Confira Entrevista com os Caras do HellgardeN

Por Cyntia Marangon

O HellgardeN é uma banda brasileira que foi fundada no ano de 2017 na cidade de Botucatu, localizada no interior do estado de São Paulo. Atualmente a banda é composta pelo vocalista Diego Pascuci, Caick Gabriel na guitarra, Guilherme Biondo no baixo e Matheus Barreiros na bateria.

A banda do interior paulista vem despontando na cena de uma forma impressionante, confiram a entrevista que realizamos com a banda.

 

1- Sei que a banda apresenta uma história de vida muito recente, porém o público do interior paulista já começou a notar a presença de vocês na cena atualmente, também por estarem se apresentando em diversos festivais/eventos, tocando com vários nomes tradicionais da cena underground. Sendo assim, poderiam descrever como foi todo o surgimento da banda?

Matheus: O surgimento do HellgardeN de fato é recente, mas a história começa há muitos anos, na vontade de dois amigos de escola (eu e Caick) em fazer um som. Anos depois, faltando os caras certos para iniciar uma banda foda e, sabendo disso, Diego entrou em contato com a gente para assumir o vocal. Marcamos um ensaio e parecia algo destinado a acontecer, a conexão foi do caralho. Assim foi o início do HellgardeN.

 

2- Sobre a formação da banda, gostaria de saber como vocês se conheceram e também sei que no início vocês estavam com outro baixista e logicamente os contratempos existem e essas mudanças acabam acontecendo. O que vocês podem dizer a respeito disso?

Caick: Toco junto com o Matheus há 11 anos, nos conhecemos na escola e nossas conversas eram sempre relacionadas a música. Já o Diego na cena de Botucatu, dividimos muitos palcos em festivais da cidade.

Diego: O Caio foi nosso primeiro baixista e éramos da mesma cena, mas acabou não dando certo e ele se desligou da banda.
Um dia sai com o Caick pra tomar umas em um bar da cidade e, por coincidência, encontramos com o Guilherme. Trocamos ideias e descobrimos que ele tocava baixo.

Guilherme: Depois de 10 anos tocando na cena em São José dos Campos, voltei para Botucatu e conheci o HellgardeN num show na cidade. Acabei esbarrando com o Diego e Caick em um bar no centro de Botucatu e, depois de alguns dias, fui convidado para fazer parte da família.

 

3- Quais seriam as influências que realmente consolidaram para os sons autorais da banda? Estas influências, de outras bandas e demais músicos notórios dentre tais gêneros do metal em si, são muito importantes para a consolidação da característica da banda, o que vocês podem falar sobre isto?

HellgardeN: São muitas influências, desde os “Old School” até as mais novas surgindo na cena. Como toda banda de Metal de respeito, vamos citar uma que não pode faltar: Black Sabbath.

 

4- Como foi a concepção do nome “HellgardeN”?

HellgardeN: Fizemos uma votação entre alguns nomes e esse foi esse o escolhido.

Sobre um sentido do nome, é um nome próprio, mas dá pra refletir bastante sobre ele.

 

5- Cada membro da banda poderia falar sobre os seus ídolos em específico (pode citar mais do que um), aquelas pessoas que realmente lhe influenciaram para lhe determinar nesta função atual, como guitarra, baixo, bateria, vocal…

Diego – Para mim Phil Anselmo com certeza é o que está no topo desde performance, canto limpo e berro, mas também irei citar mais alguns: Randy Blythe, Layne Stayle e Corey Taylor.

Caick – Randy Rhoads, Dimebag, Paul Gilbert, Blues Saraceno, Tony Iommi, Mustaine, Gary Holt e Jerry Cantrell. Todos são gênios e me influenciaram e me fizeram ter tanto amor pela guitarra.

Guilherme – Steve Harris, Billy Sheehan, Ryan Martinie e John Myung.

Matheus – Tenho uma admiração imensa pelos inesquecíveis John Bonham e Bill Ward, acho incrível a forma como revolucionaram e nos mostraram as infinitas possibilidades dentro do mundo da bateria. Chad Smith, Neil Peart, Mike Portnoy, Vinnie Paul, Aquiles Priester e Eloy Casagrande também são fortes influências na minha maneira de tocar.

6- Quais são as expectativas da banda ainda para este ano, digo no aspecto das músicas autorais. Tem alguma perspectiva de lançamento de algum material, videoclipe, ou qualquer coisa desde gênero para o público?

HellgardeN: A expectativa é grande e a ansiedade maior ainda.
Nos shows tocamos boa parte das músicas que estarão no álbum e a galera têm respondido muito bem. Estamos no processo de finalização da pré-produção e o lançamento acontecerá em breve.
2018 está sendo um ano importante para a banda.

 

7- Sobre os shows que estão rolando este ano e os que ainda acontecerão, gostaria de saber quais são as expectativas e também os que já estão certos para a apresentação de vocês?

HellgardeN: Esse ano tá sendo foda!
Com a pré-produção rolando, a gente compõe e já mostra logo em seguida o resultado nos shows. A experiência é única e incrível quando vemos a reação da galera se quebrando no mosh. Isso é muito louco pra gente, porque ainda não temos nada gravado, então a galera chega lá sem conhecer nosso som e saí do show como se tivéssemos uma relação de banda/público de muitos anos!

Sobre o assunto dos shows, a gente tem evitado se apresentar muito para dar maior foco no álbum. As datas que irão acontecer, divulgaremos nas redes sociais da banda.

 

8- Vocês podem descrever alguma experiência, neste pouco tempo de banda, que realmente foi marcante?

HellgardeN: Abrir o show do Krisiun na nossa cidade foi incrível! Os caras são monstruosos e foi o show de estreia do Guilherme (baixo), melhor impossível pra ele, né? (risos)….Nosso último show no “Fim De Semana Mundial Do Rock” em Botucatu foi insano! A molecada destruiu no mosh como nunca, do começo ao fim, e é isso que a gente quer!
MOSH or DIE!

 

9- Para finalizar, gostaria de saber o que vocês esperam para o futuro da HellgardeN?

HellgardeN: TUDO! É um sonho e damos o sangue diariamente para acontecer, queremos turnê mundial, tocar com bandas que a gente curte, conhecer mais bandas de outros países, ter experiência de outras culturas e viver intensamente cada momento disso, mas o principal a se fazer é dar o nosso melhor para o nosso público sempre, pois sem eles não somos NADA!

 

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Matéria enviada por Lucas Amorim