Disaster Cities: Basicamente, não queremos ficar presos aos rótulos

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Formada em 2017 no eixo São Paulo-Santa Catarina, a Disaster Cities pode ser considerada uma das novas promessas nacionais, a banda é muito original e tem uma pegada que vai surpreender muita gente, os caras finalmente 

vão realizar  o primeiro show para tocar seus primeiros singles, “Right Next to you”, “Brave New Heart” e “Death Blues”, lançadas no segundo semestre do ano pela Abraxas nas principais plataformas de streaming, além de outras inéditas, ou seja um evento que vai valer muito a pena.

Com um som sem fronteiras e sem limitações sonoras, o power trio formado por Matheus Andrighi (guitarra/voz), Rafael Panegalli (baixo/voz) e Ian Bueno (bateria) aproxima o stoner do hard rock, o grunge ao blues, e vão mostrar agora em palco, ao vivo  e na lata, porque devem com toda certeza figurar em listas de fim de ano como uma das grandes sensações do rock nacional.

E para nos contar sobre essa estreia nos palcos, sobre a banda e outras curiosidades, batemos um papo com os caras do Dister Cities, e você pode conferir nas linhas abaixo:

1) Uma banda como o Disaster Cities que foi formada com integrantes de bandas distintas e com ideias e trabalhos diferentes na sua opinião pode atrapalhar no processo ou as composições ? Como vocês lidam com essas barreiras?

 

Matheus: Na verdade isso é um benefício. Interagir entre integrantes que já possuem uma certa bagagem, na cena independente brasileira e que vieram de nichos distintos, porém com o mesmo intuito é o que mais fortalece o conceito identitário da banda. Nos encontramos os 3 em determinado ponto individual e artístico no qual queríamos justamente unir o que já haviamos trilhado até então, cada um em seu hemisfério e decidimos fazer disso uma vantagem para o que estamos criando agora. Em termos de composição isso tem apenas auxiliado. Nos desafiamos musicalmente todos os dias.

2) Outro fatos que chama atenção é a distancia de alguns membros. Como é trabalhar em um disco tendo outros integrantes morando longe?
 

Rafael: Faz parte desse desafio também. A distância ao mesmo tempo que nos impede de criar ações a curto prazo, também auxilia em diversos fatores. Dá pra dizer que temos “tirado de letra” o fato da distância geográfica. Criamos blocos de ações à médio/longo prazo e conseguimos criar bons pilares de trabalho em conjunto até o momento. O fato de cada um vir de bandas e projetos que já aconteciam antes ajuda bastante na hora da tomada de decisões e dos caminhos convencionais que toda banda enfrenta no início da carreira.

3) Afinal, vocês são uma banda ou um projeto já que cada integrante possui a suas bandas e outros projetos paralelos?
Ian – Atualmente estamos chamando de banda EAD (risos). Esse foi um ano muito focado na produção e divulgação do material, por isso acabou soando mais como um “projeto”, o plano pra 2018 é realmente cair na estrada pra fazer shows.
 

4) Li uma matéria sobre o Disaster Cities que vocês afirmam que, “a ideia da Disaster Cities é atravessar gêneros e ser um mutante”, o que vocês querem dizer com isso?

Ian – Basicamente, não queremos ficar presos aos rótulos. Temos influências diversas dentro do universo do rock, do stoner ao grunge, do hard rock ao garage punk e seguimos buscando referências diversas a todo o momento. Acho que essa ideia de banda mutante já fica bem clara ao ouvir os 3 sons que já soltamos, cada um bebe de uma fonte bem diferente do outro. 

5) Na contramão de muitas bandas que lançam Lyric Videos, vocês resolveram mandar ver em um clipe muito legal, mas que tem muito mais custos, porque a escolha do clipe e não do Lyric Video ?

Rafael: Nosso intuito foi começar de uma maneira um pouco mais incisiva. Justamente essa coisa de não repetir um protocolo convencional de começar com alguns materiais que estão no padrão. A ideia é que isso se reflita tanto nas ações quanto no som, como explicamos anteriormente. Contudo, o videoclipe de “Right Next to You” de seu em virtude de muito trabalho voluntário de pessoas queridas envolvidas, o que facilitou de maneira significativa todas as barreiras financeiras de uma banda independente que está rodando o circuito no Brasil. A idéia é sempre dar ao nosso publico algo contundente, apesar desse processo de criação à distância.

6) Voces irão fazer um show de lançamento em São Paulo no próximo dia 24/11 no Costela no Bairro da Vila Madalena, o que a galera pode esperar do primeiro show do Disaster Cities?

Ian:  Estamos muito ansiosos para fazer esse primeiro show, já são meses de trabalho em estúdio, muitas conversas de Skype e maratonas de ensaios esporádicos… A galera pode esperar um show com muito sangue nos olhos e muita pressão, vamos apresentar o álbum em primeira mão! 

 

7) O estilo stoner-doom que a banda toca não é um dos mais populares no Brasil, como vocês enxergam essa cena?

Ian:  Atualmente toda a cena de  rock pesado no Brasil está dividida em diferentes e pequenos nichos com características diferentes, no caso do stoner / doom percebemos que há um envolvimento e consideração muito maior com as bandas do underground e que de poucos anos pra cá um circuito independente se formou (muito por conta do trabalho da Abraxas). Essas características, 

 
8) O que vocês acham que precisa ser feito para que cada vez mais pessoas conheçam esse tipo de som que é sim muito pesado, porem ainda pouco apreciado?
 

Matheus: Tentar ao máximo criar algo original e sincero. Nada pode soar melhor que um artista que faz a sua música de maneira verdadeira. Seja ela pesada ou não. No nosso caso, não estamos nos preocupando com o que pode vir daqui pra frente, em termos estéticos e sonoros da Disaster Cities, o único intuito é criar algo que o público que irá nos acompanhar receba de uma maneira verdadeira. A única certeza é que queremos estar sempre ligados à uma variedade de fontes e catalisar isso de forma extremamente autoral. Acreditamos que isso contribua na construção de públicos e na empatia de quem se identifica com o

trabalho.

Mais informações sobre esse grande evento de estreia do Disaster Cities você confere abaixo:

SERVIÇO
ABRAXAS APRESENTA DISASTER CITIES E GRINDHOUSE NO ESTÚDIO COSTELLA
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/161817121079813/
Data: 24 de novembro de 2017 (sexta-feira)
Horário: 20 horas
Local: Estúdio Costella
Endereço: rua Aimberê, 01258-020, São Paulo/SP
Ingresso: R$ 20

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Matéria enviada por Lucas Amorim

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