Mork – Entrevista Exclusiva com a Banda

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  Todos sabemos que a  banda Mork, é uma das últimas e agradáveis revelações do cenário do metal nacional, pois com apenas nove anos de carreira,  segue em constante evolução e conquistando cada vez mais espaço. A qualidade do black metal sinfônico executado pelo grupo lhes rendeu a alcunha de “o Dimmu Borgir brasileiro”. Tais comparações acabaram por aumentar o número de fãs e consolidar o nome do Mork no cenário nacional. Fundada na capital federal Brasilia, em 2006, a banda já lançou três elogiados trabalhos: o EP “Preposterous” (2006), “Exemption” (2010) e “Awake” (2014).

Ao longo dos anos, os músicos vêm colecionando boas críticas e chamando a atenção do mercado europeu, principalmente após shows ao lado de grandes nomes como Mayhem e Marduk, conseguimos bater um papo com o guitarrista Foizer, que nos contou um pouco sobre o Mork, sobre o cenário Black Metal no Brasil e muitas outras coisas, que vocês conferem nas linhas abaixo:

1 – Primeiramente conte para os leitores do Heavy World, sobre o Mork, seu estilo e suas principais influências.

Foizer: Em primeiro lugar, muito obrigado pelo espaço e atenção ao nosso trabalho. O Mork é uma banda de Black Metal, fundada em 2006, na cidade de Brasília. Temos, desde o princípio de sua existência, o intuito de levar o estilo a outros níveis de reconhecimento no Brasil e mundo a fora. Queremos mostrar que o Black Metal merece reconhecimento e respeito ao lado dos outros estilos “mainstream”, assim como espalhar nossa ideologia e ponto de vista sobre o que acreditamos ser a melhor forma de viver.

Temos como influencia, na parte ideológica da banda, pensadores como Friedrich Nietzsche, Jean-Paul Sartre e Arthur Schopenhauer. Musicalmente falando, tudo que vivemos no dia a dia influencia nossas composições, desde algo que escutamos, até emoções que sentimos.

2 – Sabemos que o Black Metal Sinfônico é pouco explorado no Brasil. Como é trabalhar em um estilo que além de pouco conhecido, infelizmente também é pouco reconhecido no nosso cenário?

Foizer: É um desafio, que com muito trabalho e força de vontade pode ser desenvolvido como qualquer outro estilo mais reconhecido. Tudo depende de até onde você esta determinado a ir e o que você está disposto a sacrificar para alcançar seus objetivos. O mundo te fornece as ferramentas, cabe a você usa-las da forma correta.

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3 – Recentemente vocês anunciaram várias apresentações, além da formação da banda para a Tour. O Mork não é uma banda fixa? Fale um pouco sobre esta questão da formação ao vivo da banda.

Foizer: O Mork é uma banda fixa, com dois membros oficiais, eu e o Samhen. Estamos em busca dos outros dois membros para completar o grupo. Não é uma tarefa fácil, pois existem vários fatores além de performance e técnica a serem avaliados, como processo criativo e filosofia individual. Tudo precisa se encaixar para uma banda ser completa e concreta. Atualmente estamos com os músicos Moscardini (baterista) e Maciel (baixista) como “session stage”. Estamos avaliando tudo que podemos para ver se ambos se encaixam de forma fixa no Mork. Vamos definir isso após iniciarmos o processo de composição novamente, o que vai acontecer em breve.

4 – O novo trabalho “Awake” está recebendo inúmeras críticas positivas e tendo um lugar reconhecido como um dos melhores lançamentos de 2014, dando um grande passo de evolução, se comparado ao seu antecessor “Exemption”, de 2011. Vocês concordam com essa afirmação de tamanha evolução e diferença em relação ao trabalho anterior ?

Foizer: Com certeza! Sempre buscamos aprimorar nosso trabalho e realmente, além das criticas positivas e pelo ótimo recebimento do novo material pelo público, sentimos de forma pessoal que houve sim uma evolução significativa. A maior mudança em relação aos últimos trabalhos foi o fato que decidimos profissionalizar o Mork e trabalhar em tempo integral com os objetivos da banda.

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5 – O Black Metal no Brasil é muito hostilizado e muito específico. Aqui, dificilmente bandas de Black Metal tocam em festivais misturados com outros estilos, e isso infelizmente é ruim para a banda, que tem seu ambiente de divulgação reduzido. O que vocês têm a dizer sobre esse cenário atual do Black Metal no Brasil, no qual vocês estão entrando em destaque.

Foizer: Realmente é um cenário que possui maior aceitação pelo movimento underground e é um estilo de difícil aceitação do público que tem pouco contato com o Metal Extremo. Mas isso está mudando! Hoje em dia existem algumas barreiras impostas pelo mercado e pelas próprias bandas que não possuem uma relação amistosa com os outros estilos dentro do Heavy Metal. É algo que pode ser vencido se todos trabalharem juntos e deixarem todos os dogmas e preconceitos de lado. O Black Metal precisa ser respeitado como os outros estilos, arte é arte, independente de sua vertente.

6 – Voltando a falar do novo álbum, gostei muito da equalização dos vocais, uma vez que, além de pesado passa um clima único para o ouvinte e são muito audíveis, mostrando um grande profissionalismo nas gravações. Como foi esse processo de gravação e produção desse trabalho?

Foizer: Dessa vez optamos em fazer tudo sozinhos. Montamos um “home studio” na casa do Samhem e tivemos que aprender todos os processos de gravação necessários para se fazer uma bom trabalho de áudio dentro do Metal Extremo, como gravação, mixagem e materização. Todo esse processo de aprendizado, contribuiu muito para nossa evolução como músicos. Hoje em dia sabemos o que é necessário e possível de se fazer dentro de qualquer estúdio, o que acaba facilitando muito todo processo. Agora podemos trabalhar com outros produtores de áudio e saber como realmente as coisas são feitas. Isso contribui diretamente para atingirmos o objetivo que realmente queremos.

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7 – Qual música para vocês definem hoje a carreira do Mork, e que vocês recomendariam para um futuro fã que queira ouvir e conhecer a banda?

Foizer: Como citado em outras entrevistas, nós diríamos que todas as músicas têm uma descrição sobre a nossa fase atual. Podemos encarar o “Awake” como um trabalho conceitual sobre a própria banda. O ideal é escutar o material completo se você quer captar a essência da banda em todos os aspectos.

8 – Na opinião de vocês, como está sendo os shows e a reação do público ao vivo ?

Foizer: Tem sido ótima, melhor do que o esperado! O público tem demostrado admiração e respeito pelo nosso trabalho. Estamos muito satisfeitos!

9 – Agora que o CD está no mercado e com boas críticas, quais os planos futuros do Mork?

Foizer: Divulgar ao máximo o nosso trabalho, assim como filosofia e alcançar cada vez mais o respeito do público que se identifica com nossa proposta. Queremos que o Black Metal brasileiro consolide um espaço satisfatório tanto em território nacional como no exterior.

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10 – Agradecemos muito a oportunidade e pedimos que deixem uma mensagem para os leitores do Heavy World.

Foizer: Muito obrigado a todos pelo respeito e força que tem nos dado! Esperamos cada vez mais mostrar para todos que o Brasil não perde em nada em qualquer estilo musical! Contamos com o apoio de todos, sem vocês não somos nada!

Aproveitamos o espaço para divulgar alguns links onde, quem tiver interesse, pode encontrar nosso material.

WEBSITE: www.morkofficial.com
FACEBOOK:
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YOUTUBE:
www.youtube.com/MorkOfficial

IMPRENSA: http://theultimatemusic.com

EMAIL: morkband@gmail.com

Abaixo Confira o novo Clipe do Mork

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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