A-Ha – Live São Paulo – 14/10/2015

Texto – Lucas Amorim

Fotos Cedidas pela Midiorama  –  Stephan Solon/Move Concerts Brasil

 

Um dos shows mais disputados do ano em São Paulo, essa é a primeira coisa que me vem a cabeça quando penso na apresentação dos  os Noruegueses do A-Ha, pois os caras levaram uma multidão de pessoas ao Espaço das Américas para uma chuva de clássicos em um show totalmente sold out, e com muitas pessoas do lado de fora da casa ainda há procura de ingressos.

Dentro da casa, uma multidão se aglomerava com faixas, cartazes e muita expectativa para o início da apresentação, pessoas de todas as gerações eram vistas dentro do Espaço das Américas, uma coisa muito positiva e bonita que prova que música une as gerações de todas as idades, às 22:15, as luzes se apagam e a banda ingressa ao palco, debaixo de uma gritaria histérica na pista e inicia a noite com dois belos sons Cast in SteelI’ve Been Losing, que colocou todo mundo pra pular dançar e cantar junto com a banda.

 

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O show do A-Ha é intimista as músicas te levam a pensar, é como uma máquina do tempo em que você em cada faixa viaja para uma determinada época de sua vida, as faixas são agradáveis de se ouvir, o som da casa estava muito bom e com isso as músicas ficam muito mais agradáveis de se ouvir, exemplo de Cry Wolf, que arrancou sorrisos e aplausos além é claro de muitos pulos de quem estava na pista, quem não curte aquele refrão  não é ? É impossível não esboçar um sorriso nessa canção.

A banda é muito simpática ao vivo o vocalista Morten Harke, embora tenha aquele jeitão sério no palco, sempre está fazendo um gesto ou outro para o publico ele quase não fala com a platéia, entre as musicas, faz muitos gestos e deixa as falas para   o tecladista Magne Furuholmen, que é muito comunicativo, o cara mandou umas palavras em português e interagiu muito bem com a galera, deixando que Morten apenas conduzisse as canções.

 

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Em Mythomania a galera transformou o Espaço das Américas em uma grande pista de dança deixando o ambiente muito descontraído e isso ajudou a banda a se soltar ainda mais no palco, e preparar a galera para o próximo som da noite e um dos momentos mais empolgantes da apresentação Stay on These Roads, essa eu não preciso comentar não é ? É chuva de sorrisos na pista, casais se abraçando, braços abertos, gritos e euforia, esse som é lindo é demais e eu não vou falar mais nada.

O show prossegue com Scoundrel DaysSoft Rains of April e mais uma vez era hora de mais emoção na pista Crying in the Rain, veio para emocionar mais uma vez os presentes e novamente aquele clima nostalgico baixa no Espaco das Américas, alguns cantam outros apenas observaram, mas todos se emocionam, essa música conseguiu tocar a todos, e nessa hora você entende  aquele ditado de que a música é uma linguagem universal, nem deu tempo de descansar dessa e os caras mandam We’re Looking for the Whales, pra todo mundo, acordar, pular e dançar, o que foi prontamente feito.

 

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Foot of the Mountain, é iniciada na sequência, esse som é com certeza um dos meus prediletos ele é completo e define muito bem a proposta que o A-Ha se propôs a fazer na sua carreira, uma musica leve e gostosa de se digerir, e isso era perceptível pois na pista tudo eram sorrisos, mas infelizmente o que é bom passa rápido e Hunting High and Low e toda a sua melancolia chega para encerrar a primeira parte do show, é impressionate como  a voz do  Morten ainda tem aquela melodia, ele consegue transcender o sentimento da musica fielmente tantos anos depois, resumindo o cara ainda canta muito, ele ainda desceu lá na plateia e deu o ar da graça para delírio dos fãs, após a banda deixa o palco, porém por pouco tempo, porque claro que ia ter o Bis.

E o Bis não podia vir melhor The Sun Always Shines on T.V., essa musica consegue fazer o repórter perder o profissionalismo, ela é perfeita, e foi feita para agitar ao vivo mesmo, aquela pegada bem anos 80 que faz com que você tenha coceira no pé para pular, ela foi seguida de Under The Makeup e todo o seu sentimentalismo e pra finalizar The Living Daylights e aquela sua pegada bem pop e dançante finalizando a apresentação. A banda agradece muito e deixa o palco, sob gritos de o que ?? Take on Me,Take on Me.

 

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E claro que os pedidos são atendidos, e os caras voltam para tocar a mais pedida da noite, e nessa hora o público vai a loucura, mal deu pra ouvir a banda tocando de tanto que a galera colocou os pulmões para funcionar, com certeza uma das musicas mais esperadas da noite para fechar com chave de ouro a apresentação do A-Ha em São Paulo e provar o porque esse show foi um dos mais concorridos do ano, torço para que o A-Ha volte mais vezes, porque aquilo ali não é show é uma aula de como se fazer musica é uma aula de história, além de uma escola de clássicos, MARAVILHOSO !!!

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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