Marduk – Live Rio de Janeiro

Um dos maiores ícone do Black Metal mundial retornou ao Rio de Janeiro no último dia 20/09/2018! Os suecos do MARDUK colocaram o Teatro Odisseia abaixo no No Class Festival II, com os seus já famosos clássicos e sons de seu tão elogiado novo álbum ‘Viktoria’.

O Evento também contou com as bandas 7Peles, Heia (GO) e Vociferatus que junto com o Marduk, fizeram um dos eventos mais pesados do ano na Capital Carioca, com apresentações de qualidade e muito respeito pelo público que compareceu ao evento.

Todas as bandas fizeram apresentações de muita qualidade, o Vociferatus com seu ótimo feeling e qualidade musical, inciou os trabalhos com sua ótima sonoridade, a Banda carioca que já é velha conhecida da cena Underground tocou cedo com casa vazia, porém não se intimidou com isso, e proporcionou ao público presente uma ótima performance.

Na sequência a banda 7Peles, ingressou ao palco com sua sonoridade sombria, seu ótimo figurino e presença de palco que consegue cativar a galera muito bem! Mas não é só no visual que os caras mandam bem, sonoramente o som da banda mescla um doom metal sombrio com muito peso e mescla com músicas mais velozes que deixam a apresentação bem interessante agradando a todos.

Logo após foi a vez dos caras do Heia fazer seu show, com um som recheado de riffs pesados e um vocal abafado e sombrio a banda fez uma apresentação muito competente completando com muita maestria as aberturas da noite. Isso mais uma vez, prova o quanto o Brasil tem bandas competentes que conseguem com toda certeza preencher com qualidade um cast de abertura para qualquer evento sem dever nada em qualidade para nenhuma banda gringa.

Por fim, era a hora dos anfitriões da noite fazerem a sua massacrante apresentação, o Marduk evoluiu muito de outrora pra cá, com uma sonoridade mais simples, porém, conciso e inteligentemente executado com uma brutalidade é técnica espantosamente cirúrgica.

A cada apresentação que vejo do Marduk, me surpreende ainda mais , pois assim que os caras sobem ao palco, vejo a banda iniciar um espancamento sonoro, e em momentos alternados dá lugar ao seu lado mais melódico nas canções mais novas, ou seja, um encontro do velho com o novo que dá um resultado muito satisfatório ao vivo.

É impressionante a maestria da banda, pois, em cima do palco, durante as canções mais novas, percebesse que, antes, ou até durante qualquer um dos riffs mais emotivos cair em territórios desconhecidos, o caos retorna com aquela chuva de peso ensurdecedor que é marca registrada da banda, por isso afirmo que cada apresentação da banda eles se reinventam para não cair na mesmice.

Falando de set list uma chuva de clássicos a nova pedrada “Werwolf”, a épica e mórbida “Womb of Perishableness”, “Panzer Division Marduk” e “Baptism by Fire”, fizeram a trilha sonora macabra da noite em mais uma grande apresentação dos Suecos, que cada vez mais se aprimoram e comprovam o porquê são tão respeitados mundialmente, pelo exigente público da música extrema!

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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