HIM – Foi Bom, Mas Poderia Ter Sido Melhor

Um ano após a primeira e concorridíssima apresentação no Brasil, os caras do HIM retornaram este mês ao nosso país para dois shows que prometiam a agitação e empolgação daquela primeira passagem no ano passado, as apresentações  aconteceram, quinta(10) no Circo Voador no Rio de Janeiro e sexta (11) no Carioca em São Paulo, e o Heavy World compareceu a esta segunda e te conta como foi.

O Carioca Club estava com lotação media, o que surpreendeu muitas pessoas que cogitavam que os ingressos se esgotariam, mas tinha muito espaço na pista, uma vez que apenas o camarote havia se esgotado, e pela casa, muitas pessoas ansiosas, até que pontualmente às 20h, as luzes se pagaram e HIM sobe ao palco, levando toda aquele legião de fãs à loucura.

 

HIM 1

A banda começa a apresentação com uma bela trinca, Buried Alive By Love, Poison Girl e a ótima The Kiss of Dawn do álbum Venus Doom, um ótimo começo, com público  super animado. Mas parece que a loucura da galera não contagiou toda a banda que nas primeiras canções tirando o baixista Mikko Paananen, estava apática, sem interação, era outro show, se comparado ao do ano passado no Tom Brasil, sem falar no som estourando, e de um vocal abafado que mal se escutava.

Enfim, a galera fazia o que podia, agitava em Pretending, se esgoelava em Killing Loneliness, ou tentava achar o vocal  de Ville Valo em Your Sweet Six Six Six, pois eu e muitas pessoas ali só escutavam o público e resquícios de sua voz, uma pena. Era plenamente percebível o descontentamento do vocalista com o som, que  a todo momento se virava e fazia um sinal ao profissional da mesa, o que foi inútil pois tal falha não veio a se corrigir, e isso com certeza contribuiu com o humor do cara em cima do palco.

 

HIM 2

Ville passou quase 85% do show na mesma posição segurando o microfone no qual dava uma breve viradinha de vez em nunca e segurando uma toalha,  o cara não aparentava nenhuma  animação e muitas pessoas lá no fundo comentavam que estava acontecendo algo e outras afirmavam que não !….  Aquilo era normal e etc,…..mas não é, claro que não é !…. Por mais de 2  vezes o vocalista se virou e cantou de costas para platéia, em uma tentativa de conversar com o pessoal da mesa.

O set foi seguindo e em Join Me in Death, mais uma vez só se escutava o fim das frases de Ville, ou a galera no refrão, e a apresentação se seguiu assim a cada introdução de uma musica, o publico não ficava parado, mas o som e o próprio vocalista ficaram devendo e muito, e isso deu uma desanimada muito grande em uma parcela do público.

Não tem muito mais o que escrever pois o show foi isso, não teve movimentação e o público foi 100 vezes superior a banda, pra não dizer que foi tudo igual mesmo, o Ville acordou em Razorblade Kiss, além de falar  umas frases com a galera, mas só o Ville acordou e infelizmente  o cara da mesa não !!….. E eu não entendi nada do que ele falou, uma vez que repito, o som  estava péssimo, abafado e até sem nenhum outro instrumento acompanhado ele, não escutei a voz do cara.

 

HIM 3

Pra finalizar,  Soul on Fire, como já dito acima, com um Ville mais acordado, que parecia outro, ele deu até uns gritinhos e fez umas gracinhas, mas já era tarde demais, pois When Love And Death Embrace e toda a sua melancolia e Rebel Yell,  o já  famoso cover do  Billy Idol, terminam a noite, um set list ótimo, porém com  uma apresentação fraca.

Se comparado ao show de 2014, insisto em dizer que vi outra banda no palco, não estou dizendo que banda precisa dar mortais no palco, contar piada etc, para que chame a atenção, mas um mínimo de carisma é necessário, senão fica essa coisa mecânica que foi essa apresentação, e o som ajudou e muito deixar a coisa muito pior, enfim, não foi um bom dia para o HIM, e como disse, o show foi bom, mas poderia ter sido muito melhor.

 

 

Confira Abaixo a  Galeria de fotos Completa 

HIM - Live Carioca Club - 11-12-2015

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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