Grave Digger – Live São Paulo

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Por Bruno Nascimento

Mais uma vez presenciamos mais um grandioso show da banda alemã, Grave Digger. Acostumados com o público brasileiro, a banda sabe como interagir e ganhar o público.

Já perdi as contas de quantas vezes o Grave Digger tocou no Brasil, essa foi a segunda apresentação que eu vi dos caras, a primeira foi há dois anos, no mesmo Carioca club, palco do show neste ano.

Se formos fazer um comparativo, ambos os shows se equivalem. Dessa vez, o grupo excursiona divulgando seu álbum “The Living Dead”, lançado em 2018. Por isso, grande parte do show conta com o repertório deste disco, assim como do anterior “Return Of The Reaper”.

Em termos de performance, a banda continua, é claro, muito afiada, mesmo sem o veterano baterista Stefan Arnold, que foi substituído pelo tecladista da banda, Marcus Kniep. Fora isso, o restante da banda já trabalha junta há longo tempo, além de Chris Boltendahl (fundador), Jens Becker toca com os caras desde 1998, e Axel Ritt desde 2009. É um grupo solidifica, que sabe como trabalhar ao vivo.

Axel toma conta do palco, chama o protagonismo para si em diversas partes da apresentação, é um show de solos e muito movimentação no palco. Já Chris Boltendahl continua infalível, aquela voz rouca é a marca fundamental da música do Grave Digger, ele não canta, entoa hinos de guerra. Incrível pensar que é uma vida dedicada a isso, e a voz continua lá, potente.

Passada a euforia das duas primeiras músicas, Chris fala com o público pela primeira vez, em alto e bom som: “Eai, São Paulo. Vamos para a antiga Escócia”, antes de anunciar a música seguinte, “The Clans Will Rise Again”. O público, muito receptivo manteve a energia “pra cima” do show. A cada pausa a banda era saudada com gritos: “Ole ole ole ole… Digger, Digger”, os músicos se impressionaram com a receptividade, percebia-se muita vontade em cada nota executada, principalmente nos clássicos dos anos 90. “Lionheart”, “The Bruce”, “The Dark Of The Sun”, “Excalibur”, “Rebellion”. São nesses momentos que o show se transforma numa arena com fãs alucinados, cantando músicas sobre reis e espadas.

Se eu tenho algo para ponderar em um show do Grave Digger, é a ausência de músicas dos primeiros discos dos anos 80. Seria interessante revisitar algumas boas músicas desses discos, as vezes até me pergunto se existe alguma resistência por parte do Chris em cantar coisas desses álbuns. Não sei, mas falta mais alguma coisa dessa fase.

Para concluir, a banda fez aquela pausa tradicional, antes do encore, e emendou mais algumas músicas, sem muita enrolação, “Healed By Metal”, que é uma espécie de clássico moderno, além da divertida “Zombie Dance”, e “The Last Supper”, do álbum homônimo, que funciona muito bem ao vivo, aliás. Por fim, encerraram com a devastadora “Heavy Metal Breakdown” (finalmente anos 80).

Grave Digger é jogar no seguro, experientes, sabem como incendiaram o público brasileiro, por isso que após inúmeras vindas ao país eles continuam requisitados.

SETLIST

.Fear of The Living Dead

.Tattooed Rider

.The Clans Will Rise Again

.Blade of The Immortal

.Lionheart

.Lawbreaker

.The Bruce (The Lion King)

.The Dark of the Sun

.Call For War

.The Curse of Jacques

.War God

.Season of the Witch

.Highland Farewell

.Circle of Witches

. Excalibur

.Rebellion (The Clans Are Marching)

.Healed By Metal

. Zombie Dance

. The Last Supper

. Heavy Metal Breakdown

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Matéria enviada por Lucas Amorim