Epic Metal Fest – Uma Festa Sinfonica em São Paulo !

Ocorreu no ultimo dia 15 de Outubro de 2016 na Audio Club a primeira Edição do Epic Metal Fest Brasil, e festa contou com as as bandas Epica (HOL), Paradise Lost (UK), Finntroll (FIN), Xandria (ALE), The Ocean (ALE), Tuatha De Danann (BRA) e Project46 (BRA). O Local escolhido foi a Audio Club na Barra Funda zona Oeste de São Paulo e nas linhas abaixou a gente te conta como foi essa grande festa.

 

Impressões sobre o Festival 

 

Pontos Positivos

Começamos falando sobre as impressões do Festival onde os pontos positivos foram as bandas, preço do ingresso, localização da casa, por ser perto do metrô, a pontualidade dos shows, que não atrasaram e começaram na hora e pela organização, com informações sobre os horários e palcos deixando todo mundo bem informado.

 

Pontos Negtivos

O preço exorbitante dos alimentos e bebidas, uma cerveja custava 15 reais um refrigerante 10, sem falar na comida, que não se comia e bebia nada por menos de 30 reais,  um evento com mais de 8 horas poderia pensar um pouco no fã que já pagou pelo ingresso, paga pelo estacionamento, gasolina ou condução e  chega cedo e quando vai tentar comer tem essa surpresa no bolso.

O segundo palco, foi meio que improvisado, posicionado no meio de duas colunas com uma iluminação ruim que dava até dor de cabeças as vezes com um pisca pisca gigante, ou ora sem luz nenhuma, isso atrapalhou muito a galera que queria assistir alguma coisa ali.

 

As Bandas

 

Xandria

xandria

A primeira banda a se apresentar foi  Xandria, que com muita simpatia abriu as honras do festival, com um show muito dinâmico comandado pela bela Dianne van Giersbergen, que tem o publico nas mãos, e por falar em público esse já lotava a Audio Club e está de parabéns logo na primeira banda já ter casa cheia é sinal do sucesso do evento e do respeito da plateia por todas as bandas do Cast.

Muito sorridentes e comunicativos os integrantes do Xandria interagiram bastante com a platéia mandando músicas como Unembraced, Stardust e Valentine, que arrancou sorrisos da plateia, que ovacionou muito a banda Alemã, que com toda certeza fez uma abertura digna ao Festival, mas isso era só o começo pois na sequência era a vez do Brasil mostrar a sua cara no Fest com o Project 46.

 

Project 46

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O Project 46, banda brasileira, totalmente independente de Metal/Hardcore, fez bonito na sua apresentação. A banda liderada pelo vocalista Caio MacBeserra mostrou todo o peso e ódio de sua música que vem conquistando cada dia mais fãs pelo Brasil. Os caras agradeceram muito a presença da galera, disseram que era uma honra tocar ali e claro mandaram porradas como Foda-se e Violência Gratuita.

Caio MacBeserra – Vocal, Jean Patton – Guitarra, Vinicius Castellari – Guitarra, Henrique Pucci – Bateria e o estreante  Baffo Neto – Baixo estao de parabéns e comprovaram que o Brasil pode e deve estar entre os grandes nomes da música pesada em qualquer evento, tanto nacional ou internacional, mas o show continuava e era hora de correr para ver os caras do Finntroll.

Finntroll

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Os Finlandeses do Finntroll, fizeram com toda certeza um dos melhores shows do Fest na minha opinião, a banda que mistura  Death metal melódico e uma espécia de polka finlandesa chamada de humppa fez uma apresentação muito bem elaborada no Fest tanto visualmente como musicalmente. Maquiados e preparados a banda liderada por Mathias Lillmåns deu uma aula em cima do palco levantado a galera que cantou e agitou muito durante a apresentação.

Músicas como Svartberg, Häxbrygd e Under bergets fizeram a galera pular muito e comprovar o porque o Finntroll é uma das principais bandas do estilo atualmente, não só pela música, mas pela presença de palco e por todos os ingredientes que coloca em seu espetáculo transformando o mesmo em um show muito agradável de se ver.

 

The Ocean

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Na sequencia um dos shows mais esperados do festival já ocorria no palco 2,  e corremos lá para ver os Alemães do The Ocean, que já conquistavam o público com seu som moderno e atuações brilhantes ao vivo do vocalista Loïc Rossetti que ate fez uns até alguns  stage divings, levando a galera ao delírio.

A banda apresentou-se pela primeira vez em nosso país  apresentado musicas como Abyssopelagic I: Boundless Vastse, Hadopelagic II: Let Them Believe entre outras, e o resultado foi positivo, pois o público lotou o palco 2 para apreciar o som dessa banda que é pouco conhecida por aqui, mas que com toda certeza criou uma brecha para que muitos fãs daqui pesquisem por eles e sua música.

 Paradise Lost

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Mas o dia era especial e ainda tinha muita coisa por vir e os ingleses do Paradise Lost, vieram na sequência para uma apresentação devastadora e um Set List totalmente surpreendente mesclando o velho e o novo de forma perfeita, Nick Holmes e companhia estavam inspirados e fizeram um show que arrancou aplauso de todo o público presente.

Clássicos absolutos como Dead Emotion, foram mesclados com musicas mais novas como The Enemy e No Hope in Sight trazendo um equilíbrio perfeito para a apresentação dos ingleses, um show memorável digno de um Co-Headliner, mostrando porque o paradise Lost é uma potência da musica pesada mundial.

Tuatha de Danann

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Mal acabou o show do Paradise e corremos para o palco 2 para ver o show de encerramento de lá com os caras do Tuatha de Danann, só deu pra ver um pedacinho, mas o pedacinho que vimos foi muito animado com banda fazendo seu tradicional Folk Metal que a consagrou mundialmente, e um público muito animado que cantava com a banda bem alto, deixando o clima bem mais intimista.

Foi uma pena não termos visto o show inteiro, mas festival é assim mesmo, não da pra ver tudo e o pelo pouco que vimos o Tuatha de Danann fez bem o seu papel e comprovou que foi merecidamente encaixado no Festival, Um encerramento digno para o palco 2, mas ainda faltava um show, dos anfitriões da noite e o show mais esperado do Fest, havia chegado a hora do Epica.

Epica

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Era chegada a hora de Simone Simons e companhia fazerem seu espetáculo e com a casa lotada a banda iniciou a sua apresentação com um belo jogo de luzes e uma música do novo trabalho Edge of the Blade, a partir daí foi um show a parte da banda que é um expoente mundial do Metal Sinfonico.

Particularmente achamos o set list meio enfadonho, pois a banda tocou nada mais, nada menos, que 9 músicas do seu disco novo, ou seja de 16 músicas tocadas no espetáculo, 9 eram do novo trabalho The Holographic Principle, pode parecer que não, mas senti o público em vários momentos do show ficando meio disperso, ou esperando mais clássicos ou músicas antigas.

Mas veja bem, estamos falando do set list, não da banda, essa foi perfeita, agitou, interagiu, brincou com a galera e tocou com muita garra e entusiasmo, Simone muito sorridente, Mark com sua energia e seu poderoso vocal e a o resto da banda com seu entrosamento, fizeram um encerramento perfeito para o evento, que com toda certeza tem tudo para ocorrer novamente e com mais público e com mais qualidade.

Confira a galeria competa de fotos desse mega evento aqui:

Epica - Live Epic Metal Fest - 15-10-2016

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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