Brant Bjork – Live São Paulo

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Por Bruno Nascimento

Finalmente Brant Bjork debutou com sua banda solo em terras brasileiras. Muito se esperava após o surpreendente anúncio do único show do americano no país, e valeu a pena, Brant e sua banda fizeram bonito.

Para a abertura, foram selecionadas as bandas Mother Trouble e Blackdust, após um concurso promovido pelas produtoras, juntamente com o site Tenho Mais Discos Que Amigos, e o programa A Hora do Chá.

A Mother Trouble traz um som de rock clássico, daqueles com riffão pesado tocados numa SG. Foi uma excelente forma de abrir os trabalhos, apesar da casa ainda pouco movimentada, os caras esquentaram bem o som, com músicas que estarão no EP de estreia.

Depois, foi a vez dos também paulistanos, Blackdust. O Quinteto subiu ao palco já com a casa um pouco mais movimentada, e fez um show espetacular do início ai fim. Apesar de serem figurinhas carimbadas, tocando pela Avenida Paulista, eu nunca vi eles ao vivo, mas posso atestar que dessa vez foi sensacional, não só por mim, a banda ganhou o público que esperava pela atração principal.

Eu admiro muito músicos que vão até o palco antes do show para fazer alguns ajustes. Brant subiu, testou um pouco o som, afinou sua bela Fender Stratocaster, plugou seu próprio microfone, e foi embora. Mais alguns minutos se estenderam até a banda toda voltar de vez para começar o show.

A banda subiu ao palco já com toda aquela potência características das bandas Stoner, tudo sempre muito alto, guitarras, baixo e bateria sempre em frequência máxima. Apesar do som perfeitamente regulado para o público, a banda se queixou, faltava o retorno no palco, que aparentemente só foi resolvido lá pela terceira música, felizmente isso não atrapalhou a experiência do público.

No setlist, Brant aproveitou para tocar bastante o seu excelente Mankind Woman, lançado em 2018. Mas não faltaram sucessos de outros trabalhos, principalmente do disco de estreia, Jalamanta, de 1999, mas que ganhou uma versão remasterizada esse ano, comemorando 20 anos do álbum e da carreira solo de Brant.

A banda se mostrou muito afiada, as duas guitarras conversam maravilhosamente bem, alternando-as entre base/solo. Brant faz as parte mais “swingadas”, enquanto o seu guitarrista faz os solos mais roqueiros, realmente um espetáculo à parte essas guitarras, mas a cozinha (baixo e bateria) são extremamente cuidadosos na sessão rítmica, servindo de base para o brilho das guitarras.

Brant, sempre muito concentrado em cada nota do seu som, sorriu com o calor do público paulistano, principalmente em clássicos como Too Many Chiefs…Not Enough Chiefs, Low Desert Punk e Automatic Fantastic. As duas últimas, por sinal, fecharam o show de maneira espetacular, deixaram o melhor para o final, e o público explodiu, tanto que após a despedida do músico do palco, as pessoas permaneceram em frente, gritando e esperando o bis. Mas não precisou, Brant entregou um vibrante, e com o rock do deserto, sem rodeis. Música de verdade, do início ao fim. Obrigado!

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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