Graveyard – Live São Paulo

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Por Bruno Nascimento

Precisou mais de uma década, e cinco discos gravados, para o rock psicodélico do Graveyard chegar até a América do Sul. Promovendo o excelente álbum “Peace”, lançado ano passado. Os suecos passaram por México, Peru, Chile e Argentina, antes de chegarem ao Brasil para shows em São Paulo e Rio de Janeiro. A espera parece ter valido a pena, eu nunca vi o Fabrique tão lotado. Felizmente, cheguei cedo e conseguir ver o show colado ao palco. O “circo” estava armado, bastante merch à venda, boa cerveja, muito público, todo mundo esperando o show começar.

A responsabilidade de abrir a festa, foi dos paulistanos da Grindhouse Hotel. Há mó tempão tocando no underground de SP, os caras finalmente lançaram o primeiro full, “Built in Obsolescence”. Já tinha visto os caras ao vivo uma outra vez, parece que eles estão ainda mais afiados, com mais vontade, dessa vez até rolou um cover dos Stooges. Certamente o lançamento do disco deu um gás a mais ao grupo. Show pesado e arrastado, de uma das mais interessantes bandas de doom metal no Brasil.

Depois, foi a hora de arrumar o palco, para a apresentação principal. Enquanto isso, as caixas de som do Fabrique, nos aquecia com Fleetwood Mac, Stooges, e mais “velharias” que, influenciaram os suecos.

O show começou pontualmente ás 20:30, como estava previsto. Hisingen Blues, logo de cara, seguida por Goliath e Walk On, esse foi o cartão de visita do grupo. Depois, o vocalista Joakim Nilsson falou brevemente com o público, antes de mandar mais uma sequência com Buying Truth (Tack & Förlåt) e Uncomfortably Numb do mais aclamado disco da banda, Hisingen Blues, de 2011.

A medida que o show avançava, o lotado Fabrique Club, respondia melhor e mais altas às canções. A banda sentiu a boa recepção, e agradeceu com gestos e alguns “obrigados’’.

Já na parte final, houve aquele clássico intervalo antes de voltarem para ao palco. Então, com Low (vivo é monstruosa), Ain’t Fit To Leave Here e finalmente, The Siren, o grupo se encarregou de encerrar a apresentação.

É curioso lembrar, em 2016, eles deram uma pausa nas atividades, e pouco tempo depois voltaram, com um novo baterista. Em cima do palco, eles se mostraram muito entrosados, eles nem precisam se olhar, sabem perfeitamente quando entrar, e demonstram total domínio do palco.

Certa vez, assistindo ao show do Kadavar, eu tive a sensação de estar sendo levado para outro período. O Graveyard proporciona uma sensação semelhante, existe todo um conceito de exaltação aos anos dourados do rock (60 e 70). As roupas, instrumentos, e as músicas, claro, mas não apenas isso, a música toca as pessoas independentemente das homenagens ao passado, e é por isso que ela é tão aceita.

Saí extremamente satisfeito com o show, o som estava limpo, porém, no fuzz ideal, quando exigido. A performance da banda é inquestionável, desde a execução do repertório, quanto condução do público.

Confesso que é sempre muito encantador ver bandas mais atuais fazendo o rock clássico, estilo que as vezes parece perdido, ou jogado ao vento, mas nunca morre. Espero que voltem outras vezes para nos proporcionar essa agradável viagem ao tempo.

SETLIST:

.Hisingen Blues

.Goliath

.Walk On

.Cold Love

.Buying Truth (Tack & Förlåt)

.Uncomfortably Numb

.Bird of Paradise

.The Fox Play

.Please Don’t Play

.Hard Times Lovin’

.An Industry of Murder

.It Ain’t Over Yet

.Magnetic Shunk

.Low (I Wouldn’t Mind)

.Ain’t Fit to Live Here

.The Siren

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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