Coroner – Live São Paulo – 21/04/205

 

No último dia 21 de abril, feriado de Tiradentes, a Clash Club em São Paulo finalmente recebeu a lenda do Thrash Metal Mundial, o qual aguardávamos anos e anos, estamos falando dos suíços e mestres do Coroner. Para quem não conhece a banda, ela foi formada há quase 30 anos, se separando em meados dos anos 90 e, ainda bem que os cidadãos repensaram anos depois e decidiram fazer uma reunião.

Os caras  do Coroner são considerados mundialmente como um dos trios mais importantes da história do Heavy Metal, sendo responsáveis por obras primas como, “Mental Vortex”, “No More Color” e “Punishment for Decadence”.E esse grande evento contou ainda com algumas bandas convidadas para abrir a festa, sendo elas UGANGA, WARSICKNESS, SANGRENA e CIRCLE OF INFINITY que nos brindaram com ótimas e certeiras apresentações.

Coroner 8

CIRCLE OF INFINITY
A banda que é de Limeira, no interior de Sao Paulo, tem em sua ótima formação Edson Moraes nos vocais e guitarra, Allan Farias na guitarra solo, Mateus Paiva no baixo e Alexandre Culano na bateria. A banda é muito antiga, os caras estão na ativa há muitos e muitos anos, praticando um Death/Thrash muito bem executado, que agradou o pequeno público que presenciou o show, já que foram a primeira banda que subiu no palco.

A apresentação teve início às 16h45, ainda de tarde, com a casa praticamente vazia. O quarteto mandou sons pesados e bem compostos, como “We Fight” e “Dark Souls”, com destaque para os ótimos ótimos backing vocals. Rolou até uma surpresa, quando os caras mandam um cover de “Black Magic”, do Slayer, bem legal e fiel a versão original, mostrando a essência e influência da banda, sem falar na satisfação do público, pois sempre é bom ouvir Slayer não é ? recebendo é claro, muitos aplausos ao final. A banda está realmente  de parabéns pela apresentação

Set List :
1-We fight
2-Dark Souls
3- Black Magic (Cover Slayer)
4-Take my mind take my fear
5-Never Surrender
6-Wake up and Fight
7-Zoombie Ritual ( Death cover)
8-Headbanger

WARSICKNESS
A próxima banda que subiu no palco da Clash Club, foi o quinteto oriundo de Itapevi, também interior de São Paulo, WARSICKNESS que tem em sua formação, Diogo Moreschi, vocalista, T.J. e Carlos nas guitarras, Alan Magno no baixo e Guilherme na bateria.

As 17h40 da tarde, com uma casa um pouco mais cheia, a banda começou o seu espetáculo, uma apresentação com muita energia, pedindo para a galera ir lá pra frente agitar com eles o seu Thrash oitentista com faxas como “Do You Remember Your Death” a auto intitulada “Warsickness”, arrancando muitos aplausos do público.

Os caras da banda agradeceram a galera e mandaram uma homenagem a sua bebida predileta, a cerveja, anunciando “In Beer We Trust”, mostrando ótima presença de palco, além de bom humor e muito carisma no palco. Uma banda muito boa que tá aí pra provar que a cena nacinal é gigante com bandas que realmente mercem nossa atenção.

Set List :
1-Do You Remember Your Death
2-Warsickness
3-Black Army
4-Warthrash
5-In Beer We Trust
6-Stay Drunk In Hell
7-Alchoholic Brain

 

UGANGA
Umas das que mais aguardava para ver na noite o grupo oriundo do triângulo mineiro, na minha opinião é um dos melhores grupos de Thrashcore Brasilero da atualidade, e os caras vieram com tudo divulgando o seu novo álbum denominado de “Opressor”, lançado em 2014.

Pra quem acha que a banda é nova, se engana, e muito, os caras estão na batalha a duas décadas isso mesmo amigos, a banda completa 20 anos de estrada, e já conta com quatro álbuns de estúdio, além de um ótimo registro ao vivo. Na formação, conta com o ótimo Manu Joker (vocais) Christian e Thiago (guitarras), Ras (baixo) e completando Marco na(bateria).



Os caras subiram no palco maios ou menos as 18h30, inciando os trabalhos com a faixa “AOS PÉS DA GRANDE ÁRVORE”, Thrash sem frescura e cantado em nossa língua, o famoso português brazuca, com o Uganga você não se perde na letra, você entende a música toda, além de senti-la também, isso sem contar com os belos riffs que não deixam ninguém parado.

Na sequência, um som dos caras que eu curto muito “MOLEQUE DE PEDRA”, vale a pena prestar atenção nas letras, são bem construídas e mostram a realidade e o dia a dia.

Os caras agradeceram muito pela presença e até mandaram uma homenagem a uma instituição do Metal Extremo Brasileiro a lenda Vulcano, onde interpretaram a pesada “WHO ARE THE TRUE”, com uma performance incrível de Manu Joker e uma banda bem entrosada.
Em seguida,a faixa “GUERRA” e mais peso para a galera que aprovou o som do Uganga ao vivo, mandaram também “NAS ENTRANHAS DO SOL” seguida de “FRONTEIRAS DA TOLERÂNCIA”, um ótimo show, já provando que o Uganga é uma banda que merece subir mais alguns degraus, pois tem talento demais e reconhecimento de menos.

Sem falar na figura do carismático Mano Joker, um cara que simplesmente participou de uma das bandas mais importantes do Mundo, e na construção do Death/Black Metal, gravando nada mais nada menos que um dos albuns mais queridos de toda a minha vida, o inesquecível Rotting.

 

 

Set List:
1-AOS PÉS DA GRANDE ÁRVORE
2-MOLEQUE DE PEDRA
3-WHO ARE THE TRUE ( VULCANO)
4-GUERRA
5-NAS ENTRANHAS DO SOL
6-FRONTEIRAS DA TOLERÂNCIA
7-O CAMPO

 

SANGRENA
Na sequência mais uma banda do interior paulista, que está na ativa desde o ano de 1999, executando um Death/Thrash de qualidade impar, a banda possui um álbum de estúdio lançado em 2009 chamado “Blessed Black Spirit” e vale a pena ouvir.

A formação da banda conta com Luciano Fedel no vocal e baixo, Fabio Ferreira e Gustavo Bonfá nas guitarras e Alan Marques nas batucadas e às 19h30, com uma introdução acústica, o pessoal da banda iniciam com “Infernal Domination”, um death / thrash direto e muito rápido seguida da não menos pesada “Land of Scorn”, sonzera que te deixa atordoado.

Na platéia que já estava bem mais cheia, senti aprovação, pois os caras foram muito aplaudidos retribuindo a cortesia com peso e faixas como “Blessed Black Spirit”, e “In Sacrifice”, mantendo o ritimo pesado da banda. Para finalizar, mais uma bela pulada “The March”, e muitos aplausos, e era hora dos anfitriões da noite.

 

Set List:
1 – Infernal Domination
2 – Land of Scorn
3 – The Ninth Prophecy
4 – Blessed Black Spirit
5 – In Sacrifice
6 – Cursed by Revenge
7 – Abyss of Souls
8 – Reign of Illusion
9 – The March

 

CORONER
E a espera acabou meus amigos, a banda sobe ao palco por volta das 21h30 min, com “Golden Cashmere Sleeper”, emendada com a aula de como se fazer música“Divine Step”, do aclamado “Mental Vortex”, aqui a gente para e analisa o quanto os caras do Coroner são mestres em fazer música pesada.

A galera gritava sem parar lá de baixo “Coroner” e para dar uma acalmada, a banda manda um som mais progressivo pra gente tomar um ar lá embaixo “Serpent Moves”, do injustiçado álbum “Grin”, espetacular os riffs e as quebradas desse som, fiquei boaquiaberto com a tecnica e o feeling do Coroner, que pra minha felicidade, emendou mais uma do “Grin” dessa vez “Internal Conflicts”.
Ron Royce falou pra galera que era um prazer finalmente tocar no Brasil pela primeira vez em 30 anos e foi generoso já anunciando o Hino da inteligência do Thrash MetalD.O.A.”, da bíblia “No More Color”, e lá embaixo com a pista pegando fogo eu ficava sem saber se agitava ou se prestava atenção nos caras tocando.

A partir daí, não preciso mais falar nada, foi chuva, chuva de clássicos como “Son of Lilith” do álbum “Mental Vortex” que levou muitos as lágrimas de tanto que vibraram com esse som inconfundível e refrão inesquecível. Na sequência, sem delongas, pois show bom é assim não dá tempo de descansar, foi a vez da obra de arte, na minha opinião a Monalisa do Thrash MetalSemtex Revolution”, deixando os presentes cantando em uníssono aquela brilhante melodia, um momento mais que especial que muitos ali não imaginaram que iria acontecer.
Sem pestanejar, mais uma do “No More Color”, “Tunnel of Pain” e provaram que os anos não tiraram o entrosamento dos caras, seguindo essa maravilhosa perfomarce até o som mais esperado da noite por muitos ali“Masked Jackal”, que todos é claro, tinham na ponta de suas línguas, de tantos e tantos replays no CD Player.

Pra terminar, com todo Gás, uma viagem sonora com “Grin”, seu riff misterioso  e pesado, com linhas de baixo que só o mestre Ron Royce sabe fazer, mas ainda tinha o Bis não é ? Claro que tinha que ter.

E ele veio após uma pequena pausa, com a intro ”Nosferatu” e “Reborn Through Hate” do primeiro álbum do CoronerR.I.P”, de 87, um clássico absoluto do Thrash Metal, que toda a plateia cantou e agitou com muita emoção.

E a última da noite, o chorinho do copo, veio com a música que na minha opinião faltava pra deixar tudo ainda mais lindo, “Die by My Hand”, sem comentários para esse som, apenas ouça e tente ficar parado, e quem achou que nunca fosse ver essa lenda ao vivo, viu e se emocionou, igual mim e igual a muitos, agradecimentos especiais do fundo do meu coração a Miky Ruta, Luciano Piantonni e a Fame Enterprises pelo credenciamento da equipe para  realização da matéria, e mais ainda pela realização do sonho de um fã, ou melhor de vários.

 

 

Set List:
1-Golden Cashmere Sleeper
2-Divine Step (Conspectu Mortis)
3-Serpent Moves
4-Internal Conflicts
5-D.O.A.
6-Son of Lilith
7-The Lethargic Age
8-Semtex Revolution
9-Tunnel of Pain
10-Still Thinking
11-Metamorphosis
12-Masked Jackal
13-Grin (Nails Hurt)
Bis
14-Intro (Nosferatu)
15-Reborn Through Hate
16-Die by My Hand

Confira a galeria de fotos completa em : https://www.flickr.com/photos/alinenarducci/sets/72157652196410806/

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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