocais. Mesmo assim, eles mostraram muito carisma com o público. No final os integrantes foram receptivos e levaram palhetas, baquetas e setlists aos fãs que estavam na primeira fileira.

No intervalo, o experiente técnico de som do Nazareth detectou alguns problemas no som, e ficou um bom tempo no palco testando os retornos, microfones, assim como o som dos instrumentos.

Quando as luzes se apagaram, o público, que agora já preenchia os espaços da casa, recebia os músicos com gritos e palmas acaloradas. Pronto… Pete Agnew (baixo), Lee Agnew (bateria), Jimmy Murrison (guitarra) e Carl Sentence (vocal), estavam no palco, logo de primeira já tocaram Turn On Your Receiver, do disco Loud ‘N’ Proud, de 1973. Em seguida, um animado Carl Sentence anuncia Never Dance With the Devil, um som do álbum mais recente, Tattooed On My Brain, de 2018.

Depois, foi anunciado o clássico Razamanas pela bateria forte de Lee Agnew (filho do baixista e membro fundador, Pete Agnew). Razamanas é tão incrível ao vivo, ela acelera o ritmo do show de uma maneira incrível, e é por isso que a continuação do show precisaria ser com outro clássico… e foi! Desta vez, com This Flight Tonight, música da cantora Joni Mitchell, mas que foi reinterpretada e eternizada pelo Nazareth.

O show seguiu, e mesmo com momentos mais calmos e introspectivos, o show não perde o ânimo em nenhum momento, isso pelo fato de Carl Sentence segurar a barra que é substituir Dan Mccafferty, Dan é dono daquela voz rouca e marcante, que apareceu em todos os clássicos da banda, mas Carl tem um grande carisma a seu favor, além de ser dono de uma voz potente (recomendo ouvi-lo também, com a sua banda Persian Risk).

Pete Agnew é outro integrante que também se destaca muito, não somente por ser o único integrante original da banda, mas pela plena forma com que ainda toca seu baixo, sempre audível e pulsante, Pete não se esconde atrás dos outros instrumentos, e mostrou a força do seu baixo em músicas mais pesadas como Miss Misery, Beggars Day e Hair Of The Dog. Também é importante lembrar que ele ainda aguenta o show todo (15 músicas corridas) sem descanso, apenas para o bis no final.

E por falar no bis, não podia ser diferente, Além de Where Are You Now, Miss Misery e Go Down Fightning marcaram esse final de show com muito peso. É com alegria que posso dizer que eu vi o Nazareth em plena forma, mas sem Dan Mccafferty, essa formação mostra que está muito bem estabilizada e focada em executar boas músicas, tanto as clássicas quanta as novas.

SETLIST:

.Turn On Your Receiver

.Never Dance With The Devil

.Razamanas

.This Flight Tonight

.Dream On

.Love Leads To Madness

,My White Bicycle

.Change

.Heart’s Grown Cold

.Beggars Day

.Changin’ Times

.Hair of The Dog

.Tattooed On My Brain

.Love Hurts

.Morning Drew

.Miss Misery

.Where Are You Now

.Go Down Fightning

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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