Mark Farner – Live São Paulo

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Por Bruno Nascimento

UAU! Não há outra maneira de começar esse texto, se não, com essa interjeição. O veterano Mark Farner, retornou à São Paulo com sua American Band. A apresentação nessa última sexta-feira, no Teatro Gamaro, deixou evidente que a grande lenda do rock americano continua relevante, pelo menos quando deixa de lado as músicas de sua fase gospel, e foca no repertório do Grand Funk.

Primeiramente, gostaria de ressaltar a escolha do local, o Teatro Gamaro, nunca havia ido em um show lá, mas se mostrou um lugar interessante, confortável, e com excelente acústica. Houve apenas um “problema”, que vou discorrer mais pra frente, mas no geral não chegou a tirar o acerto do local.

Mark no palco não tem erro, ele se move, como se ainda fosse aquele garoto da década de 70. É um monstro, toma conta do palco, continua tocando como ninguém, e principalmente canta, como ninguém, que voz! Ele sempre deixou claro suas influências da black music motown na sua maneira de cantar, parece que com o passar do tempo ele incorporou ainda mais esses elementos ao seu vocal.

O Setlist foi Grand Funk, do início ao fim, maravilhoso. Começou com “Are You Ready”, uma música perfeita para abrir um show, agitada e dançante, logo emendou “Rock & Roll Soul” e “Footstompin’ Music” para só depois falar com o público. Mark foi breve e falou como “é bom ver seus belos rostos novamente, São Paulo”, e logo em seguida já emendou “We’re American Band”, clássico das rádios rock pelo mundo todo, essa foi cantada pelo baterista atual, relembrando os tempos de Don Brewer na época do Grand Funk.

O show seguiu, e a cada música, Mark e sua banda ganhava cada vez mais aplausos e gritos histéricos, a apresentação foi ficando maior do que aquele teatro, tanto, que um pequeno grupo de fãs, transformaram parte da plateia numerada, numa pista em pé, como todo bom show de rock deve ser.

Num determinado momento, vimos um solo de bateria, mas não um solo de bateria comum, pra descansar o resto da banda, foi quase que uma orquestra de percussão, enquanto o baterista tocava, Mark também ritmou com uma caixa e um prato, além do baixista no cowbell, e do tecladista nos tambores, provavelmente, foi o solo de bateria mais legal e criativo que eu já vi ao vivo, valeu toda a sua duração. Após o solo, a banda voltou com “Some Kind Of Wonderful”, nesse momento algo incrível aconteceu, a pequena plateia que havia se levantado nas beiradas do palco, virou todo mundo que estava lá em baixo, ou seja, virou realmente uma pista, todo mundo de pé dançando, uma prova que os tiozões banda e público ainda deixam muito moleque pra trás.

No último ato da noite, “I’m Your Captain”, a música preferida de Farner, o público continuou seu show de pé, cantando em alto e bom som.

Até agora, de tudo que eu vi, Mark Farner entregou o melhor show do ano, vocais incríveis, habilidade ímpar na guitarra, banda maravilhosa, além do repertório clássico do Grand Funk, acerto atrás de acerto Quando eu disse ao problema do teatro, é simplesmente porque Farner e sua trupe ficaram maior que o lugar, levantaram todo mundo, e talvez, um lugar que não tivesse cadeiras marcadas teria sido mais interessante, apesar disso o conforto e acústica do teatro, equilibraram demais.

É bonito demais ver um música nessa idade, com a carreira que Farner fez, ainda apresentar um bom espetáculo, e não apenas viver de nome e da fama do passado. Excelente show.

SETLIST:

.Are You Ready

.Rock & Roll Soul

.Footstompin’ Music

.We’re An American Band

.Aimless Lady

.Paranoid

.Into the Sun

.All You’ve Got Is Money

.Shinin’ On

.Heartbreaker

.Mean Mistreater

.Bad Time

.Sin’s a Good Man’s Brother

.The Loco-Motion

.Some Kind of Wonderful

.I’m Your Captain

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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