Napalm Death e Cannibal Corpse – Live Rio de Janeiro

Dois pesos pesados do Death/Grind mundial se reuniram para realizar uma das mais brutais turnês já feita na América Latina. E o ultimo dia 14 de setembro de 2018, Cannibal Corpse e Napalm Death subiram ao palco do Circo Voador tradicional Casa Carioca para uma noite de pura selvageria, em apresentações repletas de brutalidade.

O público carioca, pode conferir em primeira mão a turnê conjunta de dois grandes lançamentos: ‘Red Before Black’ do Cannibal, e “Coded Smears And More Uncommon Slurs”, dos ingleses do Napalm Death, um prato cheio para quem gosta da valeta e boa música pesada.

A noite era de muita chuva, mas isso nao desanimou o publico que compareceu em bom número ao Circo Voador, para conferir as apresentações. E o primeiro petardo da noite foi com o Napalm Death, com seus 37 anos de atividade, Mark “Barney” Greenway (Vocal), Shane Embury (baixo), Mitch Harris (guitarra) e Danny Herrera (bateria), fizeram uma apresentação com toda a sua brutalidade de costume, levando o público ao delírio e a grandes Mosh Pit que tomavam conta da pista do Circo Voador.

A banda passeou por sua discografia e esbanjou uma sonoridade suja e violenta durante o show, os caras tia alto e com toda certeza deixaram o publico com os ouvidos zunindo, músicas como On the Brink of Extinction, Scum, Life?,  Suffer the Children, fizeram parte dessa sinfonia do caos que tomou conta do Circo Voador.

Um show, pesado, caótico e com uma energia que só o Napalm Death sabe fazer fechando com muita classe a primeira parte da apresentação e deixando o caminho aberto para mais um massacre sonoro da noite, pois dessa vez era a hora do Canibal Corpse fazer a sua demolição no palco.

E três anos após a última devastadora excursão pelo país, o Cannibal estava de volta e mais uma vez lavou a alma dos seus fãs. George “Corpsegrinder” Fisher (vocal), Pat O’Brien (guitarra), Rob Barrett (guitarra), Alex Webster (baixo) e  Paul Mazurkiewicz (bateria) são sempre sucesso em terras tupiniquins com a sua já conhecida temática obscura e sanguinolenta,  fizeram mais uma apresentação irretocável por terras cariocas dessa vez divulgando seu 14º álbum nas costas, ‘Red Before Black’.

E no palco esses caras não brincam, pois é porrada atras de porrada sem nenhuma dó, músicas como Scourge of Iron e seu riif viciante, Pounded Into Dust, Gutted, Devoured by Vermin e Make Them Suffer fazem a sinfonia do caos no palco, o som estava tinindo de bom, e todos os instrumentos eram precisamente limpos e precisos nos tímpanos da galera que lá embaixo fazia a festa em grandes moshs.

O Canibal é tecnico e preciso ao vivo, funciona como uma máquina programada para destruir a cada acorde, a cada nota que a banda entoa, misturados a potente voz de Geroge que ao centro do palco comanda como um maestro aquela sinfonia da destruição, mas não se engane, por trás daquela vara de mal, tem uma pessoa extremamente bacana e brincalhona.A banda mostrou ao vivo suas novas músicas, e conseguiu com toda certeza surpreender nessa apresentação, até seus seguidores mais devotos com um som experimental e, ao mesmo tempo, irretocável que mistura doom metal, death metal e metal progressivo, é muita técnica, e não é qualquer banda que consegue fazer isso ao vivo não.

Uma noite muito especial para os amantes da música pesada que tiveram a oportunidade de ver dois grandes ícones da atualidade em apresentações matadoras que comprovaram porque são consideradas um dos últimos grandes remanescentes da época de ouro do Death Metal e Grindcore mundial, parabéns a Liberation pela iniciativa, foi com toda certeza um dos melhores eventos do ano de 2018.

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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