Kamala – Mantra

Por Paula Alecio

A arte da capa: Parece a imitação de um papiro! Muito bacana. Elefantes me remontam peso, sabedoria e inteligência. Essa foi a intenção? E a escolha do nome, será que é para que o álbum vire aqueles de cabeceira? Inspira questões, o que já me mostra inteligência e habilidade.

 

Álbum composto por 10 faixas, a serem descritas abaixo:

1. “Warning”

Um instrumental aos moldes orientais, que funcionará muito bem na abertura do show.

2. “Mantra”

Nessa primeira faixa já mostra ao que essa galera que tem a pegada na veia: uma paulada na orelha! Sem delongas, assim logo de uma vez. O vocal de Raphael se mostra muito consistente, furioso, e ao mesmo soando harmonioso em relação aos instrumentos. Bateria poderosa, guitarra ligada no último da distorção e baixo pesadíssimo. Uma combinação perigosa, se não fosse feita com tanta precisão. No final, uma microfonia e um mantra, original e belíssimo.

3. “Alive”

I close my eyes Just see that future I´m so alive…”

A música começa com o refrão! Quanta ousadia. Mas estes caras podem, né? Incrível rapidez da bateria de Estevan, com total sincronia do poderosíssimo baixo de Allan. A guitarra com riffs muito marcados e progressão perfeita. Vocal perfeitamente combinado. Na finalização da música, mudança progressiva de riffs e mais peso, retorno ao refrão. Faixa que fará a cabeça da galera, pela letra, pelo refrão e pelo peso!

4. “What we deserve”

Mais uma com riffs poderosos de guitarra, letra bacana, e no meio, um lance meio oriental combinado com um baixo muito marcado e contraposto a guitarra dedilhada no som limpo, adorei esse lance ai. Em seguida, um puta riff de guitarra matador em ascensão perfeita. E o retorno refrão, pra finalizar, “I was born to live…”

5. “Batter Energy, Less Anger”

Inicia com uma conversa entre a bateria e a guitarra, logo vem um wah- wah e a porrada! Som pesado, fortemente marcado, com pausas muito bem colocadas e executadas. Brutalidade, originalidade e harmonia, podem? Podem sim. Eis. Muito bom. Feito pra banguear, pular e balançar as madeixas!

6. “My Religion”

Introdução com uma parte instrumental onde os riffs se repetem. Entra a voz, um pouco menos agressiva, combinando as frases com o mesmo riff. Essa tem um lance meio mantra mesmo… No meio da música, temos uma mudança não muito brusca e: “We are what we are…”. Pude perceber que Raphael tem uma voz muito poderosa limpa também. Música consistente. Belíssima finalização, com outro riff marcado.

7. “Becoming A Stone”

Começo com riff de guitarra, entra batera, entra baixo. Depois de umas repetições e uma mudança de ritmo, voz poderosíssima, com ritmo criado pelo contraponto entre guitarra e pausa. Baixo aparece solo, e mais ritmo pesado e estacado. Som de peso, bateria servindo de alma, guitarra quebrando tudo e fritando geral e baixo destruindo. Sensacional.

8. “Airavata”

E, para acalmar os nervos, que estão a flor da pele, depois de tanto peso, um som ao estilo oriental para introduzir a próxima música.

9. “Erawan”

Começa em uma pegada oriental ai, mas evolui em harmonia para um som ao estilo KAMALA, riffs pesados, batera marcada pela agressividade, rapidez e precisão. Temos um jogral entra o vocal e os vocais de apoio, muito bem pensado e orientado. Finalização com o oriental de volta, e de fundo um vocal feminino.

10. “Suicidal Attack”

Última, começa com uma dedilhado ao estilo violão, pra mim, lembrando System of a Down. Sinto a tristeza de final de show, mas… uma porrada! E a tristeza logo passa, temos uma apoteótica entrada com o peso que ouvimos no começo com “Mantra”. Surpresa! Excelente! Riffs poderosos e som de peso.

 

Apanhado Geral

Disco muito bem produzido, com letras instigantes. Som muito consistente, poderoso, original e intrigante em suas letras. Álbum perfeito. Faixas curtas, mas cheias de musicalidade e sonoridade. Curti muito. Parabenizo esses três caras, que devem ser fantásticos ao vivo (espero vê-lo em breve). Não vou dar notas… Se eu gosto, adoro. Se não gosto, detesto.

Não tem nota pra isso. Mantra: eu adorei!

 

Line Up !

Raphael Olmos (Vocals/Guitar)

Allan Malavasi (Bass/Vocals)

Estevan Furlan (Drums/Vocals)

 

Discografia:

Kamala (2007)

Fractal (2009)

The Seven Deadly Chakras (2012)

Mantra (2015)

Demos:

Corrosive (2005)

 

Links:

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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