GBH – São Paulo recebe ataque sonoro

O primeiro domingo de maio, foi marcado pela final do campeonato paulista entre Corinthians e Ponte Preta, lá na Arena em Itaquera. Com o título praticamente garantido após a vitória por 3 x 0 em Campinas, o time da capital provavelmente faria um jogo morno, sem grandes emoções e reviravoltas.
Diferentemente do que houve em Itaquera, o público prente na Clash Club viu uma noite de diversão e muito punk, com os shows dos britânicos da lendária banda GBH, os americanos do Total Chaos, além de nomes importantes na cena nacional como Kob 82, Armagedom e Invasores de Cérebros.

Kob 82 foi a primeira banda responsável por começar o barulho, ainda com pouco público na casa. Os “novatos” fizeram um show barulhento e se destacaram pelo visual e por suas letras de protesto, “Direito de Morar”, “Raiva” e “Sem Futuro”.

Depois foi a vez da banda Armagedom soltar todo o peso de suas músicas pelo local. Formada em 1984, os caras se mostraram entrosados, Renato (vocal), Javier (guitarra), Claudinei (baixo) e Pedro (bateria) diversificaram o evento, com um deathcore rápido, lembrando bandas como Rattus, da Finlândia e até o princípio do Black Metal do Celtic Frost.

Era hora do Punk mais tradicional voltar, portanto, Invasores de Cérebros, comandada pelo carismático vocalista Ariel se fez presente e agitou todo o lugar. Ariel foi muito comunicativo, exaltou o exército zapatista e fez críticas à polícia. “Em Direito à Preguiça” foi o grande destaque do repertório.
Antes do GBH, Total Choas subiu ao palco. A banda californiana na estrada desde 1989, não poupou ouvidos, o som foi tocado alto e rápido. Rob Chaos (vocal) e Shawn Smash, o guitarrista que lembra muito outro músico americano, Joel Grind, da banda Toxic Holocaust, foram enérgicos durante todo o show, energia que se viu na pista. Um ótimo aquecimento para o GBH.

A banda inglesa GBH, citada diversas vezes como influência por bandas de thrash metal. A cada hit tocado, cada vez mais fãs subiam ao palco, o microfone até chegou a acertar o guitarrista Colin “Jock” Blyth, após o incidente os seguranças ficaram mais nervosos, mas nada que atrapalhasse a diversão.

Como costumeiramente, a política foi lembrada. Em um momento o vocalista Col, perguntou: “O que vocês acham do presidente Donald Trump”, o público prontamente respondeu com xingamentos.

Foi uma noite marcada por clássicos, “Necrophilia”, “Sick Boy”, “This Means War”, “Alcohol”, “City Baby Attacked by Rats”, “City Baby’s Revenge”. No final do show Col agradeceu todas as “pessoas da noite”, por saírem de casa num domingo chuvoso. Punk Rock cru diretamente da Inglaterra, num domingo de festa para os fãs do GBH e torcedores corinthianos.

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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