John Wayne – “O nosso foco sempre foi o Brasil”

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O Hell in Rio está chegando, e com eles grandes bandas do nosso cenário nacional, esse Festival promete ser um dos mais agitados eventos do ano com bandas consagradas e revelações do nosso País, grandes nomes como Sepultura e Angra dividem o palco com banda promissoras como Project 46John Wayne.

E por falar em John Wayne, batemos um papo com  a banda paulista que nos contou sobre a sua fase atual, planos para o futuro e sobre como é ter uma banda underground no Brasil, confiram abaixo esse bate papo:

 

Heavy World – Primeiramente fale um pouco do John Wayne para nossos leitores, seu estilo e suas influências!

Rogério Torres: Somos uma banda que nasceu no bairro de Perus, periferia de São Paulo em 2009. Temos influências de metal e hardcore no geral. Gostamos de bandas como Suicide Silence, Hatebreed, Carnifex, Pantera, The ghost Inside, Periphery e por aí vai. Metade da banda veio da escola do Hardcore e metade da escola do metal (risos). A fusão disso é o John Wayne.

 

Heavy World – O nome da banda chama muito a atenção como vocês chegaram a esse nome ?
Rogério Torres: Pouca gente sabe, mas o primeiro nome da banda era The First Hero Terrorist. Mas chegamos à conclusão de que era muito grande esse nome e precisávamos de algo mais direto e impactante. Jogamos na mesa dezenas de nomes e o que mais se encaixou foi John Wayne.

Esse nome é uma forma de protestar contra a violência e fazer com que as pessoas reflitam sobre até que ponto o ser humano pode chegar.

 

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Heavy World – O Hell in Rio já nasce como um grande festival, como rolou o convite para inclusão da Banda nesse Fest?
Rogério Torres: Foi através da nossa agência, a Hiperion Entretenimento que cuida dos nossos shows. Ficamos muito felizes quando soubemos do convite. Participar de um evento dessa magnitude, em meio a tantas bandas de expressão é uma honra.


Heavy World – A Banda está em grande fase pois vem se apresentando em festivais como Rock in Rio e agora no Hell in Rio, com nomes já consagrados. Como vocês encaram esse desafio ?
Rogério Torres: As coisas vêm acontecendo com a gente de forma assustadora. Claro que isso é fruto de mais de sete anos de trabalho intenso, mas estamos colhendo ótimos frutos disso e só temos motivos para agradecer. Estamos numa ótima fase da carreira.


Heavy World – Como é para o John Wayne dividir o palco com gigantes da música como Angra, Matanza, Korzus entre outras?

Rogério Torres: É uma honra. Tocar ao lado de bandas que somos fãs, admiramos e crescemos ouvindo é inexplicável. É um privilégio sem dúvida nenhuma.

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Heavy World – Vocês fazem parte das bandas que cantam em português no Festival e percebemos que cada vez mais vão surgindo bandas com essa característica. Conte um pouco para nossos leitores porque cantar em Português e se essa foi sempre a intenção da banda.

Rogério Torres: desde o início a gente optou por cantar em nossa língua. Por dois motivos: primeiro, que a gente não fala inglês fluente, teríamos alguma dificuldade em compor em outra língua. Segundo que o nosso foco sempre foi o Brasil, ficar conhecido aqui e passar a nossa mensagem de forma direta, sem que o público precisasse traduzir as letras para entendê-las, uma vez que a grande maioria dos brasileiros também não fala inglês fluentemente. Acreditamos que na nossa cena, fomos uns dos pioneiros a fazer isso, pois metal sempre teve aquela “premissa” de ser em inglês. Foi uma escolha boa, não nos arrependemos dela. Seguimos em português até o final!

 

Heavy World – O Álbum Dois Lados, foi um tremendo sucesso de críticas na época do lançamento. Analisando  hoje, após 1 ano deste lançamento, qual o balanço que a banda faz sobre aceitação da mídia e do público.
Rogério Torres: Estávamos com um pouco de medo antes de lançar, eu confesso (risos). O álbum está muito diferente do primeiro, Tempestade, e a mudança geralmente é traumática para o público. Mas, quando lançamos, ficamos espantados com a aceitação. A galera abraçou a nova fase da banda de maneira muito tranquila. Hoje, depois de um ano, vejo que o público assimilou a nossa ideia e curte ambas as fases da banda. Temos músicas desse disco com quase 200 mil plays no Spotify. Isso significa que o público gosta e nós estamos felizes com o atual momento da banda.

 

 

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Heavy World – Quais os maiores desafios para se ter uma banda Underground no Brasil na opinião de John Wayne ?

Rogério Torres: Os desafios são muitos e as dificuldades também. Hoje vivemos uma fase que a galera está mais caseira e não muito presente em shows. Está cada vez mais difícil tirar as pessoas de casa para ver as bandas. Isso faz com que a banda tenha que trabalhar muito mais para ter algum resultado. A queda das vendas em cds físicos e o fato de o brasileiro não ter o hábito de pagar pelo download também é uma dificuldade a ser vencida. Mas o papel da banda é se adequar ao atual cenário e ter jogo de cintura para sobreviver e nós estamos aí.

 


Heavy World – Quais os planos da banda para o futuro ? Já possuem em mente um lançamento para suceder  o ótimo Dois Lados ?

Rogério Torres: tem coisa boa vindo aí (risos). Já estamos compondo novas músicas e é muito provável que os fãs ouçam algo novo ainda esse ano. Aguardem.

 

Heavy World – Agradecemos a oportunidade e pedimos que deixem um recado para os nossos leitores.

Rogério Torres: Estamos muito felizes com a atual fase da banda e só temos a agradecer aos nossos fãs, que sempre correm junto com a gente, que nos apoiam e que vão aos shows. Muito obrigado de coração a todos vocês. À organização do Hell in Rio, obrigado pelo convite e podem ter certeza que estamos preparando um show matador! Grande abraço a todos!

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Serviço Rio de Janeiro
THC PRODUÇÕES orgulhosamente apresenta Rio Rock Festival – Edição HELL IN RIO
Data: 05 e 06/11/16
Local: Terreirão do Samba – Praça XI
Abertura dos portões: Sábado às 16 horas | Domingo às 14 horas
Informações: (24) 992 617 597 (fone/whatsapp) | E-mail: thc@thcproducoes.com
Imprensa: press@theultimatemusic.com
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/285876798463688
Capacidade: 15 mil pessoas
Classificação etária: 16 anos
Acesso para deficientes

Antecipados:

Inteira dia 05 ou 06/11 – R$ 160,00
Meia estudante – R$ 80,00
Meia Social (levando obrigatoriamente 1 KG de alimento) – R$ 80,00
Na hora:
Inteira dia 05 ou 06/11 – R$ 200,00
Meia estudante – R$ 100,00
Meia Social (levando obrigatoriamente 1 KG de alimento) – R$ 100,00
Passaportes Antecipados:
Inteira Passaporte para dias 05 e 06/11 (Primeiro lote) – R$ 240,00
Meia Passaporte para dias 05 e 06/11 (Primeiro lote) – 120,00
Meia Social (levando obrigatoriamente 1 KG de alimento por dia) (Primeiro lote) – R$ 120,00
………………………………………..
Inteira Passaporte para dias 05 e 06/11 (Segundo lote) – R$ 260,00
Meia Passaporte para dias 05 e 06/11 (Segundo lote) – 130,00
Meia Social (levando obrigatoriamente 1 KG de alimento por dia) (Segundo lote) – R$ 130,00

Passaportes na hora (venda somente durante o dia 05/11/2016):
Inteira Passaporte para dias 05 e 06/11 – R$ 320,00
Meia Passaporte para dias 05 e 06/11 – 160,00
Meia Social (levando obrigatoriamente 1 KG de alimento por dia) – R$ 160,00

Ingresso online: https://ticketbrasil.com.br/festival/4467-hellinrio-riodejaneiro-rj
Pontos de venda autorizados:
Rio de Janeiro: Hard’n’Heavy (Flamengo), Sempre Musica (Ipanema), Rock For You (Duque de Caxias), Klein Tatoo (Resende), JKing Store (Nova Friburgo)
São Paulo: SP Rock (Galeria do Rock) e Joker (Galeria do Rock)

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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