Grave Digger – Épico e pesado

Por Bruno Nascimento 


O último domingo (26/03) foi marcado pela décima passagem da banda Grave Digger ao Brasil. Nós conferimos de perto e podemos atestar, foi um dos melhores shows do ano, até o momento.

O Carioca Club, mais uma vez foi o local escolhido para presenciar uma aula do mais puro Heavy Metal alemão. O grande público que se formou ao redor da casa já estava preparado para acompanhar e cantar junto cada música tocada pelos alemães.

A banda Armahda ficou encarregada de aquecer a audiência, uma escalação muito conveniente por parte da produção. Quem melhor para abrir um show do Grave Digger (banda que usa a história como base de suas composições) – do que outra banda que também “se aproveita” muito bem do nosso passado.

grave 2               Ricardo Ferreira

Formada em 2011, a banda faz parte do movimento Levante do Metal Nativo, que reúne bandas que  misturam heavy metal com elementos musicais típicos do país.
Ale Dantas e Renato Domingues (guitarras), Paulo Chopps (baixo), João Pires (bateria) e Maurício Guimarães (vocal). Os instrumentos estavam altos – até mais que o da principal atração – Fizeram uma viagem pela história do Brasil, tocando músicas inspiradas em temas como a Guerra de Canudos e a Revolta da Armada. O ponto alto do show foi justamente no final, com “Paiol Em Chamas”, Armahda mostrou-se uma banda certeira com uma abordagem interessante.

Pontualmente no horário marcado, os alemães Stefan Arnold (bateria), Jens Becker (baixo), Axel Ritt (guitarra), o vocalista Chris Boltendahl, e o carismático Marcus Kniep com sua fantasia preta de caveira nos teclados fizeram um grande show, apresentando algumas canções do último álbum, “Healed By Metal”, lançado em janeiro, além de mesclar sucessos de diversas fases de sua extensa carreira como: Excalibur, Rebellion, Heavy Metal Brakdown, entre outros.

grave 1                Ricardo Ferreira

Boltendahl foi muito comunicativo, fez questão de agradecer ao carinho do público, que aos berros saudava os veteranos com o já tradicional cântico: “olê, olê, olê, olê… Digger, Digger”.

Aliás, o público é uma parte importante no show dos caras, as músicas, que mais parecem hinos de batalha ganham ainda mais sentimento quando reproduzidas em coro. Nem o problema na guitarra de Axel durante “Morgan le Fay” foi capaz de estragar a sintonia artista-público.

O retorno do ceifador à capital paulista foi perfeito, épico e pesado, o Grave Digger fez mais um belo espetáculo, o que é esperado de uma banda com tanta longevidade.

 

Setlist

1 Healed By MEtal

2 Lawbreaker

3 Witchhunter

4 killing Time

5 Ballad Of A Hangman

6 Season Of The Witch

7 Lionheart

8 Tattoed Rider

9 The Round Table

10 The Dark Of The Sun

11 Hallelujah

12 Morgane le Fay

13 Excalibur

14 Rebellion (The Clans Are Marching)

15 The Last Supper

16 Call For War

17 Highland Farewell

18 Heavy Metal Breakdown

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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