Metal Singers – Live São Paulo

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A turnê “Metal Singers” é algo criativo, pois dá a oportunidade de apreciar um pouco de vários artistas numa só noite. Apesar do pouco tempo em palco, a experiência no total é bem interessante. Nesta edição da turnê vieram os vocalistas Doogie White (ex-Rainbow), Andre Matos (ex-Angra e Shaman), Blaze Bayley (ex-Iron Maiden) e também o alemão Udo Dirkschneider (ex-Accept). 

O primeiro a se apresentar foi Doogie White, talvez o cantor mais “polido” entre os 4, uma vez que a voz de Andre Matos não atinge as notas que costumava alcançar em outros tempos. Doogie trouxe músicas de algumas bandas que participou ao longo de sua extensa carreira. 

Começou o show com “Judgement Day”, uma faixa da nova versão da clássica banda da NWOBHM, Tank. Prosseguiu com “Lord of the Lost and Lonely” do MSG. Doogie parecia muito à vontade e a todo momento tentava animar o público, missão cumprida, a banda iniciou a sequência matadora com “Ariel” lançada pelo Rainbow em 1995, seguida por “Five Knuckle Shuffle”, uma típica canção hard rock, dançante, com refrão marcante. Por fim, Doogie executou uma belíssima versão para “Temple Of The King” também do Rainbow, o vocalista aproveitou a música para homenagear Jon Lord, Dio e o baterista Cozy Powell, foi parte mais emocionante do set e rendeu um belo coro entre a audiência. 

Depois, o rodízio continuou, agora com o brasileiro Andre Matos, que também parecia muito animado, apesar do pouco tempo em cena, Andre fez questão de se comunicar entre todos as músicas, criando um clima de empatia artista-público muito importante, principalmente por ser o único (vocalista) brasileiro do evento. 

O setlist foi muito certeiro, tocou clássicos do Angra, como: “Wings Of Reality”, “Lisbon”, “Carry On”, e acertou em trazer “Live For Tonight” de sua primeira banda, Viper. Ainda nos surpreendeu com uma versão muito honesta de “Painkiller”, clássico do Judas Priest. Andre fez um ótimo show com toda a técnica que a gente já espera dele. 

De forma muito rápida os vocalistas iam se revezando no palco, depois de Andre foi a vez de Blaze Bayley, o vocalista da fase mais discutível do Iron Maiden (ao menos por parte dos fãs). Eu sempre admirei todas as fazes e discos do Iron Maiden, mas nunca vi Blaze ao vivo, agora já posso entender o porquê ele assumiu o posto de frontman da maior banda de Heavy Metal. 

Blaze é extremamente profissional, entra na hora certa, sai na hora certa, olho no olho dos fãs, canta com muita paixão, e claro, tem uma voz muito característica, quase um barítono. O setlist foi perfeito, instalou o “clima Maiden” no espaço, os fãs gastaram os pulmões cantando as músicas da Era Blaze, “Lord Of The Flies” e “Man On The Edge” marcaram presença entre as músicas do disco “The X Factor”, já “When to Worlds Collide”, “Futureal” e a épica “The Clansman” representaram o segundo álbum com Blaze nos vocais do Maiden, o “Vitual XI”.

Com três vocalista e 15 músicas tocadas, a incansável banda de apoio voltou para acompanhar o alemão Udo no último show da noite. E desta vez, um show mais completo, Udo cantou 11 músicas, um presente para os fãs do Accept.

Vestindo sua clássica jaqueta militar, que carrega desde a décade de 80, Udo entrou no palco com muita energia ao som das “guitarras sinfônicas” de Metal Heart, aliás, o disco homônimo foi o que ganhou mais destaque no repertório do Alemão, além de “Metal Heart”, tocaram “Living For Tonite”, “Up To The Limit”, “Midnight Mover”, todas do disco de 1985. 

Udo não é de conversar muito, mas a todo momento gritava “yeah yeah yeah” com sua voz rouca e aguda num sinal de contentamento com o público. 

Por fim, recebemos 4 shows de uma vez só, mesmo que shows fragmentados, vale pela ideia do rodízio de vocalista com uma mesma banda, uma ótima maneira de encerrar o ano.

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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