Guns n’ Roses: Clássicos, lágrimas e emoções em SP

E finalmente chegou um dos dias mais esperados para os fãs de Rock and Roll em SP, à apresentação da lenda Guns n Roses com sua formação quase clássica, e o local escolhido foi o gigante Allianz Parque na zona Oeste de São Paulo.  Não é novidade que o Guns n Roses é uma das maiores bandas do planeta, vendeu milhões de cópias e tem seguidores fiéis por todo mundo, então, claro que o público estava com sede de clássicos na noite, e você confere aqui nos Heavy World nas linhas abaixo como foi esse show.

Após a saída de Slash, Duff, Mat Sorum, entre outros, a banda ingressou em uma fase em que muitos consideraram como apenas o vocalista Axl Rose em carreira solo. Mas então, o tempo passou, os rumores cresceram e os caras realmente fizeram as pazes e voltaram (não completos, mas quase),  para uma série de shows que é sucesso por onde passa.

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O local da apresentação estava lindo, lotado de fãs ansiosos, que ostentavam faixas, bandanas, camisetas, além de muita empolgação e expectativa para início da apresentação,. Mas antes a Plebe Rude fez as graças de abertura do espetáculo, com suas décadas de carreira, tocando faixas como Até quando esperar, Johnny Vai à Guerra (Outra Vez), entre outros sucessos do grupo de Brasilia, que teve um som muito ruim, sendo até mesmo inaudível no início da apresentação. Mas mesmo com todos os problemas, a banda segurou firme e fez uma apresentação que arrancou aplausos dos presentes.

Sem mais rodeios, e com a expectativa só aumentando, o público olhava o telão, que passava algumas animações, e após uma série delas, as luzes se apagam e toda a banda já ingressa de uma vez no palco dando início a It’s So Easy, isso mesmo !…. Já começou com uma das antigas, e no estádio a gritaria era tanta que chegava a cobrir a voz de Axl, tamanho barulho no Allianz Parque e conforme a música seguia a gritaria e empolgação só aumentava, e aumentou mesmo quando se inicia Mr. Brownstone, outro clássico do primeiro trabalho, um começo apocalíptico com dois sons sensacionais.

Na plateia eu observava dezenas de reações, uns pulavam, outros gritavam, cantavam, ficavam estáticos, imóveis e até algumas lágrimas eram vistas no rosto de alguns presentes, a emoção era muito grande no estádio e o clima estava muito bom. Na terceira música s caras mandam Chinese Democracy que ficou sensacional com o Slash na guitarra.  Deu um punch, um feeling a mais na canção, mas show bom não para, e quando menos esperávamos já estava rolando a famosa introdução de Welcome to the Jungle, e aí meus amigos tudo veio a abaixo e ficou lindo todo mundo cantando a música com a banda e pulando sem parar.

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E por falar em banda, ela vai muito bem, obrigado !….Com um entrosamento bacana, muita energia com o Duff correndo sem parar com seu baixo, e mandando muito bem nos vocais de apoio, um Richard Fortus que está tocando muito e nem um pouco abalado por não ser da  formaçao clássica, um Frank Ferrer que é uma máquina de tocar bateria além é claro do sempre presente Dizzy e seus teclados mágicos, calma eu não esqueci o Slash, pois esse vou até mudar o parágrafo.

O Slash é simplesmente é um animal na guitarra, o cara roubou a cena diversas vezes, os seus solos entram na alma  deixando todos encantados e paralisados quando essa fera toca, seja em Double Talkin’ Jive ou em Estranged ou na perfeita versão de Live and Let Die, onde além do show de Slash, tem um show de pirotecnia com umas explosões na hora da pegada forte da bateria, deixando a galera ainda mais em êxtase.

A chuva que começou a cair no estádio não atrapalhou a galera que apenas aproveitou ela para lavar a alma em You Could Be Mine, tocada esplendorosamente bem pela banda, seguida do ótimo cover de Atitude dos Misfits cantada pelo Duff, uma mais recente This I Love e  finalizando o bloco mágico de canções com uma das mais esperadas da noite  com direito a introdução e tudo, além de ser um dos meus sons prediletos da noite Civil War.

O público parecia incansável, e os gritos de Guns n Roses ecoavam por todo o estádio e para deixar a galera ainda mais maluca, Slash e Cia começam Coma, seguida de um belo solo que acabou em um dos sons mais agitados da noite Sweet Child O’ Mine, que foi praticamente cantada por todos da plateia, que novamente conseguiram apagar o vocal de Axl com tanta energia. Na sequencia um momento muito bonito um cover instrumental de Wish You Were Here, que fez a plateia cantar muito emocionada, seguida do verdadeiro som mais esperado da noite  November Rain.

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November Rain, teve chuva de balões vermelhos e luzes de celulares e com certeza foi o momento mais emocionante da apresentação, onde milhares de vozes cantavam e sentiam na alma a mesma canção, uma maravilha a execução dessa musica, mas os caras queriam mandar clássico em cima de clássico e já emendam sem parar, Knockin’ on Heaven’s DoorNightrain deixando o palco sob muitos aplausos.

Mas é claro que tinha o Bis e ele veio com Don’t Cry,  um  lindo cover  do The WhoThe Seeker, e para finalizar essa perfeita noite,  uma das melhores bases já compostas pelo Hard Rock, Paradise City,  tente ouvir isso e ficar parado, acho que não dá né ?…..Mais que um show, uma viagem no tempo, aquele tempo em que você ficava no seu quarto ou no seu Walkman, ou no seu MP3, escutando esses clássicos, pulando e agitando e pensando,  será que vou ver um dia ??…. Esse dia chegou, e ele foi lindo,  ele foi inesquecível.

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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