Blind Guardian – Beyond the Red Mirror

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Por – Júnior Pontes

Desde o álbum “Somewhere Far Beyond (1992)” , o BLIND GUARDIAN tem lançados álbuns no mínimo “bons”, e foi também a partir deste álbum que a banda começou a ter intervalos maiores entre um lançamento e outro. Agora em 2015, os bardos chegam ao 10º álbum de estúdio, depois de um hiato de 5 anos, temos o sucessor do ótimo “At the Edge of Time (2010)”, denominado “Beyond the Red Mirror“. O álbum traz inovações, como de praxe da banda, mas ainda assim não perde as raízes que a tornou um dos maiores nomes do power metal.

O álbum é conceitual e continua a estória de onde terminou o clássico absoluto “Imaginations From the Other Side” de 1995, que talvez seja o mais bem sucedido da banda.  Além árduo fardo de continuar essa estória, traz a grandiosidade de ter o envolvimento das orquestras de Praga e Budapeste e seus respectivos corais, juntamente com um coral de Boston. Massividade essa que pode ser ouvida logo de cara na primeira faixa a épica e pomposa “The Ninth Wave” com seus quase 10 minutos de duração.

A audição passa que nem se percebe, belos vocais de Hansi e corais bombásticos, mostrando o cartão visitas desse novo petardo da banda. Na sequência temos a música que foi o primeiro single do álbum: “Twilight of the Gods”. Como não poderia ser diferente, é uma música típica da banda, com suas principais características, com um ritmo acelerado, excelentes backing vocals e um excelente refrão, certamente fará a alegria dos fãs ao vivo. A terceira faixa é a profética “Prophecies” talvez uma das mais belas desse play, tem uma letra incrível, é progressiva, tem belas melodias que deixam a audição tranquila, destaques para a dupla André e Marcus nas guitarras, enormes chances dessa fazer parte do set list.

At the Edge of Time” curiosamente é o título do álbum anterior, mas aqui trata-se da quarta faixa, tem passagens orquestradas e coros grandiosos, destaque para a Hansi novamente,  que sabe encaixar sua voz perfeitamente para aquilo que a música pede. Após temos “Ashes of Eternity”, talvez a menos empolgante desse trabalho, não que a música seja ruim, mas destoa das demais. Mas colocando tudo nos eixos novamente temos a pesada “The Holy Grail” com sua pegada tradicional, com belas linhas de bateria de Frederik, belo refrão e riffs de guitarra e novamente a precisão dos vocais de Hansi.

A sétima faixa trata-se de “The Throne”, na minha opinião a melhor música do disco, bombástica, vocais dos mais belos feitos por Hansi, uma bela letra, é uma viagem épica de quase 8 minutos, mas que se tivessem 20 não ia fazer a menor diferença, dado a grandiosidade e a beleza da música, progressiva sim, mas com todos os elementos que a banda passou a dar mais ênfase a partir do álbum “A Night at the Opera (2002)”.

Seria empolgante ver a execução dessa obra de arte ao vivo, vamos esperar para ver se acontece.  Após ter tomamos fôlego novamente , vamos para a “Sacred Mind” que começa cadenciada, com vocais graves de Hansi e um coral, vai crescendo e ficando pesada, o destaque fica por conta novamente de Hansi com vocais mais rasgados do que no restante do álbum. “Miracle Machine” é o momento “light” do disco, porém não menos grandioso.

Essa música foi composta por Hansi e o pianista Michael Schüren, que atua como músico convidado desde 1997 na banda, seria heresia comparar ao Queen, mas o som lembra muito o trabalho da banda britânica, é com certeza outra música que se destaca no Álbum

 

Finalizando o disco temos “Grand Parade” que é sinfônica, mas na medida certa. Outra faixa épica com refrão belíssimo. No geral o disco é excelente, pronto para estar ao lado dos clássicos da banda, destaque novamente para Hansi que foi brilhante, tanto nas linhas vocais quanto nas letras criadas para o disco. Marcus a André sempre competentes, e Frederik que não parece, mas faz 10 anos que se juntou a banda. Saliento ainda que foi oficializado como membro o baixista Barend Curbois, que já vinha dando suporte ao vivo para a banda. O BLIND GUARDIAN já passou dos 30 anos de carreira, e se a banda continuar com a maturidade que sempre teve e a vontade de se renovar a cada lançamento, durará muitos mais.

 

Beyond the Red Mirror –

(Nuclear Blast, 2015)

1 – The Ninth Wave

2 – Twilight of the Gods

4- At the Edge of Time

5- Ashes of Eternity

9 – Miracle Machine

10- Grand Parade

Hansi Kürsch – Vocal

André Olbrich – Guitarra

Marcus Siepen – Guitarra

Barend Curbois – Baixo

Frederik Ehmke – Bateria

 

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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