Angra – Em Noite de Comemoração Edu Rouba a Cena

O Angra voltou ao Tom Brasil para uma única apresentação no sábado, dia 7 de novembro, o grupo volta para divulgar seu último trabalho após quatro anos do lançamento do álbum Aqua, que não agradou muito aos fãs e gerou algumas críticas e polêmicas, porém o quinteto olhou pra frente e mais uma vez deu a volta por cima com o lançamento de  Secret Garden, em 2014,  álbum produzido pelo renomado Jens Bogren – conhecido pro trabalhos com Arch Enemy, Opeth e Kreator.

E o já citado Tom Brasil, lotado estava lá de braços abertos para receber a a banda, mas antes o Republica e Soulspell, agitaram a galera com ótimas apresentações, duas bandas muito profissionais que mais uma vez comprovam o talento do Metal Nacional e a  sua grande fase e seus grandes artistas. As bandas de abertura deram um show o República com sua qualidade musical inquestionável e o Soulspell com o seu time de grandes vocalistas fizeram bonito e arrancaram aplausos da galera.

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Na sequencia era hora dos anfitriões da noite, que já ingressaram no palco com uma energia surpreendente tocando Newborn Me, logo de cara para quem olhava para o canto esquerdo do palco  já perguntava de cara: “Onde esta Kiko Loureiro ?”, escutei isso muitas vezes, pois no lugar dele estava Marcelo Barbosa, guitarrista do Almah, e já acostumado a tocar coisas do Angra estava lá de boa e mandando muito bem.

Já quero falar do cara, uma vez que ele não sentiu o baque não, se comportou extremamente bem, solou, descontraiu e foi ele mesmo, em Nothing to Say, música que animou a galera ainda mais, Marcelo se portou magistralmente e não deu pano para manga, foi irretocável, provando que esta lá por mérito e não por QI, sem delongas os caras já puxam a ótima Final Light, aquela mesmo, do clipe do garotinho, provando porque o Fábio Lione é o cara atualmente quando se fala em vocalista de Metal de verdade, aquele que não foge da raia no timbre, no falsete, no grito, ou na garganta, sem falar na simpatia né ? O Cara é o Doro Pesh versão masculina…rsrsrs.

 

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Na sequencia uma das minhas queridinhas na noite Wings of Reality, puxa vida meu, essa música é perfeita, melodia, refrão, e tem o Fabio ali  que  segura bem demais, e o público ? Esse é show né ? Fez a parte dele no refrão deixando o casa ainda mais agitada, mas não parou por aí não e os caras emendam Waiting Silence e aquele refrão que fica na cabeça né ? A música nem começou e você ja está esperando aquela paradinha para gritar, todo mundo faz isso…rsrsrs, tiro o chapéu para o set list escolhido, muito bom gosto e muito bem sacado.

Mas não vamos nos prender no passado não, pois o presente do Angra não está ruim e Storm of Emotions, comprova isso, com uma chuva de luzes de celulares a banda manda essa bela canção,  todo mundo canta junto, mas assim na ignoraria os caras já emendam Holy Land, seguida de Time, aí é apelação não acham ? Isso sim é um show mesclado, presente e passado para a galera curtir mesmo, e funcionou pois todo mundo pirava na pista.

 

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Mas como tudo que é bom dura pouco, era vez do grande destaque da bateria aqui no Brasil, o Bruno Valverde, fazer um grande solo de bateria e ganhar uma salva de palmas da galera e um momento mais intimista com Rafael em Silent Call, onde ele falou um pouco da banda, do Kiko e sobre a apresentação, um primeiro tempo que já valeu o ingresso, mas o melhor estava por vir.

Edu Falaschi, é convidado a subir ao palco e o público literalmente vai ao delírio, Edu agradece o carinho, fala que teve grandes momentos com aqueles caras, e iniciam Angels and Demons, seguida de Heroes of Sand, realmente não dá pra negar que bateu uma saudade na galera, vendo o Edu ali, cantando  aquelas canções, a gritaria dobrou, todo mundo se esgoelou e naquele momento, bem no refrão da Heroes eu percebi que o Edu havia roubado a cena naquela noite, e para deixar a coisa ainda melhor os caras mandam Spread Your Fire, e todo seu peso, sorrisos, sorrisos e mais sorrisos, era só isso que se via, além é claro de um coro inestimável de “EDU, EDU, EDU”.

 

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Após mais um breve discurso Edu devolve o microfone para Fábio que emenda mais um clássico Make Believe, cantada inteira pela galera, alias como não cantar essa música não é ? Perfeita do começo ao fim, ela foi feita para ser cantada com emoção ao vivo e o Fábio mais uma vez não deixou a peteca cair, os caras sem demoras mandaram um cover de Synchronicity II, do The Police, e para delírio dos fãs ela chegou Unfinished Allegro  e estava liberada a cantoria oficial para Carry On, que foi emendada com Nova Era, com a participação do Edu mais uma vez, e aí nem preciso dizer a histeria do pessoal la na pista.

Mas os caras queriam mais sabia ? E de tanto a galera pedir o Edu se encheu, no bom sentido e  mandou um Pegasus Fantasy, depois de mandar Rebirth é claro, aliás que interpretação  da música pela platéia que realmente mereceu todos os elogios, agitou do começo ao fim, e para terminar uma brincadeira ali de todo mundo junto, fazendo um cover de The Number of The Beast do Iron Maiden, e foi só isso que você perdeu caso você não tenha ido Ta legal ?

 

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Uma apresentação irretocável, nostálgica e mágica, e como o Rafael disse:  “O Angra é uma família e as portas estão abertas para todos que passaram por ali”. Será que isso valerá mesmo ? Tomara que sim né ? E tomara mais ainda que as pessoas interessadas vejam o recado não acham ? Belo Show, valeu cada centavo investido na diversão.

 

Confira a galeria de fotos completa do show:

Angra_Live Tom Brasil_7/11/2015

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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