Lollapalooza 2016 – Música para todos!

A edição de 2016 do Mega Festival Lollapalooza realizada no Autódromo de Interlagos nos dias 12 e 13 de Março de 2016, foi um sucesso, público e bandas estão de parabéns por suas performances incríveis, uma vez que o público, agitou, brincou, esperneou, com muita energia e tudo numa boa, e as bandas que fizeram espetáculos irretocáveis e memoráveis.

 

Matanza

O Matanza se apresentou no Palco Skol, o com o dia ainda bem claro, com alguns probleminhas no som, a banda mandou clássicos, além de músicas da fase  mais nova, muitas pessoas agitaram na apresentação dos Cariocas que já são velhos conhecidos de nosso público paulista. Não faltaram clássicos como Bom é Quando Faz Mal, Mesa de Saloon, Eu Não Gosto de Ninguém, músicas que levantaram a galera que empolgada agitava muito com a banda.

O ponto alto da apresentação dos caras é com toda certeza a execução do hino Ela roubou meu caminhão, música que arranca todo mundo do chão, uma boa apresentação que logo no início esquentou os motores do festival, abaixo vocês conferem um pedacinho desta grande apresentação.

 

Eagles Of Death Metal

Os Americanos do Eagles of Death Metal animaram a galera que compareceu em peso no Palco Onix. A banda estadunidense de garage rock formado por Jesse Hughes e Josh Homme, fez uma apresentação animada e com muita energia em ambos os lados, e com certeza provaram o porque foram uma das atrações mais aguardadas de todo o festival.

Musicas como Don’t Speak (I Came to Make a Bang!),Whorehoppin’ (Shit, Goddamn) Cherry Cola, levantaram o público, os intrgrantes são muito simpáticos e a todo momento interagem com a platéia que retribui com muitos gritos e aplausos, os caras ainda mandaram alguns covers pra plateia como EODM dos caras do Boots Electric, além do ótimo e bem sacado cover de Save A Prayer, do Duran Duran, que fez todo mundo cantar junto.

Pra finalizar a dançante I Want You So Hard Speaking in Tongues mais uma do clássico Peace Love Death Metal, uma apresentaçao que balançou a galera e comprovou o talento dos caras do Eagles Of Death Metal, pois no fim da apresentação o povo era só sorrisos, mas o Lolla ainda estava só no começo e era hora de correr para ver o Bad Religion.

 

Bad Religion

Para muitos a banda mais deslocada do festival, houveram muitos comentários de que o Bad Religion não combinava com as outras bandas e isso pode até ser verdade, porém no palco os caras nem ligaram se estavam deslocados ou não e fizeram com toda certeza um dos melhores shows do festival massacrando o público com hardcore e energia.

Os caras já abrem o show com a ótima e polêmica Fuck You, e a partir daí foi um massacre sonoro que deixou todos os fãs extasiados. Digo isso pois os caras não paravam de emendar clássico em cima de clássico e 21st Century (Digital Boy), já veio para colocar todo mundo para pular, e não parou por aí não, pois quando menos percebi já estava rolando Overture, seguida do petardo Sinister Rouge, com aquela quebradeira e harmonia que só o Bad Religion sabe fazer.

O público da pista enlouquecido viu a banda tocar clássicos como Come Join Us, seguida de  Do What You Want,!…olha amigos, era chuva de clássicos que não deixava ninguém parado, como em New Dark Ages, música que faz todo mundo se esgoelar na pista, seguida de nada mais nada menos que Supersonic.

Pra terminar essa grande apresentação os caras mandam Infected, seguida da ótima e rápida Generator, finalizando esse espetáculo, com American Jesus, deixando todo mundo na pista enlouquecido. Uma apresentação digna de muitos elogios, comprovando que quem apostou contra o Bad Religion no festival se deu muito, mas muito mal.

 

Of Monsters and Men

Sem delongas era a hora de eu ver uma das minhas bandas preferidas do festival, o Of Monsters and Men, que fez um show memorável, com muito Feeling e energia, que animou muito a galera que gritava o nome da banda sem parar, e a prova disso, foi o Palco Onix tomado de pessoas para ver a talentosa Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, mas a espera valeu a pena, pois a mulher manda muito bem.

Para quem não conhece o Of Monsters and Men é uma banda formada na distante Islândia, que  faz um ótimo e intrigante folk rock, a formação do grupo consta com  Nanna Bryndís Hilmarsdóttir (vocal e violão), Ragnar “Raggi” Þórhallsson (vocal e violão), Brynjar Leifsson (guitarra), Arnar Rósenkranz Hilmarsson (bateria) e Kristján Páll Kristjánsson (baixo).

Com um começo melancólico com a ótima Thousand Eyes, a banda já cativou a galera com um show de interpretação de Nanna Bryndís, que possui uma presença de palco tímida, porém é uma gigante quando se trata de cantar, sua voz contamina a galera com uma aura de encanto, essa mulher canta demais, ela é sensacional e sua voz parece ficar ainda mais bela quando misturada com a melancolia voz de Ragnar “Raggi”.

A banda tocou clássicos como a bela Mountain Sound, que fez a galera soltar a voz, entre outras belas canções como I Of The Storm ,Crystals, Hunger entre outras belas canções que fizeram o público se emocionar, o show do Of Monsters and Men, era muito aguardado, mas com toda certeza a banda se superou e fez na minha opinião a melhor apresentação do Lollapalooza 2016.

 

Mumford & Sons

Um dos shows mais esperados da noite os caras do Mumford & Sons, conseguiram fazer o show mais animado da noite, a banda inglesa levantou a galera e teve o público inteiro em seu controle durante roda a sua apresentação, os caras já abriram o show com Babel e todo o seu Feeling, deixando a galera eufórica, e a partir daí foi sequencia de clássicos, como a bela Little Lion Man, que fez todo mundo pular sem parar, Below My Feet, belo som que te faz viajar nos acordes bem executados combinados com um refrão depressivo, resultando em uma bela canção.

A galera curtiu muito, e a banda, se mostrou muito satisfeita por estar no Brasil, os caras agradeceram muito ao público, que os  saudavam incansavelmente. Uma coisa que prestei muita atenção no show do Mumford, é a energia  ao vivo que a banda possui, os caras são incansáveis, tocam, agitam, pedem que a galera grite também, e isso é um ótimo sinal, vez que mostra comprometimento com o seu público.

Ponto forte da apresentação, acredito que tenham sido todos mas vi a galera muito emocionada em Ghosts That We Knew, uma bela canção que mexe com a pessoa com toda certeza, houve até uma convite do vocalista para que uma fã subisse ao palco, ela subiu, abraço beijou a banda, e até ganhou presente dos caras, provando a simpatia e o carinho que eles tiveram com o Brasil e seus fãs.

Para terminar o clássico absoluto I Will Wait, seguida de The Wolf, finalizando uma apresentação memorável,um show de muito respeito executado pelo Mumford, que prometeu voltar, e pode voltar com certeza, pois esse show foi sensacional.

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Matéria enviada por Lucas Amorim