Bluyus: “Se você não cuida do seu produto ninguém mais vai cuidar, tudo o que vão fazer é tomar até o seu último centavo”

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Batemos um papo com o simpático Alex Bluyus, abordando sobre a sua constante evolução, de sua trajetória, seus projetos ao longo dos anos, lançamento do primeiro registo com a sua banda BLUYUS e muito mais.

Confira abaixo esse ótimo bate papo:

1 – Olá! Tudo bom? Primeiramente gostaria que você me falasse como foi o processo de gravação do último disco “#Rock”

Alex Bluyus:Tudo beleza. Gravamos no Oversonic estúdio, aqui de São José dos Campos/SP. Levamos duas semanas pra gravar tudo. Fábio Alba foi o engenheiro de som. Fizemos um ensaio gravado pra ver como estávamos nos saindo e logo depois partimos pra gravação. Começamos com uma guia com metrônomo e gravamos primeiro a batera com o baixo. Depois as guitarras/violões e por último os vocais. No ensaio gravado o meu Classic 50 queimou a fonte, tive que emprestar um Classic 30 do Fred Semensato, nosso produtor fonográfico do primeiro EP. Mas esse Classic também não rolou, ele começou a estourar o som. Tive que emprestar um Pedrone do meu amigo David da Eva Venenosa, aqui de São José. Esse sim falou bonito. A mixagem ficou por conta do Fred Semensato e a masterização fizemos no PSP de Guarulhos.

Nosso esquema de datas e horários da gravação.

2 – O disco é muito bem produzido, os instrumentos são muito nítidos, é possível sentir uma certa nostalgia do rock brasileiro dos anos 80, mas também soa atual. Quem foi o responsável pela produção?

Eu tomei a frente na produção. Sabia exatamente como queria que soasse esse trabalho. Levamos um ano, depois de gravadas as músicas, pra chegar na mixagem e masterização que satisfizesse nossos ouvidos. A nitidez dos instrumentos se deve ao trabalho de mixagem do Fred Semensato. Ele é um mestre na mixagem.

3 – Tivemos o ‘’boom” do rock brasileiro com aquela geração da década de 80, onde o rock era extremamente divulgado em todo canto, inclusive na cultura popular. Como você vê o interesse pelo rock nacional atualmente?

O interesse continua vivo, pode estar um pouco adormecido, mas continua vivo. Acredito que depende de nós roqueiros divulgar mais o som que ouvimos. Vejo garotos ouvindo outros estilos de música com o som no talo, incomodando a vizinhança toda. Devemos fazer o mesmo. Se você curte rock, divulgue, ouça bem alto!

4 – Como você a banda hoje? Atendeu as suas expectativas de quando começou lá atrás?

Vejo a banda em ascensão. Estamos super ensaiados e com o som rolando como um motor bem regulado. No começo foi bem difícil de acreditar que ficaríamos assim. Euclides, nosso baixista, não tocava há anos quando entrou na banda, ele estava bem enferrujado. Decidimos que ficaríamos juntos e que com garra chegaríamos aonde quiséssemos. Em nosso DVD “Todo Amor” (2018) é possível ver nossa evolução em relação ao nosso Ao Vivo no Costella. Acho que ultrapassou minhas expectativas iniciais.

5 – A gente sabe a dificuldade para uma banda nacional lançar um DVD. O show precisa ser perfeito, os instrumentos certeiros, a captação do som deve ser clara, além de outros inúmeros fatores. Nesse sentido, qual foram os maiores desafios que vocês tiveram no lançamento do DVD “Todo Amor”?

O maior desafio foi executar as músicas com perfeição. Esse DVD foi um presente do destino. Recebemos o convite pra tocar no Sesi um mês antes do show. Tudo que fizemos foi dar o nosso melhor no palco. A estrutura do Sesi de SJC é muito boa. Fernando, o cara da mesa e luz, fez um trabalho sensacional. Nós conversamos alguns minutos e eu passei a sequência das músicas com anotações de quente/frio pro esquema da luz. Contratei o Oversonic pra fazer a captação das imagens e áudio, e foi aí que o melhor aconteceu. O Oversonic fez um trabalho impecável no palco e na mixagem, ficou perfeito, muito além do que eu esperava. Tivemos muita sorte, mas nos preparamos muito pra esse show, acho que tocamos esse repertório umas cem vezes.

6 – Quais os próximos passos de vocês? Já tem alguma ideia de algum futuro projeto?

Nossos próximos passos são em relação aos shows. Precisamos reforçar a marca Bluyus e conquistar um espaço no mercado nacional pra vendermos nosso show e garantirmos nossa existência. Estamos batalhando por um Agente, depois com muita sorte um empresário e com mais sorte ainda um investidor.

7 – Muito Obrigado pela atenção! Há alguma consideração final que você gostaria de deixar aos nossos leitores?

Nós que agradecemos pela oportunidade. Meu conselho vai pra quem tem banda e quer vencer. É preciso estudar muito, é preciso entender o mercado da música e todos que trabalham nele. Saber o papel de cada profissional dentro dessa cadeia. Se você não cuida do seu produto ninguém mais vai cuidar, tudo o que vão fazer é tomar até o seu último centavo.

Tente evoluir, aprender algo novo todo santo dia. Esse mercado é muito complicado e se você não estiver preparado vai ser engolido. Nunca desista! Sempre evolua! A evolução vai te levar ao topo. Estude!

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Matéria enviada por Lucas Amorim