Mark Farner: Confira entrevista com músico

 

O guitarrista e cantor americano Mark Farner, mentor da lendária banda Grand Funk Railroad, está de volta ao Brasil para uma única apresentação na madrugada deste domingo, 18, na 10ª edição da Virada Cultura de São Paulo. Antes, o ‘The Rock Patriot’ toca dia 15 no Chile. Para esta segunda passagem, Farner promete uma apresentação com clássicos da ex-banda e músicas da fase solo. Na entrevista, ele comenta sobre momentos da extensa e sólida carreira e ainda não descarta uma nova reunião do Grand Funk.

 

Por Erick Tedesco

Em menos de uma semana você retorna ao Brasil. Esta será a sua segunda vez por aqui. Quais são as memórias da primeira turnê no país, em 2012?

MARK FARNER – Adorei a empolgação dos brasileiros. Naquela ocasião, dois anos atrás, recebemos o mais intenso sentimento de amor de uma plateia pelo nosso trabalho.

Desta vez você se apresentará apenas em São Paulo como uma das atrações principais da Virada Cultural, o maior festival gratuito a céu aberto do mundo, com 24 horas de atividades culturais. Qual a sua reação ao tocar para um público grande, que reúne diferentes gerações de fãs de rock e até mesmo pessoas que até nunca escutaram Grand Funk Railoroad?

MARK FARNER – Somos abençoados em ter um público tão vasto que nos acompanha e estará lá para se divertir com muito rock n’ roll. Mal posso esperar para reencontrar meus irmãos e irmãs do Brasil!

Você planeja ficar mais dias no Brasil depois dos compromissos da Virada Cultural?

MARK FARNER – Gostaria de ter tempo… Preciso voltar ao Brasil fora da turnê e conviver um pouco com as amáveis almas do seu maravilhoso país, e claro, comer mais deliciosas comidas típicas!

Quanto ao set-list desta única apresentação, Farner, o que prepara? O público pode esperar clássicos do Grand Funk, certo?

MARK FARNER – Eu sou o clássico do Grand Funk!

Quem são os músicos que o acompanham no palco?

MARK FARNER – O baixista Lawrence Buckner, que faz alguns vocais, está comigo desde 1985, e Hubert Crawford toca bateria também há anos, desde 1991. Já Rick Baker assumiu o teclado e vocais há cerca de um ano, mas esteve em minha banda solo na década de 1970.

Farner, você é um artista mundialmente renomado, dono de uma vitoriosa carreira na história da música contemporânea. Como lida com o passado, o presente e o futuro no sentido de manter-se relevante na cena?

MARK FARNER – Sou fiel e íntegro ao amor que tenho pela música e isso me mantém próximo às pessoas que sabem quem sou por causa deste amor.

Além disso, você sempre teve orgulho de suas raízes cherokee. Como você relaciona a ancestralidade com a música que faz?

MARK FARNER – Isto é o que me forma como ser humano, não mudaria, nunca, e é o meu sangue indígena que me conecta a outras pessoas de um jeito especial.

Está ansioso pela participação na turnê comemorativa Happy Together deste ano com a banda The Turtles? Vocês já confirmaram mais de 40 datas!

MARK FARNER – Sim, estou me preparando para esta experiência de muito amor!

Por que foi cancelada a produção do documentário I’m Your Captain – The Mark Farner Story?

MARK FARNER – A pessoa que iniciou os trabalhos de filmagem não está mais afiliada ao pessoal do Mark Farner, que decidiu se retirar da produção. Talvez recomecemos este projeto para lançá-lo.

Quando entrará em estúdio para gravar o álbum solo sucessor de For The People, de 2006?

MARK FARNER – Tenho ideias para músicas todos os dias e noites e com certeza trabalharemos o quanto antes nestas novas canções.

Você sente saudade dos dias com o Grand Funk Railroad?

MARK FARNER – Apenas sinto falta dos bons tempos. Gostaria que Don e Mel pudessem me perdoar e esquecer de tantas mágoas que guardam contra mim e, então, sermos o verdadeiro Grand Funk mais uma vez.

Qual é a sua mensagem aos brasileiros para assisti-lo na Virada Cultural em São Paulo na madruga deste domingo?

MARK FARNER – Espero que meus irmãos e irmãs compareçam para experimentar nossa energia, amor e entusiasmo que trocamos com nossas pessoas favoritas, os fãs! Paz na Terra por meio do bom e poderoso rock n’roll do Michigan!

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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