Maximus – Nasce um grande festival no Brasil

O feriado de 7 de setembro de 2016, vai ficar marcado como o dia histórico da estréia do Maximus Festival que  reuniu, no Autódromo de Interlagos, 15 diversificadas bandas de rock e metal em uma ótima estrutura de três palcos diferentes durante toda a tarde e noite do feriado.

Entre as principais atrações do festival estavam , o polêmico Marilyn Manson, o Gigante Rammstein,  Disturbed, Bullet For My Valentine e a banda queridinha do momento o Halestorm, além de algumas brasileiras como Project 46 e Far From Alaska, entre outras.

maximus-1             Créditos – Estúdio Gaveta

Muitos reclamaram do line-up diversificado e preços altos de bebidas e comidas, porém na realidade a coisa não foi tão feia assim, pois os preços estavam iguais a todos os festivais praticados, e até mais baratos que algumas casas de shows em SP como por exemplo a Clash Club, Cine Joia e o Citibank Hall.

Falando da infraestrutura , essa merece todos os elogios do mundo,  pois os  3 palcos eram muito próximos e  facilitou o deslocamento do público, isso é um ponto muito positivo, pois são horas e mais horas de shows, e andar uma eternidade para achar um palco é péssimo, então as pessoas assistiam o show e sentavam para aguardar o próximo pois não precisavam andar uma eternidade para ver outro show já que o palco da próxima banda era sempre do lado ou a poucos passos.

Vamos falar de otra coisa boa também, a pontualidade, os shows começaram em sua maioria na hora certa, enquanto uma banda tocava o pessoal dava um trampo no outro palco, deixando tudo certo, e sabemos que a hora é muito importante nesses festivais, pois muitos dependem de transporte público e acabar em uma hora certa ajuda a locomoção de todos e não causa desconforto.

maximus-2             Créditos – Estúdio Gaveta

Para entrar no festival, o público recebeu uma pulseira que funcionou como um cartão pré-pago, que podia ser carregada com “metals”, a moeda local do evento. Para comprar qualquer produto, só era preciso passar a pulseira nas máquinas. Uma inovação que parece que chegou para ficar.

 

 

Os Shows

A primeira atração do dia que assisti  foi o Ego Kill Talent, que fez as honras de abrir a série de shows do dia, um show com muito peso e mensagens da banda  que é formada por músicos experientes na cena da música pesada nacional Jonathan Corrêa,  que é líder da Reação em Cadeia,  Jean Dolabella (ex-Sepultura), Theo Van Der Loo e Raphael Miranda (ambos ex-Sayowa) e Estevam Romera (Desalmado), embora ainda com o local vazio, a banda tocou com muita garra e já deixou claro que o festival prometia.

Aqui começou a diversidade do festival, com a banda finlandesa de bluegrass, Steve ‘N’ Seagulls,  que é muito legal, os caras usaram apenas  violão, contrabaixo, bandolin, banjo e bateria, e tocaram vários clássicos do Heavy Metal e do Hard Rock Mundial como “Paradise City”, do Guns N’ Roses, até mesmo Iron Maiden, com direito a um solo de banjo.  Claro que o Metallica e o grande AC/DC não ficariam de fora dos covers que animaram o público e fizeram da pista um grande Karaokê.

maximus-3             Créditos – Estúdio Gaveta

Eu nao consegui ver a banda brasileira oriunda de Natal (RN), Far From Alaska que movimentou o público do Maximus Festival no palco Thunder Dome, pois me concentrei do lado do palco principal para ver os caras do HellYeah liderados pelo conhecido e carismático Chad Gray.  O cara mandou a seguinte frase para o público “Eu não falo português, mas falo metal” e isso já cativou todo mundo à agitar como nucnca, a banda fez um show energético e muito pesado  sem falar que o ex-Pantera Vinnie Paul está com tudo ainda, o cara é um deus da bateria, toca pesado, com raiva desce a mão sem dó e isso deixa o som doHellYeah muito mais agressivo ao vivo.

Teve até um cover, e um senhor cover,  “Reign in Blood”, do Slayer, que fez a galera pirar e abrir uma grande roda na pista, um show muito bom e agressivo. Era hora de dar tachou e esperar um dos shows mais aguardados do dia, mas antes lá no palco Thunder Dome estava rolando o Project 46 que infelizmente não consegui acompanhar por conta do horários mas perguntei para umas pessoas que saíram após o show e a reposta que obtive foi a seguinte “paulada da desgraça”.

hellyeah             Créditos – Estúdio Gaveta

E para muitos que foram ao Festival para ver Lzzy Hale, havia chego a  a hora d0 Halestorm. A carismática e talentosa cantora deu um show a parte de charme e técnica em cima do palco.  Essa mulher tem uma presença de palco sensacional, ela leva a banda nas costas, e tem o público na mão além de uma voz poderosa.

A vocalista fez até uns elogios ao Brasil, arrancando aplausos da galera, um show muito energético e muito correspondido pela platéia que era só sorrisos para banda, um dos melhores shows do festival com toda certeza, podemos anotar em nosso caderninho que Lzzy Hale logo estará de volta as terras tupiniquins.

maximus-festival-fotos-marcoshermes-19             Foto – Marcos Hermes

Pausa para cervejinha e era hora de conferir mais um grande show do dia dessa vez o Bullet For My Valentine que tocou no palco Rockatansky do Maximus Festival. os caras estão divulgando o ultimo trabalho , “Venon”, lançado em 2015, porém o show foi uma repaginada na carreira do grupo. O badalado vocalista Matthew Tuck, conversou com a galera, e recebeu aplausos, eu esperava um público maior no show do Bullet, achei meio vazio mas a banda se portou bem e fez seu papel.

Sem muitas delongas era a hora do Disturbed subir ao palco do Maximus para fazer sua apresentação, liderada pelo carismático  vocalista David Draiman, a banda abriu a apresentação com a bela  “Ten Thousand Fists”, que coloca a platéia para gritar, a voz do David é muito forte e legal, e dá um toque mais pesado ao vivo para banda e isso é muito bom.

Os caras mandaram o famoso cover de “Sound of Silence”, de Siomon & Garfunkel, com direito até um violino, mas os covers não pararam por aí  eles seguiram com  “Still Haven’t Found What I’m Looking For”, do U2, “Baba O’ Riley”, do The Who, e “Killing In The Name” , do Rage Against the Machine, som que transformou a pista em um pandemônio, um show muito empolgante que deixou todo mundo eufórico.

maximus-distuberd             Créditos – Estúdio Gaveta

Na sequencia era hora do Brasil por fim na espera de quase uma década ser ver o doidão, Marilyn Manson em cima de um palco por essas bandas aqui. Ele foi o responsável por fechar os serviços no palco Rockatansky. Todo mundo esperava um alvoroço aquelas performances malucas, aqueles siricuticos, aquela mania de ficar pelado, limpar a bunda com a bíblia etc, porém a realidade do show foi outra.

Marilyn Manson subiu ao palco com um colete discreto por cima de uma camisa sem mangas, e é claro por trás da já tradicional maquiagem preta nos seus  olhos, o cantor deu um oi ao público e aí…..  pau na máquina, mandou um show muito legal, que pode não ter tido bizarrices, mas teve músicas de todas as suas fases.

maximus-marylin             Foto – Manuela Scarpa

Podemos dizer que ele foi até simpático com o povo “É tão bom estar de volta, vocês são lindos“, disse. Marilyn !!…O cantor chegou a vestir um blazer dourado antes de tocar um trecho de “Moonage Daydream”, de David Bowie, em uma clara homenagem ao cantor que morreu em janeiro deste ano.

A famosa nota de dólar americano, com o valor 666 e seu rosto também estava lá…..  E as piadas ácidas também, Marylin chegou a dizer “Quantas pessoas aqui estão drogadas essa noite? Vou pedir para prenderem vocês”, levando a galera aos risos a parte alta do show é claro que são os clássicos  “Sweet Dreams (Are Made of This)”, The Dope Show e claro the Beautiful People. música em que o cantor entra no palco colocando fogo em uma bíblia levando a galera a loucura e outros ao desespero.

marylin-manson             Foto – Manuela Scarpa

Gostei muito da apresentação do Marilyn Manson, coloque na balança que ele está com quase 50 anos e ainda faz um show bem animado forçando bem a voz e fazendo ainda algumas esquisitices no palco, a galera também aprovou, e espero que antes de finalizar a carreira ele passe pelo Brasil novamente.

E o Grand Finale veio com muito fogo e peso…. Sim !….estamos falando do show mais esperado da noite, o Headliner o cabeça do festival, aquele que todo mundo quer ver, estamos falando do Rammstein e do seu palco maluco  e cheio de surpresas.  O show começa com a dupla de guitarristas descendo de um elevador e eis que surge o vocalista Till Lindemann todo de branco com uma cartola que logo viraria uma explosão ensaiada para soltar aquele vozeirão.

rammstein             Créditos – Estúdio Gaveta

A banda dispensa apresentações e suas músicas também, clássicos como Reise, Reise,  Keine Lust,  a tão esperada e quente Feuer frei! com o famoso fogaréu da banda, além, de explosões, fogos, efeitos especiais e tudo mais para deixar o fã de boca aberta durante a apresentação.

Nao podemos negar que o show dos caras é sensacional, não dá pra piscar senão você perde alguma coisa, para vocês terem uma idéia teve  fogo até atrás do palco acreditam ?… E não para por aí não, pois músicas como Links 2-3-4, Ich will e Du hast (que a galera cantou inteira) embalaram a trilha sonora que colocou milhares e milhares de pessoas para pular.

rammstein             Créditos – Estúdio Gaveta

No fim uma trinca de ouro com Sonne, Amerika e Engel, essa conhecida por ser a hora em que Till usa aquelas asas de fogo, e voa no palco. Um show espetacular, não teve quem não saísse com um sorriso no rosto, tudo de primeira nesse show e na saída as pessoas já se perguntavam quando será a segunda edição e algumas ainda mais ousadas já disseram até o ano que vem !

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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