Epica – Confira Entrevista Exclusiva com Mark Jansen

 

 

Faltam poucos dias para que a longa turnê do Epica junto com o Dragonforce, que está esquentando o inverno europeu desembarque na América do Sul!

De malas prontas para aportar no Brasil, batemos um papo com o carismático Mark Jansen, que nos contou sobre a sua expectativa de retorno ao Brasil, o entrosamento da banda, algumas coisas sobre a sua passagem no After Forever, o novo trabalhos e até mesmo de sua relação com a guitarra.

Com a palavra Mark Jansen :

1 – Mark, mais uma vez você volta ao Brasil com o Épica, dessa vez para a divulgação do álbum Quantum Enigma, junto com o Dragonforce. Qual é a sua expectativa para essas apresentações?
Mark Jansen: Eu geralmente não crio grandes expectativas, porque quando você espera por certas coisas e elas não acontecem você fica decepcionado. Eu geralmente vivo com a mente em branco e espero que as coisas simplesmente aconteçam, mas além de tudo espero que seja um grande show e que os fãs curtam como nos shows anteriores. As chances disso acontecerem são muito grandes, mesmo sem criar expectativas, espero que tudo ocorra bem.

2 – O Epica retorna com uma formação muito mais sólida do que a da passagem de 2012? O que os fãs podem esperar da banda ao vivo neste momento?
Mark Jansen: Nosso set list tem músicas de todos os álbuns, mas claro, vamos focar no nosso novo álbum, Quantum Enigma, que foi muito bem recebido. Nós tocamos na Europa algumas músicas novas e os fãs adoraram. Como em todo show, adianto que teremos 4 ou 5 músicas do novo álbum executadas e o público pode esperar um show muito energético, pois vamos colocar no palco toda a energia positiva que recebemos dos fãs.

 

3- Falando sobre o Quantum Enigma, nos conte um pouco sobre o novo álbum. Qual é o tema central e quais músicas você recomenda para os que estão escutando pela primeira vez?
Mark Jansen: Eu recomendo que escutem o novo álbum inteiro, pois é um álbum bem contínuo, que realmente funciona melhor quando você ouve do começo ao fim. Falando sobre o conceito do álbum, o dico fala sobre coisas que não podemos lidar com o mundo físico. Exemplo: não podemos enxergar as pequenas partículas que existem no mundo da física quântica, você pode ver com o microscópio mas não pode observá-las sem influenciar seu comportamento e quando você pensa no universo que conhecemos, ele está em torno de nós por que o observamos, e quando não observamos também. Talvez tudo a nossa volta não está lá, não exista, e no final é apenas energia, informação e a matéria não é sólida como conhecemos, eu realmente acho que tudo a nossa volta apenas está lá porque nós vemos dessa forma.

4- O Epica se consagrou como um ícone do Simphonic Metal sem soar musicalmente como After Forever. Você já buscava a sonoridade do Epica quando estava no After Forever ou foi a parceria com a voz doce de Simone Simons que gerou esse resultado?
Mark Jansen: Quando eu comecei a fazer música, meu sonho era combinar certos estilos, o que eu fiz no começo do After Forever. Nos primeiros 2 álbuns eu coloquei muito de mim na banda, escrevi muitas músicas. Quando saí do After Forever eu continuei fazendo o tipo de música que eu gostava. O 1° álbum do Epica “The Phantom Agony” é uma uma continuação de como eu gostaria que o terceiro álbum do After Forever fosse, mas como não concordamos com isso, eu segui em frente com o Epica e os outros continuaram com o After Forever com o terceiro álbum com o estilo deles. O Epica cresceu em uma direção onde sempre fazemos o que gostamos de fazer, por isso a banda soa como está soando hoje no “Quantum Enigma”, porque nunca demos ouvidos ao que as gravadoras gostam ou querem fazer, porque temos interesses diferentes. Esse é um ótimo jeito de se trabalhar, pois podemos fazer música exatamente da forma que queremos, e isso sempre trouxe bons resultados para nós, pois fazemos música com o coração, e eu certamente não estaria mais na banda se eu não pudesse fazer isso, pois nunca quer fazer um tipo de música que eu não esteja totalmente envolvido.

 

5 – Seus arranjos no Epica são muito bem elaborados e muito bonitos, os riffs consistentes e certeiros são características marcantes. Conte para os brasileiros a sua relação com a guitarra, você possui alguma formação clássica ou é apenas o que vem a sua mente?
Mark Jansen: Minha história com a guitarra é bem divertida, pois comecei a tocar aos 15 anos quando fiz algumas aulas com um professor , o que não funcionou bem, pois ele queria que eu tocasse coisas que eu não gostava, e voltamos ao que falei na pergunta anterior, que eu sempre quis tocar algo que eu gostava e ele queria que eu tocasse coisas que eu não gostava, então parei as aulas e comecei a estudar sozinho coisas do Iron Maiden, por exemplo, depois fiz algumas aulas com outro professor mas logo desisti. Depois disso, voltei a estudar sozinho e basicamente tudo que sei aprendi foi trocando experiências com outros guitarristas, e nunca paro de aprender, pois aprendo um pouco com cada guitarrista que conheço. Mesmo após 20 anos tocando guitarra eu ainda estou aprendendo coisas novas, e isso é o mais excitante de tocar guitarra, sempre há algo novo, há muitos estilos e técnicas diferentes, é ótimo!

8 – O guitarrista Isaac Delahaye e o baterista Ariën van Weesenbeek são dois músicos remanescentes da banda de death metal GOD DETHRONED que hoje fazem parte do EPICA. Esses dois músicos, experientes da música extrema, agregaram alguma coisa diferente ao som da banda nessas novas composições?
Mark Jansen: Sim, cada membro contribui de forma diferente na banda, pois cada pessoa é diferente. Ariën é totalmente diferente do nosso baterista anterior Jeroen Simons e Isaac toca guitarra de uma forma totalmente diferente do Ad Sluijter, nosso antigo guitarrista, então é possível perceber essas influências de forma muito clara em nosso último trabalho. Cada pessoa nova que entra na banda traz algo novo para a banda e eu estou muito feliz com a contribuição deles.

 

9 – Obrigado pela entrevista. Por favor deixe uma mensagem para os fãs brasileiros que acompanharão as apresentações.
Mark Jansen: Eu estou muito ansioso para voltar ao Brasil, porque já estive muitas vezes no país, e tenho muitos amigos por ai, e estou ansioso para revê-los, também estou ansioso para os shows, porque é muito emocionante para o Epica fazê-los em locais como o Brasil onde as pessoas nos recebem muito bem. Mal posso esperar para estar aí tocando para vocês!

 

Ainda há ingressos para todas as apresentações, confira todas as datas e locais abaixo:

 

03/03/2015 – Porto Alegre/RS
Bar Opinião – Rua José do Patrocínio, 834, Cidade Baixa

04/03/2015 – Curitiba/PR
Master Hall – Rua Itajubá, 143, Portão

06/03/2015 – Rio de Janeiro/RJ
Fundição Progresso – Rua dos Arcos, 24, Centro

07/03/2015 – Belo Horizonte/MG
Music Hall – Av. do Contorno, 3.239, Santa Efigênia

08/03/2015 – São Paulo/SP
Audio Club – Av. Francisco Matarazzo, 694, Barra Funda

 Mais informações  e para obetenção de ingressos acesse  https://www.facebook.com/overloadbrasil.

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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