Leaves Eyes e Atrocity – Live São Paulo – 30/05/2015

Texto Lucas Amorim

Fotos Aline Narducci

E após anos de espera finalmente o Leaves Eyes e o Atrocity desembarcaram novamente para algumas apresentações no Brasil e a Cidade de São Paulo, teve a honra de receber essas duas ótimas bandas no Hangar 110, zona de sul da cidade, no dia 30/05/2015, onde o pequeno, porém animado público teve um show não só de música, mas também de muita simpatia e talento das duas bandas.

A primeira banda a subir no palco, foi o Atrocity da qual aprecio muito a carreira e acho que os caras são um pouco injustiçados, devido ao talento que possuem e o reconhecimento que conseguiram, mas após o início do show, lá  no palco, eu só tive a certeza de que os caras são mesmo injustiçados, pois músicas como Pandaemonium que abriu a apresentação e Haunted by Demons são de extrema qualidade, peso e técnica.

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O vocalista Alexander Krull é muito simpático, o cara não para 1 minuto sequer, é muito dinâmico, brinca a todo momento, agita a galera, conversa, faz piadas, além de agitar feito louco nas canções, o seu vocal continua muito potente, mas o que impressionou mesmo, foi o carisma do cara em cima do palco e o carinho que demonstra com os fãs.

 

Músicas como, Fatal Step e March of the Undying com aquele riff poderoso, ficam ainda mais fortes, quando juntadas ao carisma e presença de palco de Alexander, que não para de chamar todos para agitarem, balançaresm a cabeça, baterem palmas e claro, gritar e gritar muito, isso da uma combinação explosiva na hora do show, o que é muito bom.

 

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Um momento divertido é quando Alexander chama duas fãs no palco e coloca elas para agitarem o próximo som Satans Braut,  o cara se divertiu com as meninas no palco, pegando na mão delas ou abraçando-as. E todos na platéia sentiram que ele estava dano maximo para fazer um bom espetáculo, e ele conseguiu, pois consquistou todo mundo ali, que aplaudiu muito a banda.

 

No final a ótima e pesada Death by Metal um dos sons mais rápidos da noite seguida de um som mais antigo dos caras B.L.U.T., para fechar um curto, porém magnífico espetáculo, mas para alegria de todos ainda deu tempo de um Bis, retirada da obra prima do Atrocity na minha opinião o álbum Atlantis, e a escolhida para a fechar a noite foi a enigmática, Reich of Phenomena e o seu refrão que gruda mais que chiclete, passarama régua, e foram embora muito aplaudidos, porém por pouco tempo, já que eles retonariam em breve, mas dessa vez como Leaves Eyes.

 

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Leaves Eyes

E após alguns minutinhos de espera, as luzes se apagam a cortina se abre a banda adentra ao palco um por um, até que Liv Kristine, entra por ultimo debaixo de muitos aplauosos e começa a soltar a voz em Galswintha, para delírio geral de todo mundo e novamente constatei e  repito, que o público podia ser humilde, mas era muito animado e fiel.

 

Não nego para ninguém que acompanho a Liv, há uns 15 anos desde o Theatre Of Tragedy, e que ela é a minha vocalista predileta,  e que criou junto com a Vibeke Stene, toda essa bagaça de vocal a bela e fera, e seus derivados, sem falar no seu carisma, sua presença de palco, sua voz maravilhosa e claro, seu talento nato para a música.

 

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Na sequência a banda manda dois ótimos sons Take the Devil in Me e Farewell Proud Men, onde todos tiveram a prova de porque Liv é tão respeitada no cenário da música pesada mnudial, pois sim, ela é perfeita, uma harmonia ímpar, misturada com uma preseça e palco que transparece uma serenidade em sua voz, contaminando positivamente todos os presentes no hangar 110 ou em qualquer lugar em que ela pegar um microfone.

 

Liv falou bastate com a platéia, agradeceu muito a todos que compareceram, dizendo que adora o Brasil, anunciando logo em seguida uma música nova Halvdan the Black, muito boa por sinal, Alexander de vez em quando aparecia para os duetos com Liv e com aquele vozeirão colocava todo mundo pra agitar as canções, e deixar o ambiente ainda mais animado e agitado e somando-se com toda aquela energia positiva que Liv passa, não era difícil de se conseguir.

 

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Na platéia as pessoas seguiam com as mãos as belas intepretações da vocalista que como já disse é um show a parte, músicas como Symphony of the Night e uma das mais esperadas por mim na noite, Spirits’ Masquerade, eram acompanhadas em coros ou como já descrito acima, com mãos ao alto, ou apenas com um sorriso, mas o importante ali, era o clima e a energia que a música, a banda e a voz de Liv passava.

 

Eu ficaria lá, parado mais muitas horas vendo a banda tocar, porém tudo que é bom acaba rápido e quando me dei conta novamente já estava rolando Elegy, seguida do ultimo som antes da banda se retirar do palco pela prmeira vez, Hell to the Heavens, muita gritaria, muita emoção, agradecimentos da banda e claro que, para a felicidade geral do povo teve o Bis.

 

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A clássica Norwegian Lovesong, fez todo mundo agitar e parecer que ainda era o começo da apresentação, esse som é perfeito, não tem o que falar, ele foi seguido por Frøya’s Theme, ultima canção da noite, deixando todo mundo extasiado e já com saudade das duas bandas, uma apresentação muito boa, que com certeza ficará na memória de quem compareceu, Liv é demais, tudo que ela toca ou particpa se transforma, e ela com certeza tem mais  que talento, ela tem o dom de ser especial.

 Liv

Confira a galeria de fotos completa em: https://www.flickr.com/photos/alinenarducci/sets/72157654140738591

 

 

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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