Forahneo – “A integração entre as cenas latino-americanas é pouca ou inexistente”

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Um grande destaque do Thrash Metal atual, a banda chilena Forahneo está dando o que falar nas mídias sociais e nos veículos especializados, pois lançou um álbum, rápido, agressivo e com um vocal surpreendente, um trabalho espetacular que rendeu ótimos frutos para banda.

Nós do Heavy World, batemos um papo com Eduardo Jarry, líder da banda que nos contou muitas coisas legais em um bate papo super interessante que vocês conferem abaixo:

 

 

 

1 – Conte para nossos leitores que ainda não conhecem o Forahneo, sobre a banda, seu som e suas principais influências.

Eduardo Jarry: Obrigado a vocês do Heavy World pelo espaço e apoio. Depois de viver muitos anos no Brasil, voltei para o Chile com a vontade de formar uma nova banda. Como tinha o material para um disco, chamei meu amigo, produtor e guitarrista Victor Hugo Targino (Soturnus, Madness Factory, Necrohunter) para me ajudar a concretizar o projeto. Em seguida, usei toda a minha cara-de-pau para convidar músicos muito bem-conceituados na cena local, e, para a minha sorte e surpresa Tito Melin (Undercroft, Demonios) e Andy Nacrur (Necrosis, Fallout) estavam disponíveis e aceitaram participar do disco. Tornar o projeto em banda foi o passo seguinte.

Acho que Death Thrash seria a melhor definição para o nosso estilo. Sem dúvida Death, Slayer, Sepultura, Carcass, Napalm Death, são algumas de nossas influências; mas, para criar nosso próprio som.  

 

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2 – Vocês estão lançando seu primeiro trabalho o ótimo “Perfidy”, um álbum rápido e agressivo que foi gravado no Chile e no Brasil, conte para nossos leitores porque a gravação nos dois países.

Eduardo Jarry: Como produtor é cargo de confiança, a escolha de Victor Hugo sempre foi a primeira e única. Pelo fato dele ser brasileiro tivemos que bolar um esquema de produção lá e cá. Então, fizemos a pré-produção por Skype e e-mails; ele veio para Santiago gravar bateria, baixo e vozes; e, terminou a gravação e edição no Brasil. E para completar o disco foi mixado pelo americano Chris Zeuss Harris (Suffocation, Queensryche, Six Feet Under).   

 

3 – A bela capa do CD é obra do nosso artista Marcelo Vasco, que já trabalhou com grandes bandas como Slayer, Machine Head, Soulfly, Dimmu Borgir, etc, como surgiu a oportunidade de trabalhar com esse grande artista?

Eduardo Jarry: Marcelo é um profissional espetacular. Na época que entrei em contato com ele, um outro artista tinha nos deixado 4 meses esperando por uma arte que nunca chegou. Falei com ele, contei a situação, trocamos umas ideias e ele rapidamente sugeriu um trabalho que se encaixou perfeitamente com o conceito do álbum. Grande Marcelo.

 

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4 – Musicalmente o álbum é bem agressivo e rápido, mas o que me chamou mais atenção foi o vocal que é mais puxado para o Death Metal, fazendo uma fusão muito interessante com o instrumental Thrash Metal, vocês procuraram essa fórmula como um meio de inovação?

Eduardo Jarry: Não. De fato, o estilo não foi premeditado. Surgiu de forma natural. Esses riffs estão no nosso DNA. Resultado de anos mesclando tantas influências, Death, Thrash, Hardcore…

 

5 – Perfidy também se destaca por ter participações bem legais, conte um pouco sobre essas parcerias no trabalho.

Eduardo Jarry: Sempre é um prazer contar com os amigos. George é meu brother de longa data, baterista que originalmente gravou “Human Targets” em 1990. Não poderia ter escolhido outra pessoa para regravar uma música do Behavior. Na mesma época nós ensaiávamos com o Medicine Death de Wilhelm. Ter essa galera como convidada no disco é pra lá de especial. Os convidados locais também fizeram um ótimo trabalho, Matias do Nuclear destruiu em “You Speak You lie”.

 

6 – Aqui no Brasil, não conhecemos muito a cena Metal Chilena, poderia nos falar um pouco sobre ela e nos indicar algumas bandas do Chile para quem se interessar em conhecer bandas boas de seu país?

Eduardo Jarry: A cena local é muito parecida com a brasileira. Excelentes lançamentos, músicos, estúdios, estrutura profissional, muitos shows gringos, e, a típica falta de apoio as bandas locais. Criminal, Pentagram, Undercroft, Execrator, Nuclear, Necrosis... só pra citar minhas favoritas.

 

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7 – Muitas resenhas e críticos falam que o Thrash Metal está saturado, e que a maioria das bandas desse estilo usam sempre a mesma fórmula em suas composições o que deixa o estilo repetitivo e sem inovação. O que Forahneo pensa a respeito da cena Thrash Metal Mundial nos dias de hoje?

Eduardo Jarry: Não concordo. Isso pode ter ocorrido no fim dos anos 90, quando o estilo teve um momento menos inspirado; mas, se recuperou com uma nova geração de bandas excelentes: Violator, Evile, Municipal Waste, Havok... ao mesmo tempo em que as bandas clássicas como: Sepultura, Overkill, Slayer, Kreator, Death Angel, voltaram a lançar grandes discos.   

 

8 – O Forahneo passou por mudanças no Line Up ultimamente como está a formação e entrosamento da banda?

Eduardo Jarry: O momento é ótimo. A nova formação só tem três meses e o entrosamento tem sido o melhor possível. A chegada do guitarrista Roberto Nervi (Execrator, Non Divine) e do batera Felipe Zavala (BOA, Sacramento), deixou a banda mais sólida.

 

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9 – Há planos de shows no Brasil ou outros países?

 

Eduardo Jarry: Pela minha ligação com o Brasil, com certeza. Estamos planejando uma mini tour brasileira em dezembro ou janeiro. Nessa primeira oportunidade o Nordeste deve ser prioridade. Mas, esperamos que o Brasil se mantenha no nosso mapa de forma definitiva.   

 

10 – Agradecemos a oportunidade e pedimos que deixe uma mensagem aos fãs Brasileiros!

Eduardo Jarry: Agradecemos muito a vocês pelo espaço e aos Bangers brasileiros pelo apoio ao Forahneo. A integração entre as cenas latino-americanas é pouca ou inexistente. Esperamos poder contribuir para que isso mude. Nos vemos logo. Valeu!!!!!!!!!!!!!!!  

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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