Iron Maiden – A Religião da Donzela

Texto  – Lucas Amorim Passos

Fotos  – Ricardo ferreira e Lucas Lima (Uol)

E finalmente chegou o grande dia, a apresentação do Iron Maiden em São Paulo, o fim da turnê Brasileira do álbum ‘The Book of Soul’, e não poderia ser em melhor estilo, um show sensacional para mais de 40 mil expectadores, ou seriam, devotos da Donzela ?….Como disse Scott Ian em entrevista recente, é impressionate o nível da paixão do Brasileiro pelo Iron Maiden, e se ele achava isso incrível,  depois do Show de São Paulo que você confere nas linhas abaixo, eu não sei o que Scott está pensando agora…rsrsrsr..

Não preciso ne dizer que o Allianz Parque estava lotado, pessoas já estavam na fila desde a última quinta feira, acampadas, mas o dia chegou a hora também, mas antes dos gigantes haveriam duas bandas de abertura.

The Raven Age 1                     Foto – Ricardo Ferreira

The Raven Age

A banda The Raven Age, foi a responsável por abrir os shows da noite, com a arena já cheia, os caras não se intimidaram e fizeram até que uma boa apresentação, embora a galera em sua maioria não conhecesse o som da banda, ele se mostraram muito simpáticos e com fome de bola  em fazer seu show sem titubear diante de duas bandas que já são gigantes no mercado.

Os caras tem algumas músicas boas e realmente me chamaram a atenção, eu tinha dado uma sapeada antes, mas ao vivo achei bem mais interessante, vez que as canções soam mais pesadas e agressivas, músicas como The Death March, com bases bem colocadas e arranjos bem sacados ou em Angel in Disgrace, que ao vivo funciona muito bem, com um pezinho no Metalcore, a banda faz uma mesclagem bem legal, e isso com certeza chamou a atenção da galera, boa apresentação para esquentar os motores, procure pelo The Raven Age, vale a pena ouvir com mais calma.

Anthrax 2               Foto  – Ricardo Ferreira

Anthrax

Era a chegada a hora de ver um dos gigantes do Big Four, se apresentar, e a galera já começou a ficar a animada quando uma gigante bandeira da banda é colocada no fundo do palco, o Antrax vem além de abrir os shows do Maiden, divulgar seu ultimo trabalho, o ótimo For All Kings, que esta muito bem elogiado pela crítica especializada, inclusive falamos com Frank Bello sobre isso e você pode conferir clicando aqui, sobre esse bate papo.

Mas voltando ao espetáculo quando as luzes se apagam o público vai a delírio, e Scott Ian, puxa o primeiro acorde de Caught In A Mosh, deixando todo mundo extasiado lá embaixo, meus amigos, esse som dispensa apresentações e com certeza o Antrax deu o recado que pelo começo da apresentação o Show ia ser pesado, e não foi só impressão não, pois logo em seguida após a explosão de palmas os caras já emendam Got The Time, aquela mesmo cover do Joe Jackson, seguida de outro cover a ótima Antisocial, com aquelas bases arrepiante e que te fazem querer correr de um lado para o outro sem parar.

 

Anthrax 3               Foto – Ricardo Ferreira

O Anthrax está em forma, a banda agita muito, e a típica correria dos integrantes ainda está a mesma, todo mundo pra lá e pra cá durante a apresentação, é desviar o olhos e perder Frank de vista, ou o Scott, sem falar no incansável Joey Belladonna, esse aí parece que tem bateria sem fim, o cara pula brinca, canta  e não cansa, ele agradeceu muito a galera por ter vindo disse que era muito bom estar ali e anunciou o petardo Fight ‘Em ‘Til You Can’t, uma tijolada para o público se matar lá embaixo.

Mas os caras precisavam divulgar o novo trabalho, e Evil Twin foi executada com muita aceitação da galera, mas também né ?… O  som é muito bom, cheio de linhas retas sem perder a qualidade, não tem como você odiar. E para minha felicidade os caras mandam um dos meus sons prediletos “Medusa”, aí para tudo né ? esse som é magnífico, seguindo com mais uma do novo álbum, Breathing Lightning.

Mais o tempo voa e quando eu vi era o último som da noite, e com uma participação especial na música Indians, com o nosso querido Andras Kisser, nesse som o pessoal não aguentou e abriu um mini mosh, pois essa música consegue colocar seja quem for para cima, pois não é apenas uma canção, é um hino, é um grito de guerra, e infelizmente acabou o espetáculo, pena que foi curto, foram só oito músicas mas que essas oito canções abalaram a estrutura do Allianz isso ninguém pode negar.

Iron 4               Foto – Lucas Lima

Iron Maiden

Nervos a flor da pele era hora de ver os mestres do Iron Maiden e a Explosão de Sentimentos já começa na já famosa introdução de Doctor Doctor do grande UFO, essa canção é um símbolo, um prenuncio, uma anunciação da festa que sempre está por vir, seguida de uma bela animação no Telão falando sobre o avião da banda e quando ela acaba, as luzes se apagam, as tochas do palco se ascendem e Bruce Dickinson aparece com um capuz na introdução de If Eternity Should Fail, e a partir daí foi só alegria para a galera.

O legal é que a banda só entra inteira no palco quando a parte instrumental começa, pois as luzes explodem e todos entram correndo no palco, aí amigão, escolha a sua estrela a delire, porque o  Iron Maiden está na área, sem delongas a banda já emenda a música de trabalho do novo álbum The book of soul, a rápida  Speed of Light, que tem uma base muito bacana e põe todo mundo pra remexer na pista, o vocal de Bruce está tinindo, o som perfeito a luz também é coisa de outro mundo, então é só viajar na música.

A banda não para no palco Janick Gers, sempre com suas gracinhas, Steve harris, com suas corridas e aquele gesto clássico de atirar com seu baixo, Dave Murray sempre com um sorriso no rosto e Adrian Smith, esse aí é o homen, o maestro, a cada paletada o cara parece que faz mágica e com certeza na minha opinião é o melhor músico da banda. Mas voltando ao set list era a hora de uma música mais antiga voltemos para 1982, para a linda Children of the Damned, que levou todo mundo a levantar seu copo de cerveja na mão e ver o quanto o Bruce vai bem obrigado, o cara ainda canta muito e deixou o Allianz de boca aberta.

Iron 2              Foto – Lucas Lima

Mas o foco da banda era o disco novo e Tears of a Clown veio para por mais uma desse trabalho no set da banda, seguida da gigante e na minha opinião música mais descartável do set The Red and the Black, essa daí além de muito lenta é muito chata e deixou alguns expectadores dispersos, pois colocar uma música gigante na sequencia de muitas músicas novas da uma esfriada no show, mas enfim no término dessa canção, a bandeira no palco vira para um Eddie já conhecido por muitos, e a introdução de The Trooper com um já conhecido Bruce Dickinson ostentando uma bandeira da Inglaterra faz o público ir ao delírio, e não parou por aí pois na sequencia, assim, sem tempo de respirar a banda ja manda Powerslave, e Bruce dessa vez aparece com uma mascara para agitar a galera.

Mais duas do disco novo Death or Glory, seguida de The Book of Souls, que traz muitos efeitos ao palco, como Bruce clamando por chamas e a famosa aparição de Eddie, onde o mesmo tenta atacar Janick Gers que foge por debaixo de suas pernas até que Bruce arranca o seu coração queima, e os joga para a platéia que vai a loucura, uma grande atuação que rendeu muitas palmas e alvoroço por parte do público.

Iron 1             Foto – Lucas Lima

Silêncio no palco e a introdução de Hallowed Be Thy Name, com um Bruce segurando uma corda, leva a galera para uma explosão de alegria, esse som é demais né ?….. não enjoa, e todo mundo curte sem parar, você quer mais ?….. some esse clássico com o próximo, nada mais, nada menos que Fear of the Dark.  O estádio se iluminou inteiro de flashs de celulares, uma coisa linda de se ver, nas arquibancadas, nas cadeiras, na pista em todo lugar o que se via eram flashs, para curtir esse mega clássico que sempre será especial no set do Maiden.

Mas tudo que é bom acaba e era chegada a hora do último som da noite, com Iron Maiden, música da qual teve um dos efeitos mais bacanas da apresentação com um gigante boneco saindo atrás da bateria de Nicko McBrain, a banda agradece, sai do palco e o público em êxtase não para de gritar pelo Bis, e os gritos não param até que a banda retorna.

 

Iron maiden 3

E esse retorno acontece com a introdução de The Number of the Beast, para a alegria do povo, que cantou em uníssono a canção com a banda, o legal que nessa música que o boneco atrás da bateria foi substituído por um imenso demônio de braços cruzados, uma superprodução que só o Iron Maiden poderia fazer.

Mas dessa vez o fim era real, e com um clima de nostalgia de Blood Brothers e seu maravilhoso refrão  e minha música predileta do Iron Maiden, Wasted Years da qual transformou o estádio em um grande karaokê termina essa maravilhosa apresentação, lágrimas em uns, sorrisos em outros, as expressões nos rostos de cada um eram diferentes, mas o sentimento eu tenho certeza de que era o mesmo, felicidade e satisfação, pois o Iron Maiden deixou de ser uma banda a muito tempo aqui no Brasil, os caras são  uma instituição, e com muitos, eu diria milhares de devotos da religião da Donzela……Up The Irons !!!!

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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