Angra – “OMNI”

Como Rafael Bittencourt havia mencionado, “OMNI” significa TUDO, e de certa isso pode ser considerado como agradecimento a todos que trabalharam (e trabalham) junto ao Angra, que mais uma vez impressionou com o lançamento de mais um grande disco juntando histórias fictícias, mas também com opiniões e momentos pessoais dos integrantes da banda em cada faixa.

“OMNI” possui 11 faixas, onde foi gravado na Suécia por Jens Bogren, que também produziu “Secret Garden”. Um disco que traz a síntese que procura unir tudo o que foi aprendido, comunicado e respeitando todos os momentos da banda.

O disco abre com “Light Of Transcendence”, que mesmo sendo a primeira faixa do disco é a música que traz de uma forma mais forte as raízes do Angra, com uma introdução com o clássico Power Metal e com os elementos sinfônicos totalmente conectada ao passado da banda.

A próxima música, intitulada “Travelers Of Time” traz a forte influência da música nordestina em sua introdução, que de acordo com os próprios integrantes foi um processo totalmente coletivo nesta música onde todos participaram ativamente, tentando de maneira equilibrada colocar todas as facetas da banda nessa música.

Chegamos então na terceira música do disco, a tão polêmica “Black Widow’s Web”, onde tivemos a participação de Alissa White Gluz do Arch Enemy e a participação inusitada e polêmica da Sandy. Segundo Rafael, quando estavam no 70000 Tons os Metal viram um show do Arch Enemy e ficaram impressionados com a voz de Alissa, daí surgiu o convite de participar do disco. Porém também procuravam uma voz mais doce para fazer a outra face da “viúva negra”, sendo assim surgiu a idéia da voz da Sandy, onde a mesma aceitou o convite tranquilamente e fez uma grande participação na música. Confesso que achei que a banda iria explorar um pouco mais a voz da cantora, mas mesmo assim não deixou de ser uma ótima música, com elementos mais modernos e muita quebradeira.

O disco segue com “Insania”, onde possui aquele típico refrão que fica grudado em nossas mentes. Uma música que possui um groove muito bacana de baixo e bateria com participação de corais e do grande Alírio Netto. Segundo a banda a música surgiu de uma melodia cantada por Fábio Lione, onde Rafael trabalhou em cima dessa melodia gerando este belo resultado.

Chegamos em “The Bottom of My Soul”, uma música que é marcada pelo amadurecimento de Rafael e Felipe Andreoli, composta pelos dois. Uma música que demonstra criatividade, onde significa que sua alma pode chegar ao fundo do poço, porém ao olhar para cima está a luz para se reconstruir com muita dignidade e confiança, uma música que também possui um belo refrão, música totalmente cantada por Rafael Bittencourt.

A próxima música se chama “War Horns”, dona de um belo vídeo clipe onde segundo a própria banda, essa música não estaria no disco. Porém é uma música que teve grande participação de Kiko Loureiro contribuindo para o belo resultado, uma música de bastante peso!

O disco então segue com “Caveman”, onde traz fortemente as raízes da banda novamente, porém lembrando muito a época do “Holy Land”. Uma música que possui partes em português com linhas vocais bastante impactantes.

Chegamos então em “Magic Mirror” uma das músicas que eu mais gostei do disco. Uma música que segundo a banda surgiu dos interlúdios de piano. Onde todas as partes da música se conversam perfeitamente, onde todos os integrantes participaram ativamente dessa música sintetizando todas as partes, juntamente com a bateria acústica fazendo soar bem natural. “Magic Mirror” vem do conceito de você encontrar coisas positivas nas visões negativas que as pessoas tem de você, uma chance de se ver diferente aos olhos do inimigo, uma grande música!

O disco segue com uma balada, chegamos em “Always More”, uma música que segundo Rafael Bittencourt já havia sido criada há alguns anos. Uma música sincera, que retrata o controle de nossas vidas, onde há sempre mais para se viver, para se aprender, sempre trazendo mensagens positivas.

Chegamos então na última música cantada do disco, “Silence Inside”, uma música que traz novamente os elementos do Power Metal e do Progressivo de uma forte bem forte, encerrando o disco com “Infinite Nothing”, muito bem arranjada orquestralmente, sendo um instrumental maravilhoso digno de um encerramento de disco juntando melodias de “Black Widow’s Web”, mas sem o peso das guitarras.

Com certeza um disco para se emocionar. OMNI traz realmente tudo o que o Angra é hoje de uma forma absurda! Acredito que com o passar dos anos OMNI será lembrando como um clássico, assim como “Angels Cry” e “Temple Of Shadows” são lembrados hoje, só o tempo dirá!

 

Tracklist:

1 – Light Of Transcendence

2 – Travelers Of Time

3 – Black Widow’s Web

4 – Insania

5 – The Bottom of My Soul

6 – War Horns

7 – Caveman

8 – Magic Mirror

9 – Always More

10 – Silence Nothing

11 – Infinite Nothing

 

 

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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