Destruction – Live São Paulo

Por Bruno Nascimento

Os fãs fizeram uma enorme fila na Avenida São João para prestigiar mais um show dos veteranos alemães, Destruction. Devido um atraso no voo da banda, a casa demorou pouco mais para abrir as portas, um pouco mais de uma hora depois do horário programado, isso acabou sendo o problema, pois a passagem de som foi realizada já com o público dentro do local, e de maneira apressada.

As garotas da Nervosa já são bastante conhecidas do público. Desde de 2010 na estrada, elas têm acumulando sucesso entre bons lançamentos de estúdio e turnês extensas pela Europa. Ficou a elas então, a oportunidade de mais uma vez tocar com o Destruction, nada mais do que justo.

 

O trio subiu ao palco por volta das 20:40 hrs mas fez valer a espera. Sem muitos diálogos, por conta do tempo, a vocalista e baixista, Fernada Lira, sempre muito carismática, fez uma apresentação incrível. Prika e Luana também fizeram um show muito confiante. A resposta dos fãs à apresentação não podia ser diferente, gritos saudavam a banda, além das rodas no meio da pista.

Vi a banda pela última vez em 2012, fiquei impressionado como elas evoluíram, e merecem todo sucesso acumulado ao longo dos últimos anos.

Depois foi a vez de mais um show do Destruction no Brasil, após uma série de apresentações por diferentes cidades como: Belo Horizonte, Limeira, Rio de Janeiro, Brasília, Manaus; Foi a vez de São Paulo receber a lenda do Thrash alemão.

O setlist foi muito similar ao que a banda vem fazendo na turnê brasileira, a única surpresa foi “Invincible Force”, do primeiro disco, “Infernal Overkill” (1985). O que esperar de um show que já começa com um clássico, “Curse The Gods” logo de cara para abrir a apresentação e mostrar que eles não vieram para brincadeira. Nesse momento percebia algumas reclamações de Schmier sobre o sistema de som, mas foi logo na segunda música que o músico chutou duas caixas de retorno. Irritado com o sistema de som, Schmier pediu licença aos fotógrafos, e chutou as duas caixas de retorno no pit, aparentemente destruindo os equipamentos.

Mesmo não agradando a banda, o som que chegava ao público era muito bom, aparentemente o problema era apenas no retorno.

Primeiro, para compreender algumas atitudes do líder/vocalista/baixista da banda, Marcel Schmier é preciso citar uma série de fatos anteriores. O já citado atrasa no voo de Manaus – São Paulo, uma noite sem dormir, a correria da turnê, além de uma passagem de som apressada foram os motivos para desencadear a raiva no vocalista.

Em outro momento, já mais descontraído, o vocalista pediu uma cerveja, foi então que trouxeram uma Budweiser. Schmier disse “Budweiser não é cerveja” e distribuiu a garrafa para os fãs na pista. Apesar de uma ou outra polêmica, é inegável o profissionalismo da banda, que fez o show acontecer de maneira magistral.

Ao vivo o Destruction é avassalador, o som ganha corpo, os clássicos ficam melhores do que nas versões originais, as faixas mais novas, que não se destacam na audição do cd, ao vivo completam os clássicos muito bem. Tudo soa muito pesado, rápido, mas ao mesmo tempo limpo, isso se deve muito ao guitarrista Mike Sifringer, um dos grandes guitarristas de Thrash Metal e também ao experiente baterista Randy Black, que se juntou recentemente a banda, ele é muito técnico e parece tocar na banda há tempos, uma boa adição.

O Destaque foi na parte final do show, quando tocaram “Black Mass” pela primeira vez em São Paulo, além do encore de três músicas, repleto de clássicos.

 

SETLIST:

  • Curse The Gods
  • Armageddonizer
  • Tormentor
  • Nailed To The Cross
  • Mad Butcher
  • Dethroned
  • Life Without Sense
  • Release From Agony
  • Eternal Ban
  • Total Desaster
  • Antichrist
  • Black Mass
  • Thrash Attack
  • The Butcher Strikes Back
  • Thrash Till Death
  • Invincible Force
  • Bestial Invasion
Tagged with:
2
Matéria enviada por Lucas Amorim

Similar articles