Fleshgod Apocalypse e Septicflesh – Live São Paulo

Texto – Vinicius Coimbra

Fotos – Pri Secco

Feriadão em São Paulo acompanhado de um calor intenso, o dia perfeito pra rapaziada dar um role ou pegar uma praia. Mas pra galera do Death Metal o role mesmo iria acontecer a noite no Hangar 110, onde a parada da vez era um dos shows de metal extremo mais aguardados do ano.

Mais uma vez a Overload trazendo bandas que dificilmente imaginamos que poderiam vir pra cá, e dessa vez foi a vez dos gregos do Septicflesh junto com os italianos do Fleshgod Apocalypse, pra mim os dois maiores nomes do Death Metal sinfônico atualmente!

Cheguei no Hangar por volta das 19:15, a casa ainda não havia aberto e a fila já estava quase dobrando a esquina. Por alguns minutos pensei que aquele tanto de gente não caberia mas assim que a casa abriu, a galera foi entrando até encher o Hangar por completo.

A primeira banda a se apresentar foram os italianos do Fleshgod Apocalypse com uma surpresa, pois o baterista e fundador da banda, Francesco Paoli voltou para o posto de vocalista e guitarrista que foi deixado por Tommaso Riccardi. Para a bateria trouxeram David Folchitto e para a guitarra solo Fabio Bartoletti. Completando o line up Paolo Rossi no baixo e o pianista Francesco Ferrini, que por incrível que pareça os caras estavam muito bem entrosados, nem parecia que a banda tinha feito tantas mudanças assim, visto que o som dos caras é complexo.

Uma surpresa bem legal no show dos caras foi a soprano Verônica, que subiu ao palco na abertura do show da banda com uma mascara e com um bastão que lembra mais ou menos uma sacerdotisa. O visual da banda juntamente com a cantora casaram perfeitamente, onde completava o visual teatral da banda.

 

Logo no início a banda foi um pouco prejudicada pelos problemas de som, mas na terceira música já estava ajustado, nada que estragasse o show dos caras. A velocidade dos bumbos da bateria juntamente com os riffs pesados de guitarra combinaram perfeitamente com as melodias do piano e os vocais líricos de Verônica. Paolo Rossi brincou com o público em alguns momentos, onde mesmo com pequenos problemas não foi suficiente para estragar o show dos caras, pelo contrário, o Fleshgod Apocalypse arrebentou e fez um ótimo show, uma excelente estréia no país!

Apesar do grande show do Fleshgod, a galera estava ansiosa mesmo era para o próximo show, nada mais nada menos que os gigantes do Septicflesh! A Grécia atualmente possui nomes de peso como Rotting Christ, Kawir, Acheron e etc.. Mas acredito que atualmente o Septicflesh seja a banda de maior expressão do país, fazendo história com sua sonoridade que já foi do Death Doom a pegadas de gótico industrial, criando sua sonoridade específica com elementos sinfônicos sem perder a brutalidade no seu som.

Pois bem, 22:15 as luzes se apagaram e os caras já vieram destruindo com “War in Heaven” com os instrumentos nitidamente perfeitos, guitarras pesadas simultaneamente bem tocadas acompanhadas da bateria violenta de Kerim Lechner.

Seth pergunta se a galera está pronta para a comunhão e logo dispara “Communion” pra arrebentar com a galera! Seguiram com “Pyramid God” pra delírio da galera que acompanhava cada movimento da banda.

Falando em visual, os caras do Septicflesh também arrebentaram em suas vestimentas. Seth e os demais integrantes estavam vestidos com roupas que lembravam partes biomecânicas muito interessantes, mostrando que a criatividade do design vai além das capas de discos, porém imagino que por de baixo daquelas roupas deveria estar um calor desgraçado.

 

A banda segue com “Martyr” e logo na sequência com “Prototype” e “Vampire from Nazare”. Após alguns ajustes no baixo a banda volta no tempo para executar a grande “Unbeliever” do disco “Sumerian Daemons”.

A performance da banda é indiscutível, além do visual, os caras tem uma presença de palco incrível, pra não botar defeito. Seguindo o show, a galera gritava por “Anubis”, e dito e feito, para delírio do público “Anubis” foi tocada e para finalizar o espetáculo não dava pra finalizar o show sem “Prometheus”, que foi excetuada da melhor forma possível, fazendo a galera presente no Hangar sair de lá realizada! Dois shows perfeitamente feitos das duas melhores bandas de Death Metal sinfônico atualmente, uma noite histórica!

 

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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