In Flames – Live São Paulo

E finamente chegou a hora de São Paulo ver o novo show dos Suecos do In Flames, que celebra os 23 anos de sucesso da banda, além da divulgação do bem-sucedido novo álbum “Battles”, que logo na primeira semana de lançamento, entrou nas principais posições no Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Suécia Noruega, Finlândia, Austrália, Áustria, Bélgica, França, Espanha, Suíça.

A banda formada em 1994, é reconhecida como um das precursoras do movimento “New Wave of Swedish Death Metal” – popularmente conhecido como “Gothenburg Metal Sound” – ao lado de At The Gates, Dark Tranquillity e até Soilwork, moldando o estilo com álbuns como “The Jester Race” (1996), “Whoracle” (1997), “Colony” (1999) e “Clayman” (2000).

Mas antes do show principal, o evento trouxe um bom show de abertura com os cariocas do Reckoning Hour, que fez uma ótima apresentação, com seu som forte e muito bem tocado. A banda estava muito a vontade no palco e no pouco tempo que teve, deu o seu recado com muita energia e simpatia.

Musicas rápidas, paletadas precisas e muito carisma, essa fórmula deu muito certo, tornando o show de abertura muito agradável. É muito bom ver bandas nacionais mandando ver no palco e provando todo o seu valor, e com toda certeza, quem duvidou dos caras do Reckoning Hour, mordeu a língua naquela noite.

Por fim por volta das 20:00 era a hora do público paulista finalmente ver o retorno do In Flames a cidade, aliás único local no Brasil que a banda havia se apresentado, em sua última turnê  pelo Brasil,  no histórico 15 de fevereiro de 2009, em show, sold out, que foi considerado um dos melhores do ano.

Pois bem,  e nessa apresentação de agora, a banda não queria deixar por menos e quando o show se inicia, Drained e Before I Fall são o estopim para iniciar a euforia do público que estava no Via Marques. Sabemos todos da mudança do direcionamento musical do In Flames, porém ao vivo a ou em estúdio a banda nunca perdeu sua qualidade como banda em si, houve sim uma mudança, mas isso não impede de as novas canções terem muita qualidade e segurar a barra ao vivo.

O material um pouco mais antigo como a pesada e rápida Take This Life e a maravilhosa Trigger com seu refrão matador estavam lá também para delírio do público, que cantava em uníssono. Quer voltar mais no tempo Only for the Weak dos velhos tempos do Clayman estava lá para preencher esse vazio no coração dos fãs e se quiser antiguidade mesmo teve sim senhor, com a clássica Moonshield.

A banda tecnicamente é impecável e o som na casa ajudou ainda mais o espetáculo ficar ainda melhor, não tenho do que reclamar do show do In Flames, seja que fase eles estiverem, pois a banda sempre fez questão de frisar que pensam para frente e que cada álbum é uma incógnita e essa surpresa é sim mais uma das virtudes da banda.

Um ótimo show que juntou o velho com o novo e que prova o quanto o In Flames amadureceu com o tempo e que esse amadurecimento os levaram a direções musicais que não agradaram a todos, porém o show de SP teve música de todas as fases para agradar todas as gerações, um belo espetáculo que espero que retorne em breve.

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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