LACERATED AND CARBONIZED: “Temos o papel de alertar o mundo sobre o que rola por aqui no RJ “

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Não é nenhuma novidade que o Brasil é um grande nome quando se fala em Metal Extremo, cada vez mais surgem bandas promissoras e com potencial para representar nosso país com seriedade e o melhor de tudo com qualidade. Dentre tantas bandas temos em especial o LACERATED AND CARBONIZED, banda Carioca que está na ativa desde  meados de 2006.

E nesse pouco mais de uma década na ativa, os caras já lançaram 4 petardos sendo o ultimo deles o ótimo Narcohell, um álbum pesado e muito bem trabalhado em todos os aspectos tanto musicais como em letras, capa etc. E para nos contar um pouco sobre essa trajetória, batemos um papo com o baixista Paulo Doc, que além de tudo nos contou também sobre a sua nova empreitada a No Class Agency que já está trazendo ao Rio de janeiro grandes nomes do Metal Mundial.

Confiram abaixo:

 

Heavy World –  Apesar de já famosa na cena underground e de alguns trabalhos já lançados muitas pessoas ainda não conhecem o trabalho do LACERATED AND CARBONIZED,  por isso pedimos que nos conte um pouco sobre a banda, sua história e suas influencias aos nossos leitores ?

Paulo Doc – O LACERATED AND CARBONIZED foi formado no Rio de Janeiro em 2006, três álbuns lançados e diversas turnês internacionais que nos levaram a tocar em 25 países. Apesar de não gostar de rótulos, somos identificados como uma banda de Death Metal, mas com diversas influências agregadas no som que fazemos – fruto da diversidade das nossas influências, que transitam em todos os meios da música pesada. Posso citar bandas como Krisiun, Carcass, Black Sabbath, Obituary, Death e Angelcorpse como algumas de nossas fontes de inspiração.

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Heavy World – Vocês acabaram de lançar o álbum Narcohell, o terceiro trabalho da banda, um álbum pesado e agressivo seguindo a proposta fiel que o LACERATED AND CARBONIZED, se propõe a fazer. Porém com uma abordagem sobre a violência no Rio de janeiro tirando o estigma que Death Metal só fala de morte e satanismo conte um pouco sobre esse lado de critica social do CD.

Paulo Doc – Essa pegada de abordar a realidade aqui do Rio de Janeiro esteve presente desde nosso primeiro álbum, mas ganhou mais força no disco anterior (The Core of Disruption) e é uma característica marcante do Narcohell. Sentimos que a realidade em que vivemos é brutal o suficiente e por isso não precisamos tratar de temas abstratos, como fazem a maioria das bandas. Vivenciamos essa dura rotina e todos somos vítimas desse estado falido e caótico, por isso a mensagem pode ser tratada com a fidelidade necessária. Além disso, temos o papel de alertar o mundo sobre o que rola por aqui e muitas vezes é colocado para baixo no tapete pela mídia tradicional, que insiste naquela visão paradisíaca do Rio de Janeiro que não condiz com a rotina da maioria dos cidadãos que aqui vivem,

 

Heavy World – Muitos acham que apenas o RAP ou Funk se expressa falando sobre favelas e comunidades, mas o Rock sempre foi uma forma de protesto também com os punks, ou até mesmo os Hipies,  e Narcohell é prova disso, porém essa música mais extrema quase não chega aos morros ou comunidades foco principal dos problemas sociais do RJ, vocês tem algum plano ou projeto para que a musica extrema se propague a esses lugares ? Como vocês enxergam a cena nessas localidades ? 

Paulo Doc – Muito interessante sua pergunta. A grande verdade é que, na maior parte das vezes, o morador da favela não se identifica com o metal porque não teve contato com o gênero ao longo da vida. É claro que temos fãs que moram em comunidades, mas sabemos que o rock em geral não tem muito espaço nesses locais. Mas, sim, sempre que há oportunidade fazemos questão de mostrar nosso trampo para essas pessoas, pois queremos que elas se sintam representadas pelas críticas que veiculamos. Afinal de contas, elas são as vítimas mais afetadas por todo esse descaso estatal.

 

LAC Narcohell

Heavy World – A banda anunciou recentemente uma grande turnê com mais de 40 apresentações pela América Latina, conte um pouco sobre o planejamento de um giro tão longo? Como é a preparação e como está o clima da banda para esse desafio?

Paulo Doc – O clima da banda não poderia ser melhor. Amamos a estrada, respiramos metal e mal podemos esperar a hora de celebrar com os bangers latinos que tanto nos apoiam. Ter uma banda exige comprometimento e seriedade dos envolvidos e, para nós, quanto mais tocarmos, melhor. Hoje em dia vejo muitas bandas que simplesmente preferem divulgar seu trabalho pela internet. Cada um sabe o que faz, mas eu particularmente jamais trocaria o feeling de um show por curtidas ou visualizações. Somos old school nesse ponto.

 

Heavy World – Além do lançamento e da turnê latino americana o LACERATED AND CARBONIZED é um dos destaques do festival No Class Festival que contará com a lenda Angelcorpse, além do Rebaellium entre outros nomes do cenário nacional, conte um pouco sobre esse festival que promete ser grandioso.

Paulo Doc – Esse festival vai rolar no dia 30/04 aqui no Rio de Janeiro e será incrível. Primeiro por que marcará o pontapé inicial da nossa tour em grande estilo, ao lado de uma de minhas bandas prediletas, que é o Angelcorpse. Além disso, outras bandas excelentes estão no cast, como a lenda Rebaelliun, Woslom, Cauterization, Forceps, Vorgok e D.I.E.. Não é todo dia que se tem um festival com tamanha qualidade, então eu não perderia por nada!

 

Heavy World – Alguns membros do LACERATED AND CARBONIZED são os criadores da No Class Agency que já foi responsável por alguns shows no Rio de janeiro, conte um pouco sobre o inicio e sobre os eventos dessa produtora, que está inovando e trazendo bandas inéditas para o Estado.

Paulo Doc – Eu (Paulo Doc) e o Jonathan Cruz somos os fundadores da No Class Agency, ao lado do Felipe Eregion. Iniciamos esse trabalho com o intuito de trampar de forma realmente profissional com o metal no Brasil, com base em tudo que vivenciamos de positivo e negativo ao longo de nossa estrada. Prestamos serviços de assessoria de imprensa, booking e produção em geral, além de fazer eventos como você citou. Já produzimos shows do Matanza, Artillery, Onslaught, Nervochaos, Night Demon e agora nos próximos meses teremos o Borknagar (24/03) e o No Class Festival (30/04). Quem quiser saber mais sobre nosso trabalho está mais do que convidado a nos escrever no site ou na nossa page no Facebook.

 

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Heavy World – Na opinião da banda, qual o maior desafio de se produzir um show no Brasil e porque o Rio de janeiro não está na rota da maioria dos grandes shows de metal?

 Paulo Doc – Há diversos pontos a serem apontados, mas a raiz de todos eles é a baixa presença de público na maioria dos casos. Não há mistério: se o hábito de frequentar eventos fosse arraigado em cada headbanger, teríamos mais bandas por aqui, os ingressos seriam mais acessíveis e a cena como um todo se beneficiaria. Fora isso, não se pode ignorar que o custo Brasil, que afeta toda a economia, impacta bastante o setor de entretenimento. A burocracia, os altos custos e a falta de estrutura do país como um todo representam um enorme problema aos produtores.

 

Heavy World – A banda pensa em lançar algum CD ou DVD ao vivo derivado dessa grande turnê que irá fazer?

Paulo Doc – Certamente coletaremos material na estrada que estará presente em trabalhos futuros da banda, mas um lançamento ao vivo demanda um cuidado especial na produção que muitas vezes não é viável em meio a uma tour. Quando chegar a hora, deixaremos para fazer algo do tipo em um grande evento com uma mega estrutura. Só assim poderemos entregar aos fãs um produto com a qualidade adequada, o que sempre será o objetivo do LAC.

 

Heavy World – Agradecemos a oportunidade e pedimos que deixem um recado para nossos leitores.

 Paulo Doc – Eu é agradeço pela entrevista e aproveito para saudar o grande trabalho do Heavy World em prol da nossa cena. Aos leitores deixo meu muito obrigado por acompanhar o trabalho do Lacerated And Carbonized e os convido a nos seguir em nossa página oficial e nas mídias sociais. Este ano será repleto de novidades, então pisque!

 

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Ainda tem ingresso para você que quer ir ver o LAC junto de uma das maiores lendas do metal extremo o Angelcorpse, e mais um monte de banda legal.

 

Confira abaixo as informações para não ficar de fora desse Fest que promete ser histórico.

 

Cronos Entertainment em parceria com a No Class Agency apresentam no Rio de Janeiro:
NO CLASS FESTIVAL (Brutal Edition)
Com a participação de uma das maiores lendas do Black/Death Metal Mundial: ANGELCORPSE!
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30 de Abril (Domingo)
Local: Casarão Ameno Resedá
Endereço: Rua Pedro Américo, 277 – Catete – Rio de Janeiro/RJ
(Esquina com a Rua Nento Lisboa)
Censura: 18 Anos
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CAST DO FESTIVAL
Angelcorpse_official​ – Lacerated And Carbonized​ – Rebaelliun​ – Cauterization​ – Woslom​ – Forceps​ – VorgoK – D.I.E
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INGRESSOS:
1° Lote: (04/02 à 28/04)
R$ 100,00 – Pista (Meia Entrada)
R$ 100,00 – Pista (Promocional)
R$ 200,00 – Pista Inteira
2°Lote: NA HORA
R$ 130,00 – Pista (Meia Entrada)
R$ 130,00 – Pista (Promocional)
R$ 260,00 – Pista Inteira
*Toda Venda Online haverá cobrança de taxas*
**Limitado 300 ingressos**
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ONLINE: http://www.clubedoingresso.com/noclassfestival
PONTOS FÍSICOS: Em breve disponíveis!
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Marque presença na página do facebook:
No Class Festival | Angelcorpse – Rio de Janeiro
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INFORMAÇÕES:
Cronos Entertainment
www.cronosentertainment.com
info@cronosentertainment.com
No Class Agency
info@noclass.rocks
www.noclass.rocks

 

No Class Festival

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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