Megadeth – Literalmente um Espetáculo

E finalmente chegou a vez do Brasil conferir o Megadeth com Kiko Loureiro nas guitarras, os brasileiros não viam a hora da turnê do ótimo Dystopia passar por aqui e esse dia chegou, e o local escolhido para essa super apresentação em SP, foi o Espaço das Américas, que estava lotado de fãs insandecidos e na expectativa de início da apresentação, apresentação essa que já é um espetáculo, com um mega telão, forjando o nome Megadeth em fogo, arrancando gritos e aplausos da galera.

E nada melhor do que começar a apresentação  com um clássico não acham ?… que tal Hangar 18 ?..isso sim é um começo, e tome gente gritando e pulando lá embaixo, mal se dava pra ouvir o Sr. Mustaine no início da canção, pois a galera colocou os pulmões a flor da pele, e seguindo sem delongas já mesclamos o velho com o novo  com The Threat Is Real, do novo álbum  Dystopia, já mostrado a pegada que o Kiko Loureiro colocou na banda, é muita técnica, já me lembrou na hora os velhos tempos do Marty, vocês podem até não concordar mas eu senti isso, pois está muito bem tocado.

 

Megadeth 1

E para detonar tudo de vez, na sequência os caras mandam outro mega clássico Tornado of Souls, dedicada especialmente ao mestre Nick Menza, e que execução meus amigos !!!… Com um coro gigantesco e uma interpretação perfeita da banda, olha, novamente digo que não via uma interpretação dessa desde aquele show do Monsters Of Rock de 1998, está muito bem executada, méritos para Kiko e Mustaine que estão em uma sincronia sensacional.

Já a cozinha…..haaaaaa amigos,  essa está sensacional também, o novo baterista Dirk Verbeuren, pegou as músicas perfeitamente e está em plena sincronia com o David Ellefson, que dispensa apresentações não é ??…… o cara não erra não, ele é perfeito, metódico, frio e calculista no palco, e no novo CD podemos comprovar isso, e a vivo também, na devastadora Poisonous Shadows, um dos melhores sons do novo CD e que ficou muito foda ao vivo, com um clima soturno e aquela voz do Mustaine bem arrastada.

Por falar em Dave Mustaine, o cara estava muito a vontade, falou bastante com a galera, fez piadas, falou que era muito bom voltar ao Brasil entre outras coisas e mandou sucessos né ?…como Rattlehead, essa pra desenterrar mesmo, um som rápido e agressivo que me pegou de supresa, pois não imaginei que os caras iam mandar esse som ao vivo, e com essa formação, e tão bem tocada, ficou filé demais !!!….. E para minha felicidade era chuva de clássicos, pois mal acaba essa e a banda emenda um Wake Up Dead, com um show de guitarras de Kiko e Dave, mas a banda queria mais queria ver a desgraça na pista mesmo e emenda In My Darkest Hour, fazendo uma trinca de arrancar lágrimas, pois aquelas cavalgadas são sensacionais e não deixam ninguém parado.

Megadeth 2

Novamente o novo album é lembrado com Conquer or Die e Fatal Illusion, o que gosto desse show é que a banda manteve o ritmo mandando clássicos e as novas em partes separadas, isso da uma dinâmica mais legal ao show que não fica cansativo. Sem delongas era a hora da galera agitar com uma das mais queridas da noite She-Wolf, também perfeitamente executada pela banda, seguida de nada mais nada menos de outra dobradinha clássica e uma das minhas prediletas da noite Dawn Patrol, com aquele baixo ensurdecedor que toca a alma, seguida de Poison Was The Cure, não tem como ficar parado é apelação.

Mas a banda queria o povo feliz mesmo ali no Espaço das Américas, e mandam Sweating Bullets, para transformar a pista em um karaokê gigante, e sem delongas já coloca o público para cantar ainda mais na clássica além de ser outra muito pedida na noite A Tout Le Monde,  seguida da ótima Trust e suas linhas de base perfeitas essas duas para descontrair, levantar as mãos e relaxar um pouco, para aguentar o bloco final do show que foi sensacional.

Mais uns agradecimentos e brincadeiras e os caras manda mais duas do novo álbum, Post American World e a ótima Dystopia, que tem um feeling sensacional, mas infelizmente estava chegando o fim da apresentação e a velha conhecida e obrigatória  Symphony of Destruction, seguida da sempre emocionante, além de ser meu som predileto ao vivo do Megadeth Peace Sells……….Esse som é o resumo da revolta, da violência, e da prova que música pesada pode ter várias formas e não precisa ser uma mula manca com blast e guitarra serra elétrica sem parar.

MEGADETH 3

A banda se retira, o público grita e eles voltam para o famoso Bis, mas não antes de Dave Mustaine fazer uma homenagem a Kiko Loureiro, ele pede palmas para o cara e o público manda muitas lá de baixo, e pra finalizar uma surpresa para a galera Mechanix, essa mesmo lá do primeiro disco, novamente repito muito bem tocada, aliás fico me perguntando como seria o Killing Is My Business… and Business Is Good! com essa formação de hoje, seria fantástico não acham ?? E para acabar a noite com chave de ouro, a mais esperada do show a sempre bela e emocionante Holy Wars… The Punishment Due, e aquele começo apocalíptico.

A banda sai com muito aplausos e com toda certeza o público saiu muito satisfeito, há muito anos não via um show do Megadeth com tanta qualidade,  como  o desse ultimo dia 07/08/2016, uma aula de como se fazer música pesada, um set list perfeito, mostrando uma banda super entrosada, divulgando um grande álbum e e relembrando grandes clássicos e que venham muitas outras vezes porque pra fazer show assim vão ser sempre bem recebidos 🙂

 

Confira a galeria de fotos completa no link abaixo

Megadeth - Live Espaço das Américas - 07-08-2016

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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