Entrevista Exclusiva com Anathema

 

 

 

 

 

Anathema

 

Já começou a contagem regressiva para a segunda edição do Overload Music Fest!  E nesse clima de ansiedade, batemos um papo com Vincent Cavanagh, vocalista, guitarrista e líder do Anathema uma das bandas mais aguardadas do festival.

Em uma conversa agradável pelo telefone o Frontman nos contou muitas coisas legais e detalhes sobre a sua longa e vitoriosa carreira, confira abaixo a entrevista completa:

 

1 – O Anathema está de volta ao Brasil mais uma vez em um curto espaço de tempo, são 3 shows em menos de 2 anos, vocês esperavam retornos tão rápidos ao nosso país?

Vincent Cavanagh: Não, creio que não, mas quando apareceu a oportunidade de tocar no Rio de Janeiro nós precisávamos ir, pois nunca tocamos lá. Essa foi uma das coisas que conversei com nosso empresário, que queríamos muito tocar no Rio. Ouvi falar muito bem da casa (Circo Voador), e disse para ele: “Queremos tocar nesse local no Rio, por favor”, e ele respondeu: “Ok, vou ver o que posso fazer”, e é isso, estamos indo!

 

2 – Dessa vez o Anathema no Brasil se apresentará em cidades em que nunca passou, como Rio de Janeiro e Porto Alegre, cidades em que os fãs sempre pediram uma apresentação de vocês, então a expectativa está muito grande nessas cidades. O que vocês sentem ao ter contato com um país ou um público novo a primeira vez em que os encara, existe uma diferença ou maior responsabilidade nesses concertos?

VC: Eu não sinto essa responsabilidade. Na verdade, eu sinto mais responsabilidade em lugares onde tocamos muitas vezes, como Santiago, que é um lugar visitamos constantemente. Há muito mais responsabilidade porque as pessoas já nos viram dez vezes, há mais responsabilidade de fazer algo diferente, apresentar um show diferente e cada vez melhor. Tocar em locais onde nunca estivemos é relativamente mais fácil, pois podemos tocar o que quisermos. Pensando no Rio, podemos tocar as músicas que queremos, porque nunca tocamos lá, então podemos tocar qualquer coisa, e isso é algo muito legal.

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3 – A última passagem por São Paulo, no começo do ano teve uma polêmica acerca do local da apresentação, que era muito pequeno para a quantidade fãs que queriam prestigiar a banda. Vocês sentiram dificuldades em tocar na Clash Club naquela oportunidade?

VC: Acho que essa questão do local não foi algo importante. A banda estava lá, nossos fãs estavam lá e foi uma grande noite para todos com um grande show, isso é o que realmente importa.

 

4 – Falando sobre o novo álbum Distant Satellites, como a anda a recepção do público?

VC: Foi ótima! Acho que o álbum está indo muito bem, algumas músicas já se tornaram clássicos no setlist do show como Anathema e Distant Satellites. Há músicas como The Lost Song, Part 1 e The Lost Song, Part 3 que são músicas que possuem um arranjo bem diferente e particularmente as que mais gosto nesse álbum. Acho que vai ser realmente difícil fazer um álbum tão bom quanto esse, mas nosso objetivo é sempre fazer um álbum melhor que o anterior. Nós estamos muito felizes em relação à recepção de Distant Satellites, e temos como objetivo fazer álbuns cada vez melhores.

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5 – O álbum Distant Satellites possui passagens inteligentes e muito bem estruturadas, e com um clima muito melancólico, além de um feeling sensacional, porém em questão de peso é mais calmo e sossegado, podemos dizer que essa é a nova linha de música que a banda quer seguir?

VC: Não, o público não deve entender isso como uma nova linha que vamos seguir, porque estamos sempre mudando. Nós nunca fazemos a mesma coisa. Vamos seguir uma linha diferente no próximo álbum, nós não temos uma linha a ser seguida, simplesmente vamos para todas as direções possíveis, constantemente fazemos isso, então os fãs podem esperar um próximo álbum diferente de Distant Satellites.

 

6 – Vincent, você é um dos artistas mais conceituados do movimento Ghotic/Doom Metal, e os primeiros trabalhos do Anathema são referências mundiais para todos os jovens que querem começar a tocar, ou montar uma banda. Você no início de sua carreira se imaginou com tamanho sucesso, sendo ouvido e aplaudido no mundo inteiro, conte-nos sobre isso

VC: Bom, primeiramente, não sei de onde veio essa coisa de gothic metal, pois nunca fizemos parte da cena gótica. Segundo, ser um pioneiro e uma referência para os mais jovens é sempre algo muito bom, ficamos muito felizes de termos nossos primeiros trabalhos como referencia, é algo interessante, pois depois dos primeiros trabalhos nós mudamos. Toda banda quando começa escolhe um estilo de música para si, mas nós gostamos de estar mudando sempre.

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7 – Além de vocalista, você é um grande compositor e guitarrista, como começou a sua história com a guitarra, você fez aulas ou coisa do tipo, como começou sua relação com a guitarra

VC: Na realidade nenhum de nós (irmãos Cavanagh) nunca fez aulas ou coisa do tipo, somos totalmente autodidatas. Para mim, música é muito mais que treino, é sentimento, como por exemplo, o solo de  Don’t Leave Me Now do Pink Floyd. Ele é muito emocionante, este solo de guitarra tem um minuto e meio  e cinco notas, há muito mais emoção nessas cinco notas em um minuto e meio do que na carreira inteira do Malmsteen. Eu odeio esse tipo de música , odeio pessoas que ficam se mostrando com a guitarra, que tocam rápido sem motivo, para mim é algo mais emocional, algo que te move, e se conecta com você. Tocar guitarra muito bem é sempre muito legal, mas tem que ter emoção. Ser um deus da guitarra é algo inútil se você toca somente por tocar.

 

8 – Para finalizar, sei que ainda é cedo, mas como o Anathema é uma banda que não para, vocês estão com algum projeto de DVD ou algum material iniciado para um novo trabalho?

VC: Há um DVD programado para sair no final deste ano, que foi gravado na Catedral de Liverpool,  e que realmente é um pedaço lindo do nosso trabalho. Nós também estamos sempre escrevendo músicas novas, é uma coisa que nunca para, nós constantemente fazemos isso. Provavelmente vamos juntar todo esse material no final do ano e ver no que dá.

 

9- Agradecemos imensamente a oportunidade e gostaríamos que deixasse um recado para nossos leitores.

VC: Estou muito ansioso para os shows que estão por vir, há algo na cultura brasileira que aprendi é que todos sorriem muito, e se divertem muito, espero que isso aconteça em nossos shows. Por favor nos tragam algumas coisas brasileiras, seria muito legal, pois nós adoramos presentes!

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Ainda restam ingresssos para o Overload Music Fest, que ainda contará com muitas outras atrações internacionais.

 

Veja abaixo o serviço completo:

Serviço São Paulo

Overload orgulhosamente apresenta Overload Music Fest 2015

Dias: 5 e 6 de setembro (sábado e domingo)

Local: Via Marquês

End: Rua Marquês de São Vicente, 1589 (próximo ao Metrô Palmeiras-Barra Funda)
Hora: 15h (open doors)
Censura: 18 anos
Programação
5 de Setembro: Anathema, The Reign of Kindo, Riverside, Novembers Doom (Acústico), Andy McKee

6 de Setembro: Paradise Lost, Novembers Doom (elétrico), Mono, Antimatter

 

Ingressos:

Pista: R$ 180,00 (meia entrada/promocional antecipado) | R$ 360,00 (inteira)

Camarote: R$ 250,00 (meia entrada/promocional antecipado) | R$ 500,00 (inteira)

2 Day Pass: R$ 340,00 (pista) | R$ 460,00 (camarote)

Ingresso promocional antecipado válido mediante entrega de 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento.

Ingresso online:

www.clubedoingresso.com (parcelado em até 6 vezes)

 

Ponto de venda sem taxa de conveniência:

– Paranoid (Galeria do Rock – 2º Andar – Loja 315) | Pagamento apenas em dinheiro

Pontos de venda com taxa de conveniência:

– Loja 255 (Galeria do Rock) | Pagamento com cartões de débito e crédito (à vista)

 

Carioca Club Pinheiros

Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros (ao lado da estação Faria Lima do Metrô)
De segunda à sexta-feira das 10h às 18h | Sábado das 12h às 18h

Pagamento com cartões de débito/crédito (à vista)

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Matéria enviada por Aline Narducci

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